5:43Não convoco nem campeão mundial se rachar o timeCanal · Histórias e entrevistas
Episódio 01 - Jiu-Jitsu Sem Fronteiras
No episódio de estreia do nosso novo projeto Jiu-Jitsu Sem Fronteiras, tivemos a honra de bater um papo em um dos cartões-postais mais lindos de Curitiba: o Jardim Botânico 🌿.
Mais em Histórias e entrevistas
Ver no canal
5:43Não convoco nem campeão mundial se rachar o time
26:11Da borracharia para o topo do jiu-jItsu: a incrível história de Leynha Silva
24:23Episódio 02 - Jiu-Jitsu Sem Fronteiras
7:05Charles do Bronx nunca tinha lutado e caiu num GP
34:56Junior Crivelari: campeão mundial e líder da Checkmat Portland
55:06Morei com o Tererê e virei campeão mundial
49:36Grande Mestre Flavio Behring: da infância marcada pelo bullying ao legado eterno no Jiu-Jitsu
1:47:35A história do Jiu-Jitsu contada por quem viveu desde o início | Grande Mestre Flávio Behring
4:00Perdeu na categoria e foi campeão do absoluto
13:51Quando ele chegou, não existia jiu-jitsu no Paraná
4:58O atraso nos campeonatos de jiu-jitsu tem solução?
41:19Raiz VS Comercial: A Verdade Que Ninguém Fala nas Academias3,1 mil visualizações
55:38Mestre Márcio de Deus inspira jovens em Timbó
39:49Treinador da Gabi Pessanha: o mérito não é meuTranscrição
Transcrição automática do vídeo, pode ter erros. Toque no tempo para assistir a partir daquele trecho.
Pô, então, tô aqui em Curitiba, maior friaca. Quantos graus tá hoje mesmo? Ô, acho que tá uns 10 graus hoje, pô. Quase 10º. A gente tá aqui no Jardim Botânico. Lugar lindo, maravilhoso, realmente. Depois eu vou trazer imagens aqui para vocês daqui também. Tô aqui com o André hoje, faixa preta aqui de Curitiba, faixa preta, terceiro grau. O André veio de Santa Catarina, mora aqui já há quanto tempo, André? Pois, eu tô em Curitiba há há uns 20 anos, então. E hoje a gente vai saber um pouquinho mais da história do André. O André tá sendo o primeiro do quadro que a gente tá abrindo aqui no no canal e vai vai com certeza vai conter alguns erros, mas isso aí a gente vai melhorando depois. Então a gente vai saber um pouquinho da história do André. Eu vou fazer algumas perguntas aqui para ele, ele vai responder. Não vai ser uma coisa muito longa também, vai ser conteúdo mais ágil. E André, eu queria que tu falasse um pouquinho então do teu início lá em Santa Catarina até tu chegar aqui e a gente vai conversando sobre isso durante a Maravilha. Então, eu iniciei no jiu-jitsu em 99, né, na cidade de Blumenau. Então, morei bastante tempo em Blumenau. Sou do interior de Santa Catarina, sou de uma cidade chamada Ituporanga, que é a festa da cebola, festa da cebola lá, que é a terra nacional da Cebola, né?
E aí eu fui morar em Blumenau, aí iniciei no Jits em 99 em Blumenau. Aí lá tu iniciou com o professor Vandame, é isso? Isso. Daí, quantos anos tu tinha já, pô? na época, cara. Hoje eu tô com 25, né? Então não faz muito tempo. Cada perna, né? Então, na época ali, cara, eu acho que eu tinha 17 anos por aí, mais ou menos. Sei. Aí tu começou a treinar com 17 anos, aí tu entrou porque tu tinha problema de ser magro e é isso. É, eu tinha eu tinha um problema, acho que a história muito parecida com toda a molecada hoje, né? Eu era muito magro, infelizmente sofria muito bullying, né? E aí eu queria entrar no marketing marcial para me defender, mas a ideia no início era para para brigar, né? E justamente foi o contrário, eu entrei e nunca briguei, né? Certo. E aí depois aí tu veio para Curitiba, isso saiu de Blumenova, veio para Curitiba. Como é que foi isso? Em 2005 eu cheguei em Curitiba, né? Cheguei em Curitiba ainda era faixa, daí eu cheguei faixa azul em Curitiba.
Mas tu veio para Curitiba por causa do gilit ou por causa de outra coisa? Então, tem uma história engraçada minha vida. Eu trabalhava numa multinacional e 2003 pintou a oportunidade para vir para cá no próximo ano, né, que ia ser 2004. Aí eu me preparei porque o meu sonho era vir para Curitiba justamente para seguir minha carreira na luta e o meu sonho era ir treinar no Shut Box na época que tinha Vanderlei, eh, Shogum, Verdum, toda essa galera aí. E acabando, eu nunca treinei lá, né? Aí me apresentaram academia Arena com mestre Gurgel e foi onde eu fiquei até pegar minha preta hoje. Ah, então aí tu ganhou a faixa preta do mestre Gigel. É isso. É, na verdade a gente ganhou na academia do mestre Gigel, né? O meu professor na época era o Marcelo Brito, que trabalhava na na Arena, né, que hoje não mora mais no Brasil. Então a gente treinava na Academia Arena sob supervisão do Gugel, mas eu peguei a minha preta com o Marcelo Brito.
Ler a transcrição completa
E tu pegou a faixa preta que ano, André? Cara, eu peguei em 2013. Faz tempo. Aí tu tivesse uma carreira grande também como atleta, como competidor, né? Aí tu largou o trabalho, tá aí conta aí. Aí tu pegou a faixa preta, tu largou o trabalho. Como é que foi? É, a galera hoje sempre falava assim, né? Ah, tu tu dá aula de jitsu? Dou, mas você trabalha no quê, né? Então hoje eu sou 100% jiu-jitsu. Eu vivo o jiu-jitsu, eu respiro o jiu-jitsu. Eu ajudo mudar a vida das pessoas através do jiu-jitsu, através do nosso trabalho que a gente tem no estúdio com a molecada, principalmente, categoria de base, né? A gente tem uma categoria de base muito boa na equipe. Então hoje eu respiro o jiu-jitsu, né? alarguei o meu trabalho que era na área de administração que eu trabalhava nessa empresa, nessa multinacional. Então aí a desde 2016 eu tô dando aulas de jug. Mas aí tu teve uma fase grande de competidor, eu queria que tu falasse um pouco dessa fase também.
Sim, pô, eu tive, ainda tô competindo, né? Que a gente fala que que o cara não envelhece no jito, ele vira master, né? Então eu ainda tô tô em competição, né? Tô participando bastante competição, né? Hoje master 4 já de vez em quando me aventuro na dois ou até na um ou até na adulto, só para ver como é que tá, né? Mas é o que eu falo, não é para provar nada para ninguém, é para mim mesmo, para me sentir bem, me sentir vivo, né? Eh, já participei de grandes eventos aí, já tive grandes lutas, grandes batalhas da minha vida, serviram como experiência para mim. Então, isso foi muito importante na minha na minha trajetória dentro do jugits, né? E agora tu tá voltando pras competições, tá se aventurando de novo. Fazia bastante tempo que tu não entrava, agora de um tempo para cá voltou. Como é que a ideia? Vai continuar lutando ou essa foi para se testar novamente?
Então eu agora eu vou lutar esse final de semana. Eu lutei semana passada no Grande Islã, no Rio de Janeiro, acabei perdendo na final de novo, né? Ano passado aconteceu a mesma coisa, então eu tenho que descobrir o que que tá acontecendo comigo. Então eu duas vezes eu bati na trave, né? né, no Grande Zilan no Rio, que é uma competição bem difícil. Esse final de semana vou lutar o paranaense, que é do mestre Gugel, né, que por sinal um campeonato muito organizado, sabe? Estrutura de luta. A gente vai estar lá amanhã também fazendo a cobertura. Pois é, vocês vão estar lá. Então assim, cada vez mais a galera tá tá engrandecendo o evento. Um abraço aí pro Andrei, né, que é um dos organizadores, mestre Gurgel. Então, esse final de semana eu vou estar lutando lá também e vamos se testar de novo, né, Diego? Vamos se testar, vamos ver como é que a gente tá. O importante é ser feliz, né? Independente da vitória. Eu sempre falo isso para meus alunos.
E além de tu lutar, tu vai ter vários outros alunos que vão estar lutando também, né, André? Tem, tem bastante aluno hoje, bastante aluno que quer ser competidor, né? Eh, e a gente vai dando oportunidade para essa galera para ir se soltando, sendo feliz, fazendo o que gosta, sem pressão, né? Primeiramente, nesse sentido aí. E certo. E agora vamos falar um pouquinho sobre o que que aconteceu lá com com o camarada lá de Floripa, eh, com o nosso conterrâneo lá, que teve um vídeo aí que atingiu 6 milhões de visualizações. Queria que tu falasse um pouquinho disso. Pô, eu sabia que tu ia tocar nesse assunto, né, cara? Só não sabia o momento. Então, eh, aconteceu algo que eu não não previa, né, que ia acontecer. A gente tava lutando, eu saí bem na luta, eu saí na frente, né? E ele é um cara duro, é um cara bom, sim. Mas no momento da luta ali, ele foi um erro meu. Ele pegou meu braço, enfim, esticou meu braço. Aí eu bati quatro vezes. Ele demorou para soltar, sabe? Então é um, foi no calor ali do momento. Ele levantou, começou a comemorar na frente dos meus alunos, eh, fez a comemoração dele lá, que eu acho que é válida, né?
tava ali, eu vi, tu tava junto também, tu deve ter visto. Então, enfim, naquele momento ali, eu achei que ele que ele foi um pouco deselegante. Ah, foi comemoração. Tanto que a galera ficou dividida, né? Uns acharam que ele fez correto, outros acharam que foi falta de respeito. Então, assim, eh, eu vejo isso aí como um stopim, né, como um início de outra batalha, né? Então, eu quero agora eu tô treinando, tô competindo, né? eh, não tirando o mérito dele da vitória, mas essa luta tem que acontecer novamente. Alguns eventos me chamaram já para lutar com ele. Eh, não sei por qual motivo ele não tá aceitando lutar. Até em novembro agora vai ter um desafio aqui em Curitiba. Quero convidar você aí também em nome do pessoal do evento que é o o desafio Black Belt, que é um dos maiores eventos de jiu-jitsu do Brasil, vai acontecer em novembro. Então ele foi convidado para lutar nesse nesse evento, não aceitou, não sei qual o motivo. Ele foi em podcast falando que eu tô correndo dele, que eu tô dando desculpa, que tô machucado. Pô, desculpa não tô dando, eu tô lutando.
Mas apareceu alguém te procurando para lutar com ele ou não? O que aconteceu foi o professor dele me chamou no Instagram. professor dele me chamou no Instagram, ofereceu um valor X, né, que eu não vou comentar aqui. E eu também ofereci esse valor e a gente ia fazer essa luta numa academia. Pô, aí é briga de rua, né? A parada minha com ele vai ser dentro do Tatam e vai ser resolvido lá. Mas eu acredito que tem que ser num num ambiente adequado, né? Num local neutro, né? Onde possa ter bastante pessoas para acompanhar. Então eu acho que tem que ser desse jeito aí. Tá ali naquela luta ali, tu foi finalizado, certo? Tu não tu não. E ali tu não tava em ritmo de competição ainda, tu vinha se preparando. É isso. É, exatamente. É um erro meu, né, Diego? Que nem eu falo, até até comentei ali, eu falei, se não tivesse preparado, não deveria ter entrado, né?
Exatamente. Então eu sempre penso assim, né? Se você não tá preparado, não coloca tua cara. Mas como e alguns alunos meus competirem lá, eu pensei: "Ah, para aproveitar a viagem eu vou competir também, né?" né? Como eu sempre competia na adulto, eu não conheço muita galera da Master, porque os caras fala assim: "Vai na master que é fácil, vai na Master". Então, então não existe local fácil, né? Não existe categoria fácil no Jitos, ainda mais a preta, né? Então até falei ali que eu tava treinando com meus kids para lutar com ele e mesmo assim eu consegui impor o meu meu ritmo de jogo no começo e acabei cometendo um erro. E se essa luta E se essa luta rolar de novo? Que que eu acredito que ele não vai correr? Tô falando aqui em Curitiba aqui, ó. Eu não quero que você corra mais. Você sabe que você foi chamado para lutar aqui em novembro, você não aceitou. Então agora eu tô aguardando outra oportunidade para você dar a tua versão e eu quero enfrentar você. E agora tu tá treinado?
Agora eu tô treinando. É, não tô ainda com agora. Agora a história vai ser diferente. A história vai ser diferente. E se e se repetir a mesma coisa? Não vai repetir. Não vai acontecer. O Reginaldo sabe, você sabe. Eu até falo que o cabelinho dele é de chapinha, não é de inveja não, porque eu eu não tenho cabelo, não. Mas é o estilo dele. Então ele sabe que não vai acontecer isso aí. Ele sabe que ele não vai ter outra chance, não vai ter outra oportunidade, porque eu não vou deixar. Tô só tô aguardando o dia e a hora. Mas tá tá pesada a pressão para ti lá em Floripa falar que lá lá em Floripa é diferente, que tu não pisa mais lá agora. Pô, Diego, pesado não, cara. Eu tenho a galera lá que me conhece, tem muitos amigos lá, tem lá o o Dourado, tem o Popolo lá, tem uma galera gente boa demais. Eles são tudo da mesma equipe, não se é são, eu acho que eles treinam junto ali, né? Então essa rivalidade eu acho que ela é válida, né? Dentro do tatami, né? Eu acho que isso dentro do tatame é saudável isso. Claro, não pode passar do tatami, mas eu acho que é bem válida a rivalidade ali dentro, né?
E tu ficou chateado com a comemoração fora, alguma coisa assim? Isso tu levou alguma coisa pro pessoal ou ou morreu ali mesmo? Então, o que aconteceu nessa luta? Eu nem sabia que tava sendo filmado. A galera às vezes acha que a gente tá tá combinando entre eu e ele para promover essa luta. Não é isso não. Eu nem sabia que tava sendo filmada essa luta, tá? Até eu acho que você tava filmando em outro ângulo que você comentou depois, né? Tava filmando do lado, mas eu não consegui, não sei o que, eu perdi o arquivo por alguma coisa eu perdi esse arquivo aí. Então aí tinha um cara de uma outra página filmando e pegou o momento que ele finalizou, demorou para, eu demorei, ele demorou para soltar tanto que machucou meu braço. Depois eu fiquei com o braço muito machucado. Acho que até um mês depois eu fiquei com muita dor no braço. Eu ia bater porque realmente eu não tenho medo de perder, né? Eu acho que quem tem medo de perder nem deve treinar jitos. Talvez é esse o medo dele de lutar comigo de novo, que ele sabe.
Olha bem aqui para mim, ó. Olha bem aqui para mim. Você sabe que você só teve uma chance, que agora vou te pegar. Então aí o que aconteceu? Ele, eu bati, dei quatro tapinha, ele demorou para soltar. Aí ele levantou, eu levantei amarrando a faixa, como aparece no vídeo, e ainda falei: "Essa tua amarra vai ter volta". Mas só falei aquilo ali. E ele ficou olhando para mim. Aí sim, ele foi lá, deu entrevista, fez toda essa baboseira. Aqui é Floripa, Pô, irmão, aqui é Curitiba, mas cara, que eu quero receber vocês aí de Floripa de braços abertos. Eu sou catarinense, né? Não sou bairrista. Eu vou defender todo mundo, vou defender o Gilgitos e vou tratar bem todo mundo. Então, o faixa preta, ele tem que aprender isso aí. Ele tem que tratar bem as pessoas. Não vem com essa história de, ah, porque eu eu eh é a maneira de eu comemorar que eu solto meus demônios desse jeito. Esse papo comigo não cola não, irmão. Foi marra tua. E amarra tua eu vou te calar dentro do tatame. Só não tremer tuas pernas porque tu tá tremendo para lutar comigo.
Eita. Então o bicho vai a porrada vai comer. Vai comer. Eu quero que ele treina bastante porque assim as pessoas querem ver show. Eu não quero luta fácil. Não quero entrar lá e já arrancar o teu braço. Então fácil. Eu quero uma luta dura, uma luta justa. Então, fechado. Então, isso aí. Amanhã a gente vai estar no parana. Amanhã não, sábado. Sábado. Amanhã a gente vai estar no sábado a gente vai estar no paranaense de Jits. Isso aqui foi uma um start no no projeto, apenas começando. Então, vamos seguir e vamos pra frente. Valeu, André. Valeu, Diegão. Obrigado.
