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Episódio 02 - Jiu-Jitsu Sem Fronteiras

19 out 2025 · 24:23

No episódio dois do nosso novo projeto Jiu-Jitsu Sem Fronteiras, tivemos a honra de bater um papo em um dos cartões-postais mais icônicos de Curitiba/PR: o Parque Barigui 🌿.

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Po, estou aqui diretamente de Curitiba, Parque Barigui. Hoje a gente tá aqui com o professor Rangel. E aí, Diegão? Professor Rangel foi, a equipe Almeida foi campeã da paranaense no Gui, então a gente veio trocar uma ideia aqui sobre a história do professor, sobre a caminhada e sobre outras visões aí. Primeiramente queria que tu começasse contando um pouco da tua história, como que foi a tua trajetória no no jiu-jitsu, onde tu começou e como por como é que foi tudo legal. Eh, bom, primeiramente eu comecei a sempre fui da da arte marcial, né? jogava bola quando era moleque, mas sempre fiz capoeira, box, muitai, sempre fiz bastante atividade ligada à luta. Eh, eu comecei treinando com o Adriano Novak. Ah, mas a gente era GB. Quando a gente, quando eu graduei faixa azul com ele, eu comecei a treinar nos treinos de competição do meio-dia na matriz da GB, ah, com com Cabeça Marco Oliveira e fazer esses dois treinos. treinava à noite com meu professor, com o Adriano, e ao meio-dia eu treinava com o cabeça da turma de competição. Ã, um não lembro exatamente o ano, mas o quando o Cabeça saiu da da Grace Barra, ele trouxe a Atos aqui para Curitiba, a gente saiu junto com ele e daí a gente continuou pela Atos.

meu treinando cada vez mais ali na matriz com cabeça e fui graduado de faixa preta por ele inclusive em 2021 fui graduado faixa preta e fiquei com ele até dois anos atrás, né? Fiquei na até dois anos atrás. E tu sempre competiu bastante? Sempre competi desde as faixas coloridas. Desde desde a da faixa branca. dois meses de de jitsu já comecei a entrar em competição. Demorei para ganhar. Fui ganhar meu primeiro campeonato só de faixa roxa, mas sempre lutei bastante. Mas comecei a levar a sério mesmo a partir da do final da roxa ali, da metade da roxa pra frente. Tipo assim, mas desde quando tu começou na na faixa branca até a faixa preta, tu sempre só só com Jits ou tu tinha outras atividades paralelas assim ou tu tem até hoje ainda? Não, até minha faixa roxa, antes de eu abrir a minha a minha academia, eu trabalhava numa produtora de vídeos com um colega meu e fazia essa divisão, dava aula e tinha o meu trabalho de de CLT normal ali. Aí quando eu abri a minha academia em 2017, eu fiquei integral, daí só vivendo desde o gits, lutando e dando aula.

Aham. Ah, tu abriu tua academia de faixa roxa? já de faixa roxa e abri em em parceria com esse meu professor que era o Adriano Nova. Aham. E depois que eu graduei faixa marrom, daí ele saiu da sociedade e eu e eu continuei sozinho daí. Ah, legal, legal. Aí, tipo, mas aí era outro lugar que tu tava ou naquele mesmo lugar lá? Não era, era um outro lugar ali. Até a pandemia eu fiquei nesse, nesse primeiro espaço ali, que era um espaço um pouco menor do que eu tenho hoje ali. Um pouco, não, consideravelmente menor. E daí depois da pandemia que eu fui para esse espaço maior que eu tô hoje ali. E tipo assim, qual os títulos de mais expressão assim que tu conseguiu em competição? Ó, o os primeiros de faixa preta ali que eu lutei no circuito BMI, que eu ganhei peso e absoluto sem kimono, peso com quimono e fui vice absoluto sem kimono. É, com quimono. Isso no adulto, no master já. No master já. Aham. E foi na minha estreia de faixa preta. Eh, tenho sub brasileiro, tenho sub brasileiro sem kimono. Os meus maiores títulos são sem kimono. Eh, com kimono ainda. Na faixa preta eu não tenho nenhum nenhum ouro ainda da CBJ, por exemplo, com kimono.

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Aham. Na CBJ paranaense tudo eu tenho, mas na CBJ. Tu prefere sem kimone? Não, eu gosto mais do kimono. Gosto mais de kimono. Eu gosto mais do kimono. Aham. E tu treina mais de kimono? Treino mais de kimono também. Treino mais de kimono. Mas sempre fui bem no Simona também. Tenho bastante título sem kimono. E ali na tua academia ali vocês têm mais treino com quimono ou sem kimono? mais com quimono. Curitiba, eu acho que ainda é um ainda é um ambiente mais com quimono. O o essa cultura do semimono ainda não é tão forte aqui. E por que que tu acha que foi o resultado tão expressivo no semono assim, já que vocês não não praticam tanto, não treinam tanto. Acho é porque eu individualmente sempre treinei bastante sem mono. Eu com com o meu pessoal ali a gente sempre treinou bastante mesmo mesmo na nossa mesmo treinando pouco, treinando bastante. É, é uma intensidade alta. Nos treinos livres, a gente fazia bastante separado, metade com quimono, metade sem quimono. A gente sempre gostou de de estar movimentando sem quimono. Sempre tive bastante gente do MMA que foi ali treinar com a gente. Então a molecada do MMA gosta do sem pano, então a gente fazia bastante ali.

Você vocês, vocês aqui em Curitiba tem esse hábito assim de um visitar a academia do outro? É tranquilo isso ou não? Rola muita rivalidade aqui ainda. Hoje em dia não tem mais tanta rivalidade. Ah, eu acho que desde que você comunique sempre teu professor também essa questão de do do respeito da hierarquia ali, né? e faça visitas que que sejam eh boas tanto para você quanto para pra academia que tu tá visitando. Acho que não tem tanto problema. Existe a rivalidade, tem certas rivalidades, mas hoje em dia não é não é mais tão forte assim. Tu se importa, tipo, se teus alunos vão em outras academias? Não, de maneira nenhuma. Desde que me avise. Não, não, não me importo não. Ah, até pela questão de e a gente tá mostrando nosso trabalho também a partir disso, né? Então não tenho esse problema com isso não. E tipo, na tua academia, vocês têm eh eh classes para competidores ou é tudo junto? Treina todo mundo junto, tu tu separado, tu tem treino competidor, não tem?

Tem, tem treino de competição. Nosso treino de competição é todo dia meio-dia. A gente tem nosso treino de competição. Ã, aí é um treino que é que é mais é mais sparring mesmo, é ajuste técnico e porrada. Daí a gente faz com Kimono, sem quimo, depende do campeonato, para qual campeonato a gente tá se preparando. Então tem essa tem essa variável ali. Começo de 2023 eu tive uma lesão, eu rompi o bíceps num treino e tive que ficar afastado do Tatami durante um tempo, né? E nesse tempo que eu fiquei afastado, é, foi mais questão de eu comecei a a alinhar as ideias, ter pensamentos diferentes, eh, como eu queria continuar tocando academia. enfim, várias várias coisas que eu comecei a pesar e tinha lutado contra o Caio aqui num Curitiba, tinha conversado com ele e coincidentemente foi o primeiro campeonato que a Almeida lutou individual sem tá com a Atos, que a Almeida era Atos lá em São Paulo. Então, conversei com o Caio, ã, ele falou que tava querendo ampliar a marca deles aqui pro sul, não tinham ainda esse contato e e deu certo de eu tá de eu tá unindo esse propósito aí com com o Caio e começando o Almeida aqui em Curitiba.

Tipo, e é maneiro suporte assim da Almeida. Tem bastante contato com os caras, vocês conversam bastante, como que é seu par, cara, foi para mim foi surreal. Porque tipo, geralmente tá em outra cidade, esse contato às vezes é acaba tendo, geralmente, ah, o cara com o líder da equipe, mas vocês têm, vocês conversam, trocam experiência, como é que é? Muito muito o Caio, a Almeida, ela tem uma presidência, né? É o Caio, Diogo e o Gustavo, que são os irmãos, né? O Jorginho e o Márcio. E cada um cuida de um setor, vamos assim dizer. Então fica muito fácil hã você a gente ter o diálogo. O Caio é o cara do jitsu, o cara que você precisa a parte técnica, tal, é o Caio que que é é o cara da competição ali. O Márcio lida mais com a parte da transição dos royals, a parte mais administrativa. O Diogo faz muita parte de material. Ah, o Guga faz a parte de de cursos, ele fornece cursos pra gente, gestão de empresa, gestão de equipe, gestão de academia. Então é é um pacote bem completo que a gente tem ali na Almeida.

Eu tenho contato mais com o Caio porque foi o primeiro que a gente começou a a conversar e eu tenho um contato mais próximo com ele por questão de ser um competidor também, né? Então eu vou para São Paulo, treino com ele. Quando a gente vai competir lá em São Paulo, eu vou uns dias antes, tenho aula com o Caio. Quando o Caio veio lutar aqui em Curitiba, ele vem me dar aula aqui também. Então nosso contato é bem próximo. Apesar de de estarmos em cidades diferentes, a gente tem um contato bem próximo. Tua luta mais marcante que tu já tiveste até hoje na tua carreira. Tá, cara, acho foi o rodado que eu fiz no no final do parana, porque foi uma posição muito plástica e putz, foi é é uma posição que eu tento fazer desde faixa roxa, é uma transição de lapela que eu já venho trabalhando faz muito tempo e e esse campeonato ela começou a entrar bem e pô, e ficou plasticamente ficou bonita também. Então, foi uma parada legal. O momento mais feliz que tu já tiveste até hoje na tua carreira.

A a graduação de faixa preta acho que é um momento inesquecível para pra grande parte da galera do Jit. Tipo, a tua faixa preta, tu recebeu tipo, ah, vai ter uma cerimônia, tô recebeu de surpresa assim. É, é, tem a graduação, tinha graduação ali na duas graduações por ano, né? E a gente sempre fica na expectativa, mas nunca é nunca sabe. É, nunca sabe realmente. Então foi um momento bem especial, mas eu ainda coloco, meu momento mais feliz é ter meus dois filhos comigo no tatami. Acho que isso aí é tem dois filhos já. É. Aham. Tá vindo a terceira agora, mas tenho dois que já treinam comigo, então dividir o tatame com eles para mim é é a melhor coisa do mundo. Teve algum momento triste na tua carreira que tu pensou: "Pô, fodeu, vou ter que parar?" Pensou em parar, desistir alguma vez assim ou não? Sim. Sim, foi a minha lesão do braço. Foi a primeira vez que eu fiquei eh forçado a a ficar sem treinar, ficar sem competir, sem dar aula.

Ah, tive depressão ali. Então foi um período bem bem difícil para para suportar ali. E tu ficou quanto tempo fora? Fiquei oito meses fora. Oito meses. Meses. Mobilidade do braço não voltava. Eu ficava preocupado se ia voltar, se eu ia continuar conseguindo usar o braço da mesma forma. Mas graças a Deus, Deus colocou pessoas boas e profissionais bons que fizeram um trabalho perfeito aqui e eu consegui voltar bem. Existe alguma luta que tu já fez e tu gostaria de fazer novamente? Sim, teve um sub brasileiro de uma final de um sub brasileiro de faixa preta do meu primeiro da CBJ que eu tava ganhando de 9 a 0 e muito afobado aí, muito apavorado e faltava 30 segundos para acabar a luta. Eu quis continuar avançando, avançando e tomei um beiseball e apaguei no tatam e essa luta, se eu tivesse essa experiência que eu tenho hoje, eu não, eu tinha parado nos 9 a 0 ali, tinha levado título, tinha segurado.

Segurado. que você acha que o Gilits precisa para evoluir mais profissionalmente? Cara, eu acho que o jiu-jitsu veio numa numa ascendência boa, hã, principalmente agora com o FC também tá fazendo os eventos ali do, apesar de ser sem quimono, mas ah, é o jitsu, né? Cresce, né? Ah, cresce bastante. Ah, mas eu acho que a parte da gente ter mais premiações da das federações pra gente conseguir viver mais disso, porque tem os campeonatos são caros. Ah, muitas vezes a gente precisa viajar e precisa custear um monte de coisa e se a gente não tem patrocínio, se a gente não tem apoio, sair do nosso bolso. Então, se tivessem premiações para para campeão de categoria, campeão de ano, esse tipo de de situações, não só para os adultos, mas para os master também, porque a gente tem muito mais master competindo do que adulto. Acho que ia ajudar bastante essa essa parte de profissionalizar o esporte.

O que que o Gilgit significa na tua vida? chega a ser até meio meio fácil de falar tudo, né? Porque geralmente essa resposta que a gente tem, essa resposta, né? Mas cara, o jiu-jitsu é não é só o meu esporte, não é só meu meu trabalho. O jiu-jitsu é meu hobby, é meu meu estilo de vida, é é minha profissão, é meu é eu brinco ainda, né, que quando eu não tô dando aula, que que eu gosto de fazer pr para relaxar? Eu gosto de treinar jits. Jits para mim é é tudo. Minha família tá junto comigo. Ah, viajar para lutar é é minha paz, é minha tranquilidade, é onde eu me sinto completo. Então, literalmente, jiu-jitsu para mim é é tudo certo. Tem algum sonho que tu pretende alcançar com o jiu-jitsu? Cara, eu tenho vários sonhos. Eh, eu tenho meus sonhos como como professor, como líder de equipe e tenho meus sonhos como pessoais, né, como atleta, né? Meus sonhos como atleta é é vencer o os grandes L da MJJ aí, brasileiro, Mundial, Pan, europeu, todos eles. Eh, e vou vencer, não sei de qual master, mas eu vou vencer, nem que seja de master 12, eu vou, eu vou, eu não paro de lutar enquanto eu não vencer

eles. E meu sonho como equipe, como líder de equipe, é ver a equipe prosperando, ver a gente formar bons cidadões, ver a gente formar crianças mais fortes pra sociedade, a gente ajudar nessa construção do cidadão num todo pra sociedade mesmo assim, não só no tatami. Quem são suas maiores inspirações como atleta no jiu-jitsu? Aquele atleta que, que maneiro, que tu gosta de ver luta, que tu vai pesquisar, que tu estuda, teu preferido assim, tá? Cara, meu primeiro, meu primeiro grande que eu gostava de ver highlight, meu primeiro grande ídolo foi o Satoshi, o Roberto Roberto Satoshi. Hoje ele tá no Rising, né? Luta só MMA. Mas cara, ele era o do choque, é o do do o que fazia o choquezinho que ele batia no chão ali, o o Saadinho, o Saadinho ali, né, pô? O ele veio lutando. A energia que ele colocava na luta para mim era era sensacional. Ahã. Aí depois começou a entender um pouco mais, a gente começa a olhar a Roger e tudo, mas sempre tive o André, o Galvão, como um cara é fora da da fora da da margem ali, não só a questão de tatam, pô. E o Caio, né, cara, é absurdo ver o Caio lutando, a consciência dele, a inteligência dele lutando e também a parte extraame do Caio é é uma coisa absurda, assim, é um

cara que que é um exemplo não só de atleta, não só de professor, mas ele é um atleta de pessoa completa, assim, sou sou fãzaço do meu professor. E fora do Gilgits, tem alguém que tu se inspira assim, que tu, pô, que que tu gosta de seguir as palavras, uma referência fora do assim, cara? pessoa. É, eu tenho, eu tenho alguns eh pessoas que a gente vê, cresci vendo, né? Ah, o Jordan acho que é um cara com mentalidade e de vencedor. Ah, o Cristiano Ronaldo, obviamente, que eu acho que é o exemplo de de como você ser um profissional, um atleta profissional, ã, cuidar da família e tudo, acho que ele é um cara absurdo, assim, não tem outro que que a gente possa eh comparar em relação a profissionalismo, né? E pô, daí fã mesmo assim, pô, John Jones, Tyson, tem bastante.

Mas daí mais pela parte esportiva, né? Acho que é, acho que a parte esportiva dos caras é se sobressai bastante assim. Mentalidade, mentalidade. Eh, olhando pra tua trajetória até aqui, tu mudaria alguma coisa? Uma coisa que tu fez errado lá atrás, que tu falou: "Porra, is esse caminho aqui eu seguiria diferente?" Até para galera que tá tá vendo aí, tipo, às vezes tá preste de cometer esse mesmo erro, que que possa refletir, pô, isso aqui eu fiz errado, eu faria diferente, eu pensaria mais antes de ter feito isso daqui, que tu se arrependa assim da da caminhada? É, eu eu não, graças a Deus, eu não não não tenho arrependimento nenhum. Acho que eh todos os meus passos eh fizeram chegar até aqui hoje. Eu eu sou muito feliz com a minha trajetória. Eu sou muito feliz com com tudo que eu vivi dentro do Jitus até hoje. Tem uma prospecção super boa do futuro. Ah, acredito que eu tô caminhando no no na linha certa. Então não tem nada que eu que eu mudaria, nem que eu me arrependo de ter feito. Acho que você tem que sempre pensar muito nas coisas que vai fazer, é pontuar, mas seguir o coração acho que é o primeiro passo para sem pisar em ninguém, sem referir em ninguém, sem usar ninguém de escada.

Acho que esse é o grande, é o grande trajeto, o grande ponto. Então não mudaria nada não. Que conselho você deixaria para quem tá começando no jiu-jitsu agora, para quem tá iniciando agora? E ah, não deixe de aprender. Aprenda com tudo, com todos. Seja erro, seja acerto, aprenda com tudo. Não desista. Eh, é a arte marcial mais ingrata, porque você passa praticamente uma média de 10 anos até chegar numa faixa preta treinando. É, é muito doloroso, é uma estrada difícil de de ser trilhada, mas vale cada gotinha de suor, cada gotinha de sangue, cada choro, cada felicidade e vai mudar tua vida. Então, se você quer uma parada que vai mudar tua vida, continue no jiu-jitsu, não desista. Quais os atributos que um faixa preta precisa ter para ele ser um faixa preta no tatame e na vida?

Para ser um faixa preta completo, digamos? Ah, eu acho que muito entra no que aquilo que a gente estava falando do mestre ali, né? Ah, acho que tu tem que ser tu tem que ser exemplo dentro e fora do tatame de comportamento, de lidar com os outros, de respeitar os outros, de aceitar as diferenças. H, de não deixar teu ego falar mais alto que a que a tua personalidade. Ã, fazer o teu sempre o que você acha correto, sem sem entrar no espaço de ninguém, sem ferir os princípios de ninguém. Eh, acho que a parte do respeito e fala, tem que falar mais alto do que qualquer outra coisa. Na tua casa, tu é o único faixa preta ou tem mais alguém lá que treina, que já treinou, que é faixa preta também? Não, eu sou o único. Sou o único faixa preta. Meus filhos treinam. O meu mais velho tem 11. Ele é faixa laranja. Mas partiu de ti e continua na tua família lá na na casa dos teus pais.

Assim eu tem mais alguém que teus irmãos? Não, não, não. Minhas irmãs, minhas minhas irmãs não treinam. Ah, meus cunhados também não treinam. Não tem sobrinho, nada não. Só da família começou comigo e vai continuar pra frente. Família e meu pequenininho é faixa cinza. Ah, os dois já estão treinando. Estão tão treinando. Aham. Tu é dois meninos. Tenho dois meninos e tem uma entada. Minha esposa treinou um pouco, mas daí engravidou. Daí logicamente não pode continuar. Minha entiada até tentou, mas ela é mais do teatro, tudo. Ela não é muito muito da parte física ali. Pode crer. Como atleta, como praticante de jits, tu leva realmente o live sai do jit se tu não bebe, não fuma, não, não sai à noite ou tu tu é mais descontraído que faz um pouco às vezes tu tu sai fora da regra ou tu cumpre uma planilha assim tipo de não, não faço? É, não é é até por questão de de estilo de vida mesmo, é igual você falou, né? O meu lifestyle é o jits, então não bebo, não fumo, não, não me drogo, não faço nada, nada, nada. Eh, para não falar que não bebo nada, mas assim, socialmente um vinho, alguma coisa ali, até tomo, mas assim, durante a semana zero, minha alimentação é arregrada, não faço dietas absurdas, mas mas não comem besteira também não como, não sou de doce, não sou de

refri. tem uma alimentação, tem uma nutricionista, tem o acompanhamento todo. Então é bem, minha vida é bem bem tomado, durmo cedo, não gosto de sair, não sou de de sair, nunca gostei na verdade, então isso aí para mim nunca foi difícil essa parte. E além do Jit, tu tem algum outro esporte que tu pratica, que tu gosta hoje assim ou tipo mesmo que for raramente ou que tu gosta de acompanhar também? Cara, eu eu jogava bola quando era moleque, né? Eh, cheguei a jogar até pelo São Paulo dois meses ainda e gosto muito de futebol, mas por conta do Jits, o futebol machuca muito, né? Muito mais do que o Jits. A galera não acredita quando eu falo isso, mas é real, machuca muito mais. Então, parei de jogar porque a minha vida é, eu sou atleta, né? Então, se eu me predisponho a fazer outro esporte, eu corro o risco de me lesionar fazendo ele. Eh, hoje em dia eu acompanho muito eh futebol americano. Ah, gosto muito, gosto muito, assisto, fiz até um teste ano passado, um tryout aqui pelo pelo Paraná Centi no teste ainda, mas não não dá, né?

Jogar de futebol americano e e competir no jiu-jitsu não tem como, mas é um esporte que eu que eu acho maneiro. Tu acompanha MMA também? Tu tu costuma ver UFC? acompanhar as lutas de saber como tão ou não. Cara, eu eu depois dali da safra ali do do Aldo do do Anderson ali, eu dei uma parei de acompanhar acompanhava muito John Jones lutando, porque eu gostava de ver ele lutando. Achei um cara muito inteligente, muito muito agressivo ali, gostava de ver ele lutando. Agora com o Poatan, a gente voltei a assistir ali ele lutando um pouquinho mais também, mas confesso que não que não sou aquele cara que paro para assistir de madrugada para assistir as lutas do FC, não. Sou mais no outro dia pegar e ver o reprise ali. Não, não acompanho muito. E tu tem algum que tu que tu acha, pô, esse cara, esse cara é esse cara aí te tipo pra que fala, aquele que fala de MMA que te já vem na tua cabeça assim. Ah, tem como não falar, né, John Jones Poatan? A gente tá com um menino novo aqui de Curitiba agora também que entrou faz pouco tempo no FC, o Carlos Leal também, moleque bom demais. E que aqui é terra ant MMA, né? Vale desceu daqui também, né?

É, aqui é terra da porrada. Então é mais, é mais essa galera mesmo que eu que hoje eu vejo assim e faço questão pouco mais de acompanhar mesmo. Comida favorita, que que tu gosta? Ah, lasanha. Lasanha, lasanha, lasanha. Comida italiana. É, eu sou de Santa Felicidade, né? Então, tradicional italiano, né? Não tem como, não tem como fugir. Lasanha, pur de batata, macarrão com carne moída. Pô, isso aí é E qual que é o, e qual que é um um restaurante maneiro aqui em Curitiba que que servem essa essa variedade? que tu gosta de lá maneiro, lá tem exatamente o que eu gosto, a qualidade, cara, o Madalço, o antigo, eu gosto. Tem o tem o novo que é o mais dois ali, um do lado da rua, um na frente do outro ali. O novo ele é mais e esses eventos grandes, corporativos, serve uma galera. O velho ele é um pouquinho mais individualizado ali. Eu curto o velho Madalouso, acho gostoso. Exato.

Tá. E que que e que tipo de música tu gosta? Que tipo de som tu curte? Sou, eu sou bem, eu sou bem estranho pra música. Se tu pega minha minha no YouTube Music ali, minha meu meu meu filtro do mês ali, é uma loucura, mas é, cara, eu sou fã do Emin desde moleque, escuto muito hip hop, gosto demais, escuto bastante gospel e countrying, eu curto o estilo de música country com o gospel, eu acho que fica muito legal e escuto muito motivacional dos dos seos, dos preparador de de college football. Acho maneiro essa essa essa construção de de espírito que eles fazem na na melodia das músicas. E lado espiritual, tu tem tu tem religião? Sou cristão. Sou cristão. Tu é cristão. Frequenta frequenta igreja.

Tu estuda também? Tu tu é daquele que fica lendo Bíblia, procurando até vídeos na internet sobre isso ou tu é mais precisava ler mais inclusive. Mas é porque lá nos Almeidas eles eles fazem eles seguem bastante essa linha. Alme Almeida. O JFC Almeida JJ é Jovens fortes em Cristo Almeida jiu-jitsu. Então o a base da equipe é cristã, né? Então a gente leva isso para dentro do tatame também. Então eu acho que sempre a gente pode melhorar. Então eu sou uma pessoa que precisa melhorar essa parte, preciso ler mais a Bíblia, tudo, mas sempre procuro est tá em contato com esse com esse lado do do que Jesus gostaria que eu fizesse. Mas hoje tu não não frequenta um templo, algum lugar, uma igreja. Uma igreja, vai, tô uma igreja. Uma igreja assim, inclusive um dos meus instrutores é meu pastor da academia. Ele tem uma igreja e a gente vai lá, tá? Então, então foi isso. jiu-jitsu Brasil, direto aqui do Parque Barigui, Curitiba, com o professor Rangel da Almeida. Gilgito.

Foi um prazer estar aqui contigo, professor. Obrigado pelo tempo aí disponível pela conversa. Valeu você, Diegão. Sucesso para nós. maneiro, maneiro demais. Obrigado pela conversa, obrigado pela troca de experiências e quando tiver aqui em Curitiba, tá, tá mais do que convidado para visitar a academia. Valeu, valeuão. Valeu ao Hay que fez a gravação toda aí, filma.