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Treinador da Gabi Pessanha: o mérito não é meu

15 set 2025 · 39:49

No sábado (23/08), a cidade de Timbó (SC) recebeu o grande mestre Márcio de Deus.

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Tô aqui com o mestre Márcio Deus. Maior, maior honra estar aqui com ele agora. Você já acompanham o trabalho do mestre Márcio Deus há muito tempo. Então, primeiramente, eu gostaria que o mestre falasse um pouquinho pra gente sobre a comunidade, onde que tá o projeto e e como na como nasceu isso lá dentro da da comunidade. Então, ah, a gente dá aula na cidade de Deus há cerca de 17 anos. nasceu de um desafio de a ensinar o jugitso como uma forma de ressocialização, ensinar um caminho, ensinar um propósito. A comunidade da cidade de Deus é uma comunidade aonde tem muita desigualdade social, aonde tem muita violência. É uma comunidade periférica, né? tá situado ali próximo da Barra da Tijuca, mas é uma comunidade que enfrenta muitas muitas necessidades, né, muitas demandas. Ah, a gente tem eh acho que a questão do dos confrontos, né, a ali na comunidade. E essa é a realidade que a gente vive. Ah, o que a gente tem que fazer é trabalhar e o jugitsu ele é uma uma das ferramentas que a gente tem para trazer esperança lá pra galera que mora

na cidade de Deus. projeto ele tá a academia TD House, ela tá situada bem na de Gavernec, né, na rua principal da cidade de Deus, onde passa os ônibus, né, onde tem o comércio. E ali é um lugar, né, que é um melhor acesso, né, pros alunos, paraas pessoas que vão nos visitar. Então, um ambiente ah mais seguro, né, ah, mais confiável. Então, a essa localidade que a gente tá hoje é estratégica, né, para que a gente possa ter ah mais segurança, né, todos os alunos, para todo mundo. Entendi. E já tá quanto tempo nesse lugar novo agora? O lugar novo a gente tá completando agora no mês de novembro, né, do anos. Ah, é um prédio, pô, muito bacana, é muito bem situado, com uma estrutura muito boa, né? A gente tem dois tatames na academia no primeiro andar, no segundo andar a gente tem lanchonete, eh, banheiros com chuveiros, né? São quatro banheiros com chuveiro na academia, a gente tem um lauge, né, para ter um bem-estar ali pros alunos. Tem secretaria, sala de reunião.

Ah, então tem ar condicionado na academia, né? Uma ventilação bem agradável. Então, a gente tem oferece uma estrutura de bastante qualidade pros alunos. Em que momento você percebeu que o Jogitso seria paraa sua vida? Cara, quando eu comecei a treinar, né, e ali eu via o meu professor dando aula e de pronto eu comecei a ajudá-lo, né, mesmo de faixa branca eu já ajudava nas aulas ali, né, tá junto ali, dar um apoio, limpar a academia. Ah, eu me identifiquei muito com essa questão de ensinar, né? Ah, de eu via que as crianças prestavam atenção no professor. Então, eu entendia que, pô, caramba, eu posso eu posso através ali do da aula ensinar, né, também, né, falar sobre princípios, sobre valores. E, cara, desde desde quando eu comecei a treinar era uma parada que eu queria pra minha vida, né? Eu queria ser profissional do jitos. Eh, não fui um atleta de conta, né? Competi bastante, lutei muitos campeonatos, lutei fora do país. Ah, cara, participei de muitas competições, regionais, nacionais, internacionais, mas não fui um grande atleta, né? Ã,

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comecei a a ter bons resultados na faixa preta master, né? Então, eu era um atleta tecnicamente mediano, mas eu me encontrei no ensino, né? Ensinar para mim é é uma é um dom, né? E eu amo fazer isso de ensinar. Então eu quis isso, né? Procuro me preparar constantemente, né? Fazendo cursos, estudando, né? Buscando a novas metodologias, sempre inovando, né? Então, ah, ali quando eu comecei a treinar, cara, já me apaixonei, já queria isso pra minha vida. Você sempre fala de que o o jugitso eh ele muda vidas, sempre tá pregando isso, sempre até valorizando mais isso com medalhas e e títulos que o jugits é uma ferramenta de transformação. um outro aluno como deve existir vários que mas que também o Judit fez uma transformação, mas não nessa área de competição, mas que realmente a pessoa tava sabe que mudou totalmente a dezenas a Gara, graças a Deus a nessa academia é uma escola de vida, né, cara? Então, eh minhas filiais, né, estão espalhadas

pelo Brasil, fora do Brasil. Ah, são alunos que, pô, mudaram a sua realidade, tiveram a sua vida impactada, ah, muitas pessoas com casamento reconstruído, eh, muitos jovens que abandonaram a os maus caminhos, né, meninas que se encontraram. Jitsu hoje é um nicho, né, profissional muito grande. Eh, mídia, fotografia, ah, videomakers, a assessoria para vistos, né, que a gente tem uma faixa preta que trabalha com isso, né, os professores, o pessoal que trabalha nos campeonatos, né, os staffs. Então, ah, eu vejo, cara, são dezenas, né, que que tão vivendo do jit, tiveram as suas realidades, ah, emocionais e também financeiras alterada, né, porque através do esporte conseguem viajar para outras nações, conhecer outras culturas, ah, conseguem ajudar as suas famílias.

Então isso realmente é isso é muito bom e é a minha maior alegria. Então eu vejo isso claramente na minha academia. Eu tenho muitos alunos, né, que que tiveram as suas vidas mudadas através do esporte. Como nasceu a ideia da TMD House e como manter essa estrutura viva dentro da comunidade? Então é muito difícil, né? Ah, o Brasil não é um país justo. Brasil é um país de muita injustiça. O Brasil é um país de muita desigualdade social. é um país racista, tem muito racismo, muito preconceito, tem muito preconceito com quem é morador de comunidade. Isso, isso não é eh eh pontos políticos, isso é nítido. Isso aí não precisa ser um historiador, um antropólogo, um cientista político para ver que isso é real.

Ah, contudo, eu acredito no poder do trabalho, acredito na fé e com muito trabalho, com muita fé em Deus, a gente tem conseguido superar essas barreiras, né? Ah, eu lembro, cara, muito bem que eu tive um sonho, né? Um sonho mesmo, um sonho. E eu sonhei com esse nome, TMD House, né? A casa do time Márcio de Deus. E eu sonhei com as cores que a gente usa hoje, né? o verde, o preto. Ah, ah, para mim era muito nítido. E quando eu tive a a oportunidade, né, de oficializar a TMD house, cara, para mim é uma alegria muito grande. Ah, porque a Tem House ela é sinônimo de gente que veio da comunidade, que veio do nada e tá vencendo na vida de forma honesta, de forma justa, sabe? sem querer passar a frente de ninguém, sem tomar nada de ninguém. Cara, eu não tenho rivais, não.

Eu não tenho rivais. Eu não tenho inimigos. Eu quero fazer o meu trabalho também. Não me importo com o que acontece nas outras academias, nos outros lugares. Eu tô preocupado com o meu trabalho, né? Eh, eu acordo de manhã todo dia, meu foco é o meu trabalho, dá o meu melhor. Então, cara, eu eu sou muito realizado, né, em ver em tudo que a gente construiu até hoje. Não tô feliz, mas não satisfeito. Eu quero muito mais, né? A gente tá expandindo muito, né? São muitas academias. Todos os anos a gente tá abrindo mais academia. São novos FR tá se formando. Hum. A gente já tá em diversos estados aqui do Brasil, já estamos fora do Brasil. Então eu quero muito mais, né? E eu sei que se a gente seguir nessa filosofia, pô, vai dar muito certo. Quais os valores que você acha fundamentais, não só para formar campeões, mas para formar seres humanos?

Cara, falar a verdade, né, cara? Qual seria o o maior valor que você acha para um ser humano? Falar a verdade. Falar a verdade. Falar a verdade. Sabe? Mesmo que você tenha feito algo errado e falar a verdade possa te trazer algum prejuízo. Na verdade, a verdade ela tá esclarecendo os fatos e ela vai ter a sua devolução. Então, falar a verdade, cara, eu acho que isso é importante, né? Eh, os filhos falarem a verdade pros pais, os pais falarem a verdade pros filhos, os esposos falarem a verdade para as esposas, esposas falarem a verdade pros espos. patrão falar a verdade pros funcionários, os funcionários falar a verdade pros patrões, né? Transparência, sabe? Eh, eu sei que não é fácil. Eu sei que, eh, a corrupção ela real, é uma realidade, inclusive na nossa nação, né? uma pena, mas a gente tem que procurar andar na verdade, procurar, cara, andar na simplicidade.

E eu vejo isso claramente, que as pessoas que se esforçam para viver dessa forma, elas vão mais além. Para mim é é muito nítido isso. Eu sei que eu sou um cara imperfeito, tenho muitos defeitos, muitos mesmo. Preciso melhorar meu caráter, preciso melhorar meu temperamento. Ah, eu tô buscando, né? Eu sou, tô em obra, tô buscando e eu acredito que esse é o caminho, você reconhecer que você precisa melhorar dia após dia. Esse é o caminho. Hoje todo mundo conhece a Gabriela, Gabriele Pessanha, o mundo inteiro conhece ela. E mas como foi o processo de lapidação? Desde o começo acreditava isso. Ah, pô, Diegão, vou te ser sincero, cara. É isso. É uma resposta para mim muito simples, né, cara? assim, seria muita hipocrisia da minha parte, seria também uma injustiça muito grande da minha parte e seria também, cara, assim, uma mentira, cara. Eu não sou responsável pelo sucesso da Gabriela.

Sei. A garota é garota é um fenômeno, cara. A garota nasceu talento, sabe? Ela é muito autodidata na questão técnica. Ela cria posições, ela faz coisas no campeonato que depois ela não lembra nem que ela fez. Ah, eu inclusive eu vi vi alguma coisa que ela escreveu que alguém pergunta: "Como que tu fez seu caminho?" Não sei. Ser automático. Sei. Exatamente. Então assim, isso é talento, né, cara? Isso é dom, isso é uma mentalidade, né? A Gabi, ela tem uma cabeça muito pra frente, ela quer muito melhorar de vida, ela quer muito melhorar como pessoa. É uma jovem, né, cara? só tem 25 anos. E, cara, assim, meu papel com a Gabriele é muito fácil, né, cara? Porque quando você tem um um talento ali, né, cara, você tem que fazer motivar, né? Então, eu procuro cuidar com carinho, dar atenção.

Agora mesmo, né, antes de começar aqui a gravação, mandei uma mensagem para ela perguntando se tava tudo bem. Não tem aula hoje, não tem campeonato final de semana, mas mandei uma mensagem aí, tá tudo bem. Vocês t sempre essa relação assim de de bastante amizade? A gente tem, né, cara? Isso, nisto, dá para ver, então, mas eu tenho um carinho por ela muito grande, assim, eu amo muito a Gabriele, muito mesmo, como uma filha, né? Amo meus alunos, cara. Eu sou um cara muito, muito emotivo, né? Então eu quero estar presente. E a Gabi, cara, ela é o concurente para caramba. E não posso dizer que eu lapidei a Gabi, cara. Minha parte é muito fácil, né? Sempre que ela precisa de mim, eu tô lá. Seja com o jits ou sem o jiu-jitsu. Se ela espirrar, eu tô lá perto, entendeu? Com cuidado, com carinho. Eh, fico muito alerta, né? para que pessoas de mau caráter não queiram se aproveitar dela.

Eu me preocupo muito com isso. Ah, e orientar, né, assim, sou um cara mais experiente, né, mais vivido. Então, ó, esse caminho aqui é melhor, esse aqui, pô, pode ser mais difícil. A gente procura fazer os planejamentos de campeonato junto. Eu nunca passo na frente dela, eu não sou um cara autoritário, né? O que que é melhor para você? Que que você acha? É tudo no diálogo, até porque hoje a garota é a maior faixa preta do mundo. Aí ela treinaria em qualquer lugar do mundo, né? Eu acho que todos os treinadores do mundo gostariam de treinar a Gabriele Pessanha. Então minha parte é muito fácil com ela, cara. Eu não tenho mérito nenhum no que a Gabriele é. Não, não tenho não. Eu não me sinto assim nem se me sinto confortável, né, com isso. Eu sou um cara normal, cheio de defeito. Tô lá para gritar, para marcar o tempo, para pegar uma água, sabe, para falar essa posição aqui é melhor. Mas o mérito não é meu não. E não só a Gabi, cara, todos os alunos, né? A gente tem muitos alunos ganhando muitas coisas, cara. É muito injusto, né, cara? assim, pô, treinador, cara, eu sou professor. Professor é servo, faixa preta tem que servir. É o que eu acredito. Pode parecer um pouco

romântico, mas é o que eu acredito. Quem entra lá para lutar são eles, entendeu? E quando tu começou ali com o time, tu tu imaginaria que que aconteceria isso? Tu já tu chegou a visualizar ou isso foi acontecendo ou essa já era uma meta? Cara, eu vou ser muito sincero para você. Eu sempre quis chegar a lugares altos. imaginar que a gente estaria vivendo o que a gente vive hoje. Não, dessa forma não. Mas eu queria, tu queria entrar no alto escalão? Eu queria botar. Queria, mano, eu queria, meu irmão, tá no meio dos grandes, não por vaidade, não, não por isso, tá? Mas eu até tirei o meu nome da logo da TMD House, né? Antigamente tinha ali Márcio de Deus. Eu tirei o meu nome, né? A TMD agora é um instituto, né? É um é um órgão de filantropia. Ah, porque, cara, quem tem que aparecer os alunos. Eu tô ali por trás. Eh, eu quero que meus alunos se deem bem, que as crianças se deem bem, quero que ninguém tenha faltando comida em casa. Então, eu trabalho para caramba, irmão. Trabalho sábado, domingo, feriado, não tiro férias, né, pô? Minha dedicação é por eles. Então, eu sabia que uma hora ia

dar certo, né? Então eu fico feliz de ter a Gabi, mas também de ter tantos outros aí no alto rendimento, tantas academias abertas, né? Cada um colaborando um pouco crescimento do time e é aquilo, cara. O trabalho devolve uma hora a coisa acontece. E hoje tem quantos faixa preta formado já? 37. 37. 37. Isso é um orgulho muito grande, né? Ver a galera de faixa branca e daqui a pouco tá amarrando a faixa preta. E a grande maioria começou contigo da branca até a preta, né? 99%. É difícil que chega lá já de outra cor de faixa. É, eu eu não tenho muito hábito de receber alunos de fora, né? Aham. É uma questão de ética, uma questão de princípio, né? Isso aqui não é uma crítica a ninguém, mano. Eu é o teu jeito, né? O teu, é o que eu gosto, entendeu? Gosto das minhas crias ali, aqueles que, pô, é meu mesmo, eu ensinei, entendeu? Então eu acho que é diferente como equilibrar os os treinos técnicos, motivacionais e psicológicos aos atletas, fazendo tudo junto.

Tudo junto. Uhum. Ah, eu acredito na equidade, né? No equilíbrio de todas as coisas. Então, cara, a gente tem um treino duro, né? O treino de competitão. Acaba o treino, senta todo mundo aí, vamos ouvir uma reflexão. Isso é rotina lá depois dos treinos. Todo dia essas reflõções que a gente vê todo dia, todo após de treino rola, todo dia, duas, três vezes por dia, todo dia. Inclusive, boa parte das coisas que eu falo não vai pra internet, coisas que são internas, entendeu? Tem coisa que é pai para filho, mas aquele papo ali rola todo dia, todo dia. Há anos. Sempre foi assim, sempre foi. Isso eu não abro mão. É que é o planejamento da equipe para competir os os principais campeonatos. Vocês chegam, fazem uma agenda no começo do ano?

Tem agenda, né? Na verdade, a gente tem um planejamento anual. Eu faço dois calendários, né? Janeiro a má a junho e julho a dezembro. Ah, o planejamento é simples. Campeonato CBJ, BJJF. Vocês só estão participando da DF? Só. É. Ah, tem alguns campeonatos regionais, né? Uma coisa assim mais regional ali, mais Rio de Janeiro, né? Ah, aí pode faixa branca para lutar. Quando tem uma luta casada, valendo um cinturão, valendo uma premiação, a gente coloca também. Mas a meta, 99% da meta é CBJ e BJJE. Existe alguma meta específica para ampliação da TMD? Cara, então assim, eu quero eu quero ampliar o time nos Estados Unidos.

Ah, a gente tá na Califórnia, né, bem forte já, graças a Deus. Academia estabelecida com muitos alunos, onde tem o Mundial, então a gente tem todos. Academia, a academia é sua lá, é, é sua. Lá no live você tem um professor que dá aula lá, é o Vitão, né? Ele é o que é head coach, meu 01. Aham. Né? ter house. Ah, eu quero ir pro outro lado, né? Então ali talvez a Flórida, né? Ah, porque lá tem o Panquides, o Pan. Então, sempre pensando em estratégia, porque aí a gente economiza na hospedagem, na alimentação, porque a gente passa a ter um suporte. Eu quero ampliar na nos Estados Unidos, quero crescer na Europa, né? Já tem na Europa também. A gente tem um representante, né? o Gustavão, ã, tá ali em Lisboa, faz um trabalho muito legal e eu quero ampliar, né? Eu quero ir para outros países da Europa, quero crescer e meu sonho, cara, assim é África, né, cara? Meu sonho mesmo. Eu peço a Deus me permitir viver isso. Pra África, abrir um projeto social em alguma aldeia, né?

Ensinar o GIC. Já foi para lá? Ainda não. Nunca foi, né? Tenho um, tenho aí um um plano, um projeto de ano que vem. Ah, mas eu quero muito abrir um projeto social na África. Eu creio que para Deus não é impossível. Então, eh, e sem fim lucrativo, sem nada para aparecer, quero só ajudar, levar o jitos, né? Eu amo o continente africano, então eu gostaria muito de poder est nessa. E, cara, assim, nacionalmente a gente tá crescendo muito, né? A gente agora tá inaugurando em breve Manaus. Manaus também Goiás, né? A gente já tá em São Paulo, já tá aqui em Santa Catarina, já estamos na Bahia, já estamos no Paraná, né? Então o time cresce no interior do Rio de Janeiro também a gente já tem filiais.

Quantas filiais tem hoje já? Hoje total são 16. 16. É. Ah, eu quero mais, cara. Eu quero mais, porque são mais pessoas dando aula, trabalhando, mais oportunidade que se dá também, né? Eu não penso só na questão de crescimento do nome, mas são mais pessoas trabalhando, mais ajudando mais pessoas, né? Exatamente. Ajudar é o fundamental, cara. Ajudar é uma parada que me consome, cara. Eu acordo todo dia, pô, o que que eu posso fazer para ajudar alguém? Isso aí eu fico maluco pensando nisso toda hora. E a as filhais, elas também são todas focadas em competição ou Ah, cara, 90% sim, né? 90% porque a competição ela gera visibilidade, né, cara? Gera visibilidade. Ah, e abre oportunidade. Então, a gente sempre pensa nessa questão de oportunidade, né? E assim, quando tem tem atletas se destacando em filiais que são menores, eles vêm para matriz ou não? Não, não, mano. É o seu professor, fica lá.

Lógico, pô. Vai ter um campeonato grande, né? Ah, mundial. Igual teve, por exemplo, teve o europeu que a gente teve ah, três atletas da filial Feira de Santana e dois atletas da filial Presidente Prudente. Aí a gente vai junto, fica todo mundo junto, treina junto, entendeu? Agora, pô, pô, Márcio, vou ficar uma semana no Rio de Janeiro treinando com vocês. Vem. Mas mano, teu professor é teu professor, o teu lugar é teu lugar, você floresce onde você tá, entendeu? Ganhou questão de falar, mano, é lá do professor tal, né? Acho que isso é importante. Sempre os méritos. Claro, com certeza. Quanto tempo você demorou para alcançar a faixa preta? Eu queria que contasse um pouquinho também da como é que foi todo esse processo, mas também não precisa se alongar muito mais. Cara, minha faixa preta, cara, não foi demorada, não.

Levei 7 anos para pegar a faixa preta. É, anos. Ã, eu acho que alguns critérios meu professor usou, né, que eu era um cara muito assído, eu nunca fiquei afastado do treino, eu sempre treinei. Aí competia muito. E além de competir muito, né, ah, eu ajudava o professor muito na academia. Então eu era, eu era, não vou dizer que acelerou, mas até porque 7 anos, querendo ou não, é o o prazo médio, né? Mais ou menos, né? Então assim, eu acho que me credibilizou, vamos dizer assim, né? De faixa roxo já dava aula, foi quando eu comecei dar aula. Então, eh, acho que usar a palavra merecido talvez soi um pouco arrogante, mas acho que foi no tempo. Qual foi o momento mais feliz na sua jornada do Jitsu? Sei que existe vários assim, mas tem algum que ficou marcante assim, putz.

Cara, tem, né? Não posso negar não. Primeiro título na faixa preta da Gabi, até porque a gente vinha de um momento muito difícil, que foi a pandemia. Ah, foi logo, foi na pandemia. É, eu tenho, até na verdade fui, foi o primeiro título na faixa preta da Gabi. Inclusive, eu acho que foi o mais difícil, sem menosprezar, pelo amor de Deus, tem nada a ver com as outras atletas. Ela, ela inflou em quem essa final, cara? Ela lutou nesse campeonato com a Gabi Garcia, com a Bia Mesquito, com a Bia Basílio e com a Iara Soares. Mano, vamos respeitar. Está falando de quatro gigantes do Jitsu mundial, praticamente as principais, né? A Gabi lutou com as quatro nesse mundial. Ganhou as quatro e ganhou, né? Ah, então foi campeã peso e absoluto, né?

Então, cara, assim, foi muito marcante porque passa um filme na cabeça, né, cara? Se você conseguimos, né? É, cara. caraca, eu lembro que eu fiquei meio que em choque, né, assim, mano, até muito, fico muito emocionado porque, cara, eu lembrei dando aula no papelão, sabe? Eu lembrei de assim, eu lembro de dar água para eles na tampa da garrafa, sabe? Porque não tinha copo, não tinha bebedouro. Ah, eu fazendo dívida para comprar quimono para eles. Então, um cara assim, pô, caramba, chegamos, né? E realmente depois daquele título mundial, muita coisa mudou, né? A Gabi começou a ter salário, né? A academia ganhou muita visibilidade, eu comecei a dar mais seminários, então financeiramente pro time todo foi muito bom. Isso mudou tudo, né?

Mudou tudo, foi muito legal. E nesse ano também foi um ano, pô, brabo, né? A Maria Cláudia foi campeã mundial na faixa roxa. A gente fez outros campeões, né? Mundial. É, nesse mesmo. Então, na verdade foi um grande destaque pro time esse ano. Foi, foi, né? O Vittor tava solidificando a academia lá também. E e foi assim legal. Eu acho que foi uma explosão de emoção muito grande, porque a gente tava vendo de um sofrimento, né, da pandemia, né, onde, pô, muita notícia de pessoas falecendo, muita gente triste, muita famílias em luto, muita gente passando necessidade financeira. Eu lembro que eu viajei com muita dificuldade, mas muita, irmão, eu viajei com muita dificuldade pro mundial, muita dificuldade. Eu viajei porque pagaram a minha passagem, sabe? Eu fui sem dinheiro nenhum. Então foi foi muito duro e graças a Deus, cara, pô, deu certo, né? A gente, pô, conseguiu.

Então, assim, foi um foi um evento que me marcou muito, né? O mundial de 2021. Mas e nesse mundial, a Gabriela, ela também já tinha ganhado todos os outros grandes lã, peso de absoluto, né? Já, já. Não, não, não. Eh, se eu não me engano, esse foi o primeiro dela, né? Porque no o Grandilan começa no no mundial, né? Mundial, né? Todo mundo acha que o contrário, mas é, mas a Gabi ela já tinha ganho, né? Ela tinha ganho os outros eventos. Então, cara, assim, foi bom para caramba, né? Sou campeão em todas as faixas. Ela a Gabriela, ela ganhou todas as faixas peso e absoluto, no menos na marrom. Na marrom ela, na marrom ela perdeu a final do absoluto pra Iara. Para Iara. E o momento mais triste, sem dúvida assim, quando o meu aluno Luís Natã foi morar, foi embora.

A partida do Natã foi é uma dor que dói até hoje, sabe? Ah, envolveu muita coisa, mexeu muito com o time todo, mas eu creio que Deus tem seus propósitos, né? E cara, depois que o Natan faleceu, Natan foi um faixo azul fenômeno que a gente teve, campeão do Pan, campeão brasileiro, medalhista em panquedades. Ah, eu posso dizer que a gente melhorou muito, sabe? Não que a morte do Natã tenha nos feito melhorar, mas a morte do Natã nos ligou vários alertas que nós precisávamos melhorar em muitas coisas. Então um momento bem difícil pro time todo, com certeza. Te guarda a lembrança com carinho, mas dói para caramba.

Ainda dói muito. Dói demais. E e quando aconteceu tudo isso, chegou alguma algum da escola chegar parar por causa desse momento? Cara, foi um um luto, né, cara? Eu mesmo, eu fechei a academia. É, eu lembro que fechei a academia por uma semana, não deixei ninguém treinar. E o Natã, ele era morador do da comunidade também. Minha cria desde sempre, pequenininho peguei no colo. Eu era muito amigo da família, né? Eu tenho foto com ele aqui, ó, no Então são as lembranças que eu tenho dele são as melhores possível. Black me fez muito bem. Qual foi o maior mico que tu já cometeu aí em competição ou treinando ou lutando? Cara, eu acho que tem duas coisas, né? No Mundial de 2021, quando a Gabi ganhou, cara, eu saí de cima, ó.

Eu sei que eu fiz porque tem vídeo, tá? Tem vídeo de quando? Mundial de 2021. Tem vídeo? Tem vídeo, inclusive tem vídeo da Frograpion. Então eu sei que eu fiz, tá? E os meus alunos que estavam lá viram, mas eu não lembro. Eu não lembro. Quando a Gabi ganhou, mano, eu tava sentado, né, em uma garrafa d'água. Eu joguei a garrafa para cima assim num água e pegou num monte de gente. E eu comecei a dançar, comecei a pular. Caraca, eu fui lá, meu irmão, na câmera da Floggrap, dancei. irmão, eu não me lembro que eu fiz isso. Eu não me lembro, mas eu sei que eu fiz, entendeu? Mas foi uma explosão de alegria muito grande, sabe? Um grito tava preso na garganta. Aí depois fizeram vários memes disso, eu dançando, a Kend Ring fazendo comentário, eu ali atrás zoando para caramba. Foi divertido, não foi desrespeitoso, né?

Mas assim, eu não faria de novo, né? Eu não faria de novo. Mas foi acho que uma explosão ali de alegria, né? Muito grande. E o Campeonato Brasileiro Criança, cara, não, se eu não me engano, foi no primeiro no primeiro brasileiro criança em Barueri. Cara, criança para caraca lutando. Eu, meu irmão gritando, correndo para lá e para cá, cara. muita criança lutando ao mesmo tempo. E eu, cara, tava muito maluco, não conseguia almoçar nada, já era 4 e pouca da tarde, eu lembro que eu tava apertadão para ir no banheiro, mano. Eu me urinei nas calças porque que eu não deu tempo de ir no banheiro porque muito aluno lutando, entendeu? E aí quando eu pensei em ir já foi, não tava aguentando mais. Aí que que eu fiz, mano? Continuei gritando assim mesmo, gritando até o último, não deixei ninguém lutar sozinho.

Quem foi o seu maior ídolo no esporte? Eu digo o ídolo pelo lado do esporte mesmo, que você gostava de ver lutar, que tipo, pô, eu gosto de ver esse cara aqui lutar. Cara, tu acredita que eu não tive muito isso? Não, nunca foi de de ficar olhando muito uma pessoa? Não, eu nunca tive muito isso. Mas cara, eu vou falar para você de três pessoas, tá? Eh, quatro pessoas, na verdade, quatro pessoas que acenderam muita coisa dentro de mim. Ah, meu mestre Cléber Silvino da DU, que foi campeão mundial e brasileiro na faixa roxa, lutou contra grandes nomes, né, do Jitos. E quando o Dadu foi campeão, o Jacaré foi campeão mundial de preta no Tijuca e eu assisti essa luta. Ah, você tava lá, entendeu? Então foi muito legal ver o jacaré ali, pô. E assim me identifico, né? Negão, pobre. Então, para mim era legal.

É, foi legal para mim. Eu lembro que ele passou por mim, falou comigo, tá ligado? Eu tenho foto com Jacaré. Então, assim, foi maneiro, eu fiquei feliz. Ah, outro cara assim que, cara, me inspirava muito, né, foi o o mestrão Rogério Poj, que sempre foi muito consistente nas competições, eu sempre acompanhei ele nos campeonatos. Ah, outro cara, para mim um dos maiores atletas que a em Fight já produziu, o Edson Diniz, né? O primeiro primeiro cinturão do Belator de MMA. Ah, vice-campeão mundial, perdeu pro BJ Pen na final, foi o Edson Diniz. É um cara que me ajudou muito no meu início da caminhada, sabe? Um cara que eu tenho muito respeito, muita admiração. E o Lucas Vale, o Lucas Vale é um atleta da Infight que hoje tá nos Estados Unidos, né?

Eu peguei, tipo, quando eu comecei com com negócio de página ali, ele tava no no o Lucas, ele ele reacendeu a chama da Infight, foi um cara que inspirou muito a Gabriele, né? o Lucas ganhou a passagem do qualify para lutar a para lutar, se eu não me engano, europeu e foi campeão europeu de azul. E aí a nossa galera, caramba, dá pra gente também, sabe? Aquilo foi uma inspiração muito grande. Então, ah, dos três, dos quatro que eu falei, três eram da casa, né? Eu, eu sou muito patriota, assim, no sentido de valorizar os meus, né? Só que realmente foram inspirações muito boas pra gente, certo? E fora do tatami. Eh, não precisa ser atleta de Gits, não precisa ser. Tem alguém que se inspira assim, coisa, muita coisa, mas o o mais muita coisa. Tipo assim, eu acho esse cara Esse cara é cara, sim. Vamos lá.

Ou se não quiser falar o nome, a linha de pessoas que tu que tu Tom Brave, jogador da NFL, que se aposentou agora, né, recente, que ele era o marido da Gisele, né? É, esposo da Gisele 20. C Tom Braid. Mano, o cara surreal. Ele ele ganhava ganhava tudo. Ele tem ele ele tem mais título. Ele tem mais título da NFL do que vários clubes, né? Ele foi campeão pelo New Wangley Patrocks, pelo Tampa Bay Bucaneers, foi MVP, mas é um cara, sabe, focado, dedicado, família, sabe? Tu se inspira nele por causa por causa desse tipo de de comportamento. Os sermões dele muito legal n palestras. Ah, LeBron James, cara, eu sou muito fã daquele negão. Muita coisa, cara. Muita coisa, sabe? O cara tá 40 anos jogando em alto rendimento, mano. Sabe? Campeão olímpico, campeão da NBA, MVP, sabe? Eh, deixando legado, filho. Agora tá na NBA também, casado, cara, família, eh, focadão, divertido, sabe? Eu gosto do Lebrão. Ah, Cristiano Ronaldo, cara,

sou muito fã. Para mim, é o melhor jogador do mundo, né? Gosto da postura dele, sabe? Da forma que ele se comporta também. da seriedade que ele encara o esporte. A o Bernardinho, né, para mim um dos melhores técnicos esportivos da história mundial. A coach K, técnico da Universidade de Duc 40 anos de basquete, foi o técnico campeão olímpico pelo Dream Team dos Estados Unidos, né? Buscaram um cara lá no na universidade para juntar LeBron James e Kobe Brand. O cara deu conta, montou o Dream Team. Ah, Coach K é um cara que eu me inspiro, já li livros dele, gosto para caramba. Ah, hoje tem pessoas assim que eu me que eu me inspiro muito, né? Thiago Brunet, que é um um pastor, né? Ah, pregador de de sabedoria, um cara que eu gosto muito, Joel J, que foi atleta de seleção brasileira, que hoje é coach de alta performance.

Ah, são pessoas assim que me inspiram, que eu olho assim, caramba, mano, o cara, os caras são esquisito mesmo, sabe? Pô, são bons pais, bons maridos, né? Andam pelo correto. Então, eu me inspiro, eu gosto muito, né? Gosto muito mesmo. Gosto do Abel Braga, gosto do Fernando Diniz, porque trabalham muito a mentalidade dos atletas também no futebol. Acho que isso é fundamental. né? A toa que por Abel Braga é o maior campeão de campeonatos pelo Palmeiras, né? Na na última década, o Palmeiras nunca ganhou tanto campeonato como Abel Braga. Isso é indiscutível, né? O Fernando Dinis levou o Fluminense ao título da Libertadores da América. O cara é psicólogo, né? Sabe muito. Então você é colorado, né? Não, eu sou tricolor. Ah, tricolor.

Fluminense. Ah, Fluminense. Isso mesmo. Então, são essas pessoas assim que eu me inspiro muito, muito mesmo, né? Inspiro assim absurdamente. Qual a situação mais emocionante que você viveu no projeto com as crianças? Cara, eu acho que a primeira aula no Prédio Novo foi foi muito impactante, né? Eu chorei muito quando a obra ficou pronta, táame pronto, o dia da inauguração, eu entrei primeiro, né? Fiquei olhando, chorei muito, cara. Mas assim, quando eu vi as crianças entrando, sabe, olhando, tipo assim, caraca, olha onde a gente vai treinar agora, sabe? Estrutura de primeiro mundo, sabe? Tudo de excelência. Isso foi muito emocionante para mim. muita coisa mesmo. Ah, vê que é possível, né? Eles viram que pode, que dá. Então essa reação deles para mim me pegou muito. Eu lembro sempre.

Tem alguma luta de algum aluno que ficou marcada? Que que marca assim para, pô, essa daí que tu lembra assim que ficou, cara? Tem, né? A Gabi tem uma luta contra a Giovana Jara no Grande Islam Miami, Gabi perdendo de 7 a 0. Ah, faltando 3 minutos e meio para acabar a luta. 7 a 0. A Gabi nunca tinha tomado 7 a 0 na vida. Na faixa marrom. Isso. Na preta. Na preta, Gabi. Na preta, entendeu? Ah, essa menina essa aqui como tá grávida agora, não é? É, não sei. E ela, ela, Gabi tinha ganho o mundial dela. Não, tinha ganho o mundial. Não tinha lutado ainda com ela não. E a Gabi, cara, tomando 7 a 0, faltando 3 minutos e meio para acabar a luta. E eu ali sentado no coach, eu olhei para ela e eu falei: "Ó, calma." Ela fez assim para mim, cara. Assim, mano, a Gabi inverteu a luta e finalizou em 3 minutos e meio. Ela inverteu o primeiro para cá.

Ah, ela inverteu o placar. o primeiro placar, foi para 10 a 3 e finalizou. Cara, foi sinistro, foi muito legal. Essa foi muito boa. Meu filho Thiago campeão do Pan também foi bem emocionante, né? Até porque eu não foi no ano seguinte do Natã e o meu filho vai lá, ganha o mesmo campeonato, na mesma faixa. A gente homenageou o Natã, foi bem legal. Foi um prazer, professor. Muito obrigado. Você obta comigo aí. Muito obrigado. Eu puder ajudar, cara, só falar.