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Grande Mestre Flavio Behring: da infância marcada pelo bullying ao legado eterno no Jiu-Jitsu
Neste vídeo, você acompanha um bate-papo especial com o Mestre Flávio Behring, faixa vermelha, com mais de 70 anos dedicados ao Jiu-Jitsu, gravado em sua casa, em São Paulo, no mês de dezembro. Uma conversa sem pressa e sem roteiro engessado, na qual o mestre compartilha memórias, reflexões e vivências que fazem parte da construção do Jiu-Jitsu brasileiro.
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39:49Treinador da Gabi Pessanha: o mérito não é meuTranscrição
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tive um problema de bullying na escola, tal, eu tava muito retraído, eu tava muito chateado, tava muito traumatizado e o Hélio e o meu pai falou com Hélio só Hélio Fá tá não quer ir mais a lugar algum, não quer nem voltar pra escola. Aí o H foi me buscar na escola. Ah, foi buscar na escola? Ele foi lá, foi curioso porque quando ele chegou ele era uma personalidade incrível, né? Todo mundo já conhecia ele. Salve comunidade da luta, aqui a sua luta vira história. Estamos sempre alerta. Meu nome é Diego, eu sou fundador da jiu-jitsu Brasil e hoje a gente tem um convidado muito especial aqui com a gente, grande mestre Flávio Bering, faixa vermelha, nono grau, com mais de 70 anos de experiência em jiu-jitsu. Mestre Flávio Bering foi aluno direto do grande mestre Hélio Grace e do grande mestre Álvaro Barreto. natural do Rio de Janeiro se mudou para São Paulo e eu fui até sua residência em São Paulo e lá a gente conversou por durante praticamente 3 horas sobre a história de Ugitsu, como tudo começou, criações de federações, as primeiras regras do J dentro de muitos outros assuntos.
Conversa está simplesmente irada. Aperta o play e fique com a gente aí até o final. E no final, deixe aqui seus comentários, deixe a sua opinião do conteúdo pra gente poder continuar interagindo e trazendo ainda mais assuntos aqui, deixando mais rica a nossa cultura de Gil Gitson. Aperta o play e vem com a gente. Qual foi o primeiro contato com o mestre com o Gil Gitson? meu pai que era amigo do Hélio e do Carlos, eh, sabendo que eu tinha necessidade de fazer atividade esportiva, até por recomendação médica, porque eu sofria de asmas, era um menino muito retraído, um pouco medroso, sabe? Não gostava muito de confrontos, contatos físicos, tal. Então ele resolveu fazer várias atividades. Eu não fui o pai do mestre já era amigo do Hélio. Isso já era membro de família assim. É amigo do Carlos. Principalmente meu pai era jornalista e era diretor do Globo. Jornalista.
É. Era diretor do jornal Globo no Rio. E ele a aí ele tinha contato por causa do do da divulgação do jitos que eles faziam isso. Exatamente. Legal. Então aí ele me levou na casa do Hélio. Fala vamos ver lá, vamos ver o que que dá. E eu fui, eu tinha 10 anos, 1947. Aí na casa do Hélio eu comecei a treinar com Hélio, mas eu eu não era uma coisa permanente, era um negócio reticente para caramba, porque como era uma sala fechada, era um quarto fechado e tinha eh na época, se me se eu não me engano, não havia tatamba, o que havia eram colchões cobertos com lona, aquela lona encerrada de caminhão, tal, assim na parede também. E aquilo me dava uma sensação de poeira, de aí eu tinha eclesias. Ô mestre, mas isso é antes de ter aberto aquela academia Grace. Aquela academia foi em final de 51. Aquela primeira academia foi em final de 51. É, mas como que agora eles tiveram academia na na Marquia Abrance no Rio, mas aí não era uma academia como foi aquela outra, era uma academia pequena.
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A primeira então foi foi a primeira foi uma academia pequena onde eles faziam a onde eles tinhamos alunos. E essa que o mestre foi então treinar? Não, o mestre foi na casa. Não, não, eu fui na casa dele. Tá. Não, na academia nunca fui. Eu fui depois para a academia da do centro do Rio de Janeiro lá na na na branco, que era uma academia modelo. Aí foi uma academia modelo. O tanto que eu eu tive um problema de bullying na escola, tal, eu tava muito retraído, eu tava muito chateado, tava muito traumatizado. E o Hélio e o meu pai falou com Hélio só Hélio F, não quer ir mais a lugar algum, não quer nem voltar pra escola. Aí o H foi me buscar na escola. Ah, foi buscar na escola. Ele foi lá. Foi curioso porque quando ele chegou, ele era uma personalidade incrível, né? Todo mundo já conhecia ele. Conhecia. Olha, veja bem, não tinha televisão, era tudo na base do da imprensa, jornal.
Mas então eles bombavam no jornal. É isso. Impressionante. Impressionante. Quando ele entrou na escola todo mundo, o Gl tá aí e tal. Aí ele disse: "Olha, eu vim aqui para buscar um instrutor da minha academia. Eu tinha 13 anos. Aí gente cheio de orgulho. Não, até eu não sabia. Eu não, eu conhecia ele, mas não tava, eu não tava, eu tava em algum lugar na na escola. Aí as pessoas, mas o o Flávio é instrutor da academia, é. Ah, mas ele tomou um tapa na cara aqui, ele apanhou de um camarada aqui e nunca reagiu. Agora ele saiu com uma frase clássica, né, que é o seguinte: eu não permito que nenhum instrutor da minha academia brigue na rua. O mestre já era estrutura essa? Não, não era, era, mas era coisa, né? Coisa do Hélio. E a aí o pessoal foi me buscar, né? Museus os alunos, meus colegas de classe que não gostavam, não falavam comigo porque me consideravam um covarde por não ter reagido aquela agressão. E aí eu fui encontro do Hélio, o Hélio me abraçou, tal, vem comigo, botou no carro, eu disse, olha, vou te deixar em casa, você vai almoçar, suave de manhã, você vai almoçar e depois você vai para à tarde, você vai paraa academia, o endereço é tal, assim, assim.
Aí fui, almocei à tarde eu fui pra academia, peg uma lotação, fui para lá. Chegando na academia, ele me apresentou ao João B, que era pouco mais velho que eu. Eu tinha 13, 14 anos, 13 para 14. Joer tinha 16, tinha 17. Já era, professor. Era o Jo era formado. Então essa já era formado era e era, sabe, era um atleta, um título muito forte. Para mim foi uma referência muito importante porque a minha diferença de idade são 24 anos. É uma diferença enorme, sabe? Então, há com 10 anos ele ter 34. Quando eu conheço um rapaz forte, cheio de vida, um atleta, um campeão, quase na minha idade, diga, eu posso eu posso chegar lá, posso também. Então, foi a minha grande referência e fiquei com ele aí dali para diante, fiquei com ele a vida inteira. Aí, mestre, então, como que eu tinha perguntado antes pro mestre, quanto tempo demorou assim pro mestre e até a primeiras aulas para daqui a pouco o mestre assumir uma turma, começar a dar aula? Quanto tempo demorava isso? Mais ou menos na Muito tempo. Muito tempo. Muito, muito.
Porque o que aconteceu foi o seguinte, eu comecei a treinar com João Alberto e sobre observação obviamente do Hélio, mas ele começou a treinar naquela mesmo, nessa mesma academia. Ele já na grande, na grande, já na grande. Aí ele João Alberto puxava o treino lá. É, ele dava aulas particulares. Eu fui o aluno particular dele durante muito tempo e de de 14 aí um tempo, o João Ab começou a me pedir para ser auxiliar dele. Quando eu tinha 17, o João Ab sofreu um acidente com o joelho e teve que fazer uma cirurgia de ligamento. Aí se afastou da escola e aí o Elison Bom, quer botar quem? E o João del disse: "Olha, bota o Flávio porque ele tá apto para me substituir." Isso, mestre, já tava treinando há quanto tempo assim mais ou menos? Aí nessa altura treinava já há 6 anos. 6 anos. É, quer dizer, 3 anos com Hélios, 3 anos com João B.
Então era mais ou menos isso que precisava de um instrutor para poder assumir uma uma aula. É. E como eram aulas particulares, era muito rápido você se preparar. Aham. A a as aulas não eram em turmas, era cada só individual. É, só aula individual. Havia o treinamento que já já, por exemplo, treinava muito com alunos de outros professores, sabe? Isso acontecia. Quando chegava no fim do dia, o sempre fazia uma uma reunião de treinamento com pessoas que vinham de fora. Mestre, e funcionava, as aulas funcionavam como eram hoje? Assim, antes com aquecimento, posição e depois rola ou não? Não, não. O rola sempre havia quando havia exposição do aluno, mas normalmente se era uma aula de meia hora. Você chegava na aula, já começava o programa de de autodefesa e em seguida fazia técnica de solo também. E dependendo da disposição do aluno, havia o professor treinava com aluno.
Entendi. Mas era só um treinho rola, tal, mais para suar, mais para, né, atividade. Quando era mais jovem, no meu caso, aí fazia um treinamento mais intensivo. Mais intensivo. E quando e aí haviam treinamentos também, como o Hélio promovia todo fim de dia numa área maior que tinha na academia. havia um treinamento mais mais abrangente. Aí era um treinamento com vários com várias pessoas que vinham de fora. E o mestre quando começou dar aula numa academia e o mestre tinha o trabalho paralelo ainda também. Não, então aí não tinha mais não. Aí eu tinha eu nesse, nessa altura na academia GR eu só só tinha só dava aula e treinava e estudava. Ah, tá. Porque o mestre tinha 17 anos ainda. 17 anos. Aí depois que o mestre começou com outro trabalho e que levou o meu trabalho eu comecei eu tinha 19 anos. Aí o mestre mestre falou publicidade, o mestre formou em publicidade. Is é não havia formação.
Ah, não havia nada. Era audiata porque na época não tinha nada. Na época haviam um fragmentos de de conhecimento, mas a pouco, muito pouco nas aulas de sociologia, principalmente, mas nada nada que que tivesse rotulado como tal. Depois eu frequentei vários cursos e vários cursos de aperfeiçoamento de isso eu fiz tanto de publicidade quanto de marketing. Aí continua sempre paralelo o jiu-jitsu e o trabalho. Sempre eu tive a vantagem e o privilégio de não precisar viver do jit porque era difícil naquela época era era bastante pesado. Você tinha que dedicar tempo integral. Então eu vivia para o jugito. Eu tive a oportunidade não só de aprender, de desenvolver e de estudar o jit para me aprofundar um pouco mais entender o porquê de cada coisa, sabe? Não era simplesmente fazer, vou fazer essa técnica, vou fazer aquela técnica. Não, por que que eu vou fazer essa técnica? Quando eu devo fazer e de que maneira deve ser feito?
Então esse estudo permaneceu até hoje. Eu faço permanentemente avaliação de tudo que acontece e vou tentando aperfeiçoar e buscar formas que sejam mais objetivas e mais simples de ser executadas e que qualquer pessoa pode fazer. Entendi. Sabe? Em vez de você rebuscar as coisas, você faz um um negócio bem objetivo, bem simples. Qualquer técnica é simples. O que dificulta às vezes são as pessoas querem eh criar situações que sejam eh fora fora da da, vamos dizer, dos padrões. Sempre levar em consideração na autode defesa. Existe um agressor, existe uma forma de defesa. Na forma de defesa são três etapas: neutralizar, dominar e executar. Então, eh, então você não precisa de de rebuscar nada. Defendeu, neutralizou, que é a primeira etapa, segunda etapa você dominou e a terceira etapa você finalizou. Então, é simples e objetivo. Na na parte da da das técnicas de jito voltado pro esporte, é a mesma coisa. Você não precisa da dar da cambalhota, fazer cambalhota para fazer isso. Você pode fazer objetivamente. É aquele negócio, o que que eu tenho que fazer? Eu tenho que finalizar.
Se eu tenho que finalizar, quais são os passos que eu dou para até chegar na finalização? Direto objetivo. Exatamente. Então você vê muita gente hoje em dia, porque com a pontuação o que ocorre? A pessoa às vezes despreza a oportunidade de uma finalização para marcar ponto, para marcar ponto e continuar. E tem uns e tem uns que também, porque hoje o jit também virou um espetáculo, virou um show que as pessoas acabam comprando por causa do show em si. Até para vender na televisão precisa do show, né? Exato. Então aí acaba fazendo eh acrobacia de acrobacia. Exatamente. É isso. É tudo isso é tudo descansável. Não tem necessidade. Aham. Para atingir o objetivo. Não tem necessidade. Poderia ser mais direto, né? Deve ser maior. E o mestre e fez muitas lutas de de vale tudo? Não. Curioso. O pessoal no tempo perguntaram também quantas lutas vale tudo você fez. Eu digo, já fiz várias, mas eu não sei quantas. Ah, mas o mestre fez também. É, mas só que eu nunca fiz na em ring, em lugar algum.
Era tipo na rua. É, na rua. Ah, obrigado. Então, sabe que não vale tudo mais na praia, na rua. E o que ocorria era o seguinte, como era uma vida mais romântica na época do Rio, tô falando isso na década de 50, 60, então era era menos arriscado. Hoje em dia risco hoje em dia todo mundo com arma, né, mestre? Então, antigamente era mais na honra mesmo, na braço mesmo. Ex. É tanto que havia no Rio de Janeiro havia briga de turma, né? A turma da rua tal contra a turma da rua tal, a turma da sabe? E eram eram eram brigas relativamente limpas. Se não tinha ninguém armado, se não tinha ninguém, sabe? Havia certamente uma crocodilagem ou outra, mas é, mas era, mas era muito mais muito mais nobre. E tanto que você para ver uma briga de turma, você não pode ter arma. Se arma você vai, sabe, vai morte, vai, não tem como se defender, querer se defender quando tem alguém armado, né?
É. E aí seria, seria sempre uma covardia, né? Então, por isso que eu digo, numa época mais nobre em que as coisas tinham uma outra uma outra eh, vamos dizer, uma outra interpretação. E a então era era um era um a minha vida de de atleta, porque como eu vinha de um processo de recuperação moral e emocional pelo fato de eu ter sofrido um bullying aos 3 anos de idade, o que foi traumático para mim. Então, gradativamente, eh, toda vez que havia uma oportunidade qualquer, sabe, de uma pessoa me desafi alguma coisa na rua, eu enfrentava, eu enfrentava com o objetivo de dizer o seguinte: "Eu sou capaz de". E isso foi a progressivamente foi deixando de lado todo aquele trauma do passado. E a cheguei a ter briga de três com três camaradas na na rua e e sempre me dando bem. Quer dizer, nessa hora você olha para assim de caramba, esse esse negócio de vício é bom mesmo, porque você encarar três pessoas e se sair bem, não sair ileso, mas sair bem. Então isso é é uma demonstração clara do E nessa época ali que o mestre começou, tinha bastante gente treinando já tinha como que tava, era pouca gente que
procurava isso no jits ou não? Não, na realidade haviam duas academias de jito, né? Duas. É academia do do dos gross e a academia do Fago. Aham. que era na zona norte do Rio. Mas aí não era multidão assim treinando não. Não. Tanto que na academia GR como eram particulares era um negócio muito seleto, né? Já num determinado momento, talvez por volta de talvez de 55, 56 por aí, o Hélio determinou na academia que haveriam eh quase que duas aulas por semana que seriam abertas, coletivas de grupos para as pessoas que não tinham poder aquisitivo para pagar uma aula particular. Aham. E isso começou a acontecer, mas ainda assim não eram aulas muito lotadas, né? Então que predominava aula particular. Então, o que mais movimentava o jiu-jitsu para se tornar conhecido era os desafios que o que o o mestre fazia. Era isso.
Exatamente. Mas eles eram, tanto ele quanto o Carlos eram 12 garimpeiros. Eles andavam pelas ruas do Rio, garimpando, tentando encontrar lutadores. É, os lutadores, né? Nós viam verão muito positiva, cativadores, muito fortes, tal. Então eles selecionavam um outro e convidava para ir pra academia. E o mestre presenciou muito esse presenciei e participei desses treinos. Passei, participei. E que era muito interessante, que treinei com Valdemar Santana, que é uma figura histórica, né? E que era um filozo fortíssimo, fortíssimo. E conheci vários outros e todos eles eh sempre muito fortes fisicamente, muito forte. Teve até eu me lembro de um jornaleiro de uma banca de jornal, o passava sempre por lá. O jornaleiro era um italiano muito forte, um descendente italiano muito forte. Acho que o sobrenome dele, o sobrenome era Botino, uma coisa desse tipo. E o Héli convidou vai pra academia, tal. Então, como havia treino sempre no final do dia, então esse pessoal aparecia, ia fazia sem quimono mesmo. E aí fazíamos treino com as pessoas da academia e aqueles que o Hélio e o Carlos consideravam eh promissores, aí eles voltavam para treinar, separavam para treinar e saiu muito luz. Era tipo um teste, então um teste. É, é muitoador de de valetudo
naquela época a partir disso aí, desses testes que desses testes. E era um teste também para nós, né? Me lembro muito Carson, João Alberto, Virgo, sabe? Faziam muito treino com esse pessoal. Eu já sou na geração logo após. E aí eu também comecei já entrei nessa roda. Depois aparece com o Carson também treinei muito com Carson. Uma grande figura. Grande figura. O El Vicho também eram figuras muito muito bacanas. Era uma cura virgem que era o que foi delegado também. Foi delegado delegado de polícia, né? Que também era uma pessoa muito bacana e nós tínhamos uma amizade muito forte, apesar dele serem um pouco mais velho do que eu, Gilberto é 2 anos e meio, 3 anos mais velho que eu. 2 anos e meio. O Car já era mais. O Virgo, acho que era também mesmo do João Alberto. Armando era um camarada já bem mais velho e a que era uma figura fantástica que ele foi pra Brasília, tá? O o Armando era uma personalidade fantástica, que era professor da academia também. Então a você imagina uma um local onde concentrava essas figuras todas e são as figuras são pessoas que viraram lenda da da arte suave.
Exatamente. Foram aquelas que fizeram que o que tá aí que fizeram história, né? Que que realmente fizeram hisó que quando sai começaram a sair da academia e montar suas próprias academias. Então foi lá João Alberto Carson, o o Armando aí que começou a distribuição, né? Daí a coisa começou a espal espalhar. Aí o mestre abriu a primeira, o mestre chegou a abrir a academia no Rio ou o mestre quando veio para São Paulo, abriu aqui em São Paulo. Como é que foi? Aí não, no Rio eu sou a primeira academia que eu tive, que eu não queria ter academia, não era meu objetivo. Eu queria continuar treinando, eu continu até dando aulas, mas eu daria sempre na academia do João Alberto ou do Álvaro Barreto, irmão dele. Aham. Mas na na eu não queria ter academia, mas como o Silvio e o Marcelo estavam crescendo, estavam num período muito bom e com aprendizado bom, o Silvio já era faixa azul, não, o Silvio era faixa roxa, o Silvio e o Marcelo faixa azul, aí resolvi montar na condomíni no Manema, montar juntamente com com o Ricardo Murga, que era um filoca, aluno meu, aluno do do João Alberto também, do Álvora e morava em Nova Panas, vou montar uma academia aqui. Aí montamos uma academia lá. Um negócio assim precário para caramba que era só um tatame num num num num num num prédio inacabado tinha na entrada de nova panela e ali nós dá aula para todo mundo no panema e foi um negócio foi um
despertar e e foi quando que meu objetivo era preparar o Marcelo e o Sil para serem professores. Então aquilo era o primeiro passo. Quando eles começaram na cabeça desde o começo, então eu quero que eles sigam essa carreira. Já era, eu acho que para ele já era benéfico e promissor. Mas o acontece é o seguinte, mestre já via já tinha visão que aquilo ali podia mas ia se expandir com certeza. Já o mestre já tinha visão desde lá da desde lá atrás. Com certeza. aquilo ia respondir. E aí o que ocorreu é que a mas não podia ficar comigo porque eu me dedicava maior parte do meu tempo ao trabalho e eu só treinava à noite com eles. Então para para que eles tivessem um treinamento mais abrangente e com mais profundidade, então sugeria que o Marcelo fosse pro Rickson, que era bem o perfil do Rickson e o Silvio para o Álvaro Barreto. Mas o Marcelo e o Rickson, eles eram quase a mesma idade ou não? O Ricon de 58 e o Marcelo de 62, 64, quase 10 anos.
Quase 6 anos. Então a, mas o Marcel era um garoto naquela altura com 14, 15 anos, 16 anos, porque já era mais adulto e já com mais maturidade e tudo mais, um excelente lutador, professor, tal. Aí o Marcelo na mão dele era um foi uma festa, né? até ve até vi alguns vídeos antigos que tem vídeo dos dois Marcelo treinando. Exatamente. Exatamente. E o Silvio era muito mais era mais lutador, mais guerreiro, mais vontade de lutar, como de combater, de fazer valer tudo. Espartando. É. E o e o Silvio era mais dedicado ao ensino. E o por isso eu sugeri que fosse o Álvaro Barreto, Álvaro Barreto, que sem dúvida alguma professor absolutamente fantástico e com certeza foi o que fez a carreira dos dois. Mas sempre treinavam comigo, porque eles treinavam lá e treinavam comigo em Nova Panema. Depois da da Nova Panema, eu pouco tempo depois eu vim para São Paulo.
Mas aí quando o México chegou aqui em São Paulo, o Mestre colocou uma academia aqui também ou não? Nunca teve academia em São Paulo? Não. O Marcelo é que teve. O Marcelo teve. Aí o Marcelo quando eu trouxe o Marcelo então montou a primeira academia ele teve numa academia grande de fitness. Aham. Na época chamava Companhia atlética que hoje chama-se Companhia Paulista. E depois ele montou uma academia com o aluno dele e depois dessa academia, uma academia dentro de uma outra academia de fitness. E mas eu tava sempre acompanhando e sempre ajudando, sempre dando aula com ele. E ah, o mestre seguiu a carreira do mestre no marketing, mas sempre acompanhando, mas treinando também ativamente. Ah, com certeza. Treinava e dava aula também. Eu só decidi ir lá abandonar o toda essa essa toda a carreira de marketing, esse negócio todo. Eu tava já tava cansado. Mas a mestre já tinha quanto quanto tempo quando se resolveu quantos anos mais já tinha quando resolveu se dedicar exclusivamente pro jits?
J partir de 91. 91. É. Mas is quantos mais? Ah, ficou muito tempo foi isso. Foi muito tempo não. Aconteceu o seguinte, houve uma grande graduação de mestres e grandes mestres no Rio de Janeiro aquela que tem aquela que tem a foto que que tá todos os faixas vermelhas assim, tá Marcelo Virg mestre tal Armando Diler, né? É, é, eu naquela época não tinha, não era fazer vermelha. Faz vermelha foi só muito pouco. Armando Vedret, o Hélio Vir, João Alberto, Carson, que mais? Ah, eu vi, já vi essa foto. E os de 10o grau que eram uns irmãos só, né? Então, a a naquela época e como como me deram uma graduação de mestre, aí eu disse, bom, tá na hora de eu pensar, me aprofundar, quer dizer, me dedicar mais e por insistência do do principalmente do Marcelo, Marcelo você me devolve, você tem que largar tudo e você tem que se dedicar porque você dá uma aula maravilhosa, sabe? Tua capacidade de de pedagógica é fantástica. Tua metodologia de trabalho é perfeito. Tem que largar tudo. Largar tudo. Ele ficava martelando até.
Ele queria que mais fosse de qualquer jeito. Aí um dia eu disse para ele aqui largo, mas eu vou assumir tua academia, tá? Eu tua academia é bem desorganizada. Só só tem amigo, né? Ele tinha 80 alunos. É, tinham 10 pagantes e 80 alunos. Tudo era amigo. Aí de então agora vamos mudar tudo isso aí. Ah, mas não manda embora, meus amigos não. Se você quiser treinar com os amigos, você treina num horário especial. Mas para frequentar a academia, para frequentar a aula, tem que ser aluno. E aí foi aí que eu me dediquei. Eu fiquei tempo integral. Aí eu larguei tudo e fiquei com tempo integral desde aquela época até hoje. Aí nunca mais parou de dar aula? Nunca. Nunca mais. Eu eu adoro dar aula, sempre gostei de dar aula. Aham. Mas eu como eu tinha como eu tinha para dar aula perman com com frequência era eu saia até um homem um local. Só só o local que houve foi esse da do Marcelo. E aí eu pude dedicar tempo integral.
Aí o o mestre o Marcelo ficaram quanto tempo juntos ali? Porque o Marcelo depois faleceu e faleceu 95. 95 anos depois faleceu. Nós ficamos esse tempo, trabalhamos juntos. E o Silvio também tava aqui. O Silvio eu chamei ele também para trabalhar comigo no marketing. Ah, ele ficou opinando no marketing. É, no marketing e automaticamente na academia. Aham. Então aí o Silvio se integrou à academia também. De filho grande só tem o Marcelo e o Silvio. O Silvio do primeiro casamento. É, tem mais, tem mais três mulheres depois. É, não são todos, tem duas mais velhas do que eles e uma mais nova. Eram cinco filhos do primeiro casamento. Duas mulheres, dois homens e uma mulher. E do segundo casamento eram três filhos, duas mulheres e um e um e um um rapaz. e que é o Gustavo que tá comigo aqui, mora aqui, tá comigo e que também é o fa marrom, ele nunca resolveu se dedicar. A vida dele é muito mais do trabalho que ele e ele mas é um excelente professor, mas para para chegar a faixa preta eu preciso demandar um pouco mais de tempo.
Ah, eu vi a a faixa ali com a ponta vermelha, ele ele ele dá aula de faixa marrom. Ele dá, ele me ajuda, viaja comigo e tal, me ajuda, mas não, não, não se dedica a isso. Mas é um excelente professor. Desde a faixa branca que ele me acompanhava em viagem, sempre teve muita o Ian é neto do mestre, né? Neto é irmão, é filho do Silvo, assim como tem o Kan, que é filho do Marcelo, o K mora em Londres e dá aula na academia do Ros Gre. Ah, ele dá ah, ele ele é filho do mestre, filho filho do Marcelo. Ah, do Marcelo. É filho do Marcelo com aquila Grace. Marcelo casou-se com a última filha do Carlos Brez, que era aquilo, a 21ª. E aí o casou com ela, tiveram o K e o Silva adotou como filho, um filho anterior da da Kila, ah, o Kiron, enfim, moraram aqui em São Paulo durante muito tempo. Depois ele resolveu, Marcelo, resolveu ir pro Rio, tava meio instável, ele queria ir pro Rio ficar aqui e tal. Aí, por isso que eu tive que tomar conta da academia, por essa instabilidade dele, ele não não está permanentemente dando aula. E a Mas o filho dele tá, o filho dele parece muito com ele, muito muito com ele. É muito semelhante. Eu não sei ele porque eu não
ainda não ouvi dando aula, mas provavelmente tenha muita semelhança da genética não embora incomparável. Marcelo era fera, né, mestre? Pô, Marcelo era fantástico, fantástico como lutador, como pessoa, com personalidade, com ser humano. Negócio um camarada fantástico. Fantástico. É, eu já vi vários outros comentários, as pessoas falando muito bem como pessoa, como é tinha uma característica, dizer ele era muito mais aquele camarada chegava na academia, olha, vamos lá todo mundo fazer isso, sabe? Então ele era um pessoal, ele era um incentivador e muito mais para pessoal que gostava da luta, né? Já o Silvio tem uma característica diferente que o Silvio é um preparador de gentes so ponto de vista de formação técnica, é muito mais voltado para isso, mais profissionalem outra mais coração. É muito mais uma só coração. O Silvio é bem bem tanto que ele tem o sucesso que ele tem para ele desenvolver um sistema grande de defesa pessoal, né? Exato.
Progressivo e hoje em dia não só o sistema progressivo, como eles têm um trabalho chamado GPCI, né? O gerenciamento progressivo de de GPCI de comportamentos inconveniência. até tem já tem dois na terceira edição do do livro, uma uma um trabalho muito bom que ele faz com Hélder Andra, que é um especialista nessa área e é um um trabalho muito bacana. O Silvio é sempre foi um estudioso, sempre gostou de de se dedicar a esse tipo de de foco, né? E ele hoje tá com a academia no mundo inteiro. Mas e hoje ele fica no Rio Grande do Sul, mestre? Fica Trama daí. Tramadaí é onde ele vive numa praia. Aí o a sede dele ela é, mas não tem não tem, ele não tem academia, ele não tem academia. Ele não tem uma academia, ele tem as academias associadas onde ele frequenta.
Ah, entendi. Ele vai, passa visitando academia por academia. Inclusive um filho dele que está frequenta uma das academias, lá em Camanaí. E a, mas o Silvio acabou fazendo o que eu fiz também, que é se dedicar a a ter associados do mundo inteiro e dar seminários, cursos e formação e tudo mais. É o consiguo praticamente muito fácil. Ah, o os ber sistema ber vocês também deram aula para militares, policiais. Isso também sempre, sempre, sempre, não só aqui no Brasil, mas no exterior também. No exterior também, com certeza. na Europa, em muitos lugares, cheguei a dar curso para eh que eles chamam de Escola Nacional de Administração Penitenciária, é um sul da França, da formação não só de agentes penitenciários, de agentes de intervenção penitenciária e agência administrativa. Então eu dava aulas sempre durante uns três ou quatro anos, eu ia sempre para lá para para dar aula para esse pessoal. E aí para para militares e policiais também aqui em São Paulo, eu fui convidado várias vezes para e a eu tenho um foco um pouco um pouco mais eh radical no que a da militares e policiais. Existem coisas
que você não deve interferir, mas como eles sabem o que fazer porque eles têm o convívio, eles têm a vivência e e a experiência. Então vai dizer assim: "Qual é a necessidade que ele tem? O que que o que que você mais necessita? O que que você carece? Não adianta muita coisa, não adianta você ensinar o camarada a dar uma chave de braço no chão. Tem nada. Tem melhor sentido. Como é que você como é que você domina? Como é que você controla, como é que você se posiciona, como é que você se mantém em cogom? Esse é o aspecto principal. Então, tanto que na na França para essa escola de administração penitenciária, eu fui para várias penitenciárias no norte da França para ver qual era o trabalho que eles faziam. O mestre, tava tava ouvindo até um podcast agora, ouvi bastante falando sobre a França. Mestre foi um dos primeiros a chegar na França com o Jits. Foi não, vieram alguns antes de mim, mas fazendo o trabalho que eu fiz, foi mais trabalho o trabalho mais amplo, mais permanente. Eu ia pra França, tava dois, três meses na França, duas vezes por ano.
Tô mestre tem bastante escola lá na França. Tinha, acabei com tudo. Não, não dá. Eu não tenho paciência para, sabe, quando começa a chegar a um determinado nível, ele acha que sabe, então ele não, ele carece do do da essência de um bom professor, que é a vontade de aprender permanentemente. Aí eu prefiro, você segue a tua vida, é, segue a tua vida. E aí tem muitas escolas que aproveitam, né, os caras tem uma boa formação, então aproveitam. Mas eu tive muitas escolas, muitas, muitas, muitas. Eu passava mais maior tempo na Europa e nos Estados Unidos, mas eu passava maior tempo na Europa para visitar todo mundo. Hoje em dia eu tenho, eu tinha 18, acho que 18 academias na França. Hoje tem duas. Só tem duas. É, acho que restaram só ficou dois alunos, duas faixa preta do mestre lá do Exatamente. E na Bélgica também hoje tem uma na Bélgica tem na na Alemanha tem uma, na na França, dois.
Na Grécia tem, na Espanha tem, tem no Chipre, acho que é isso, na Dinamarca, todos lugares, mas hoje em dia não sabe, e eu sou extremamente desejante, quer dizer, eu não eu não acho que a pessoa, eu não vejo a pessoa na medida em que ela, primeiro tem que ter um comportamento adequado, tem que ter um perfil de pessoa que vai ser exemplo para para centenas de pessoas. Se a pessoa não preenche esse perfil, não tem o mínimo de de, vamos dizer, de caráter e dignidade, não serve para trabalhar comigo. Então eu vou vou fazer essa triagem. Chega um determinado ponto que a pessoa começa a se revelar e revela o seu lado mais negativo. E aí eu dispenso: "Olha, segue o seu rumo". Porque principalmente o o que qualifica o indivíduo, principalmente é aquilo, é o desejo permanente de aprender.
Sempre, né? Sempre buscando evolução, porque a gente nunca consegue chegar no máximo. Não chegar nunca, nunca nunca. Tem que ser um eterno aprendiz. Mas essa vontade também, acho que também penso assim, a vontade nunca de de chegar ao o topo não deve nunca deixar de existir, mesmo sabendo que a gente não vai chegar. Exatamente. Pois é. Então eu, por exemplo, eu fico, eu tô estudando permanentemente, permanentemente porque existem existem, mas estuda bastante ainda, muito, muito, muito. A dinâmica dos movimentos, por que que ela é feita? Então, existem fatores, tais como quando você ensina alguma coisa, você tem que ter a capacidade de dizer pra pessoa: "Por, onde e como, por que que eu faço isso? Por que que tem que ser assim?" O por que que esse é o caminho? Onde eu faço e como eu faço, como eu faço ou como me oriento a ser feito, porque tem que se haver uma adequação em função da capacidade do indivíduo que está aprendendo, seja ela ponto de vista físico, mental, emocional, são fatores. Fator motor é fundamental.
Você tem coisas técnicas que você pessoas não vão ter habilidade nem capacidade de fazer, talvez nunca. Então você tem que fazer uma adequação para que ele não seja frustrado e não poder exatamente e fica marginalizado dentro de uma turma. Então você precisa, essa é a habilidade do professor. Quando você ignora isso, você tá passando por cima de um fator primordial na na eh na como vamos dizer na ação de um professor, que é prover aluno de conhecimento profundo com justificativo. Aquela velha história, tudo que eu ensino tem fundamento e tem uma profunda e ampla explicação técnica, técnica e científica. Não, não pode ser simplesmente pelo fato de dizer não, mas faz isso assim. Ver várias pessoas ensinando, tentando ensinar. Chamo, não chamo de professor, chamo isso de mostrador de técnica. O cara que mostra técnica é aquele que não tem habilidade para ensinar. É porque eu acho que eu vi foi o o Ron Grace que ele também falou, ele falou uma coisa assim também que cada indivíduo vai aprender uma técnica diferente, ninguém vai aprender tudo igual porque até o corpo é diferente.
Exatamente. Exatamente. Então quando você faz hoje em dia você vê a situação, a internet tá tá lotada de incompetência, virou um circo, né, mest? é um circo. Um circo. E esse circo tem um um um fator que é crítico. Eu chamo, eu vejo até como um lado um fator criminoso, que é você dizer que aquilo funciona e não funciona do ponto de vista, principalmente do que tange a parte da alta defesa. Então quando seja assim para eu vejo pessoas ensinando coisas para para mulheres, aquilo não vai funcionar. Não vai funcionar. Na realidade é só charlatão, estão querendo ganhar dinheiro, não? E depois o seguinte, eles ouviram falar e e vão e vão fazendo e vão criando situações quando na realidade a realidade é outra, é completamente diferente. Essas posições exclusivas que eles inventam então paraa defesa pessoal, nós est não tem funcionalidade nenhuma. E veja bem, com historicamente o que aconteceu, o o jito, esse jito que nós praticamos, modificado, ótimamente, ajustado e adaptado pela pela mais, vamos dizer pela capacidade e pela competência dos Graces, principalmente do Carlos e do Hélio. Eles fizeram uma adaptação daquilo que ele que o Carlos aprendeu.
Mas quando ele chega no Brasil, chega alguma coisa de desenvolvido no século XIX. chega aqui no início do século XX, vai passando o tempo quando chega na metade do século XX, é onde os Graces implantam todo uma uma uma sistemática de ensino extremamente competente e muito bem ajustada para aquela época. Com o processo natural de mudança de comportamento humano, você tem que fazer ajustes. A situação é outra. Quer dizer, hoje em dia as pessoas começam a aprender também. As pessoas começam a aprender, começam a aprender, começam a ter uma uma uma pequena noção. Então já não é a mesma situação do passência, não fica mais mesmo eficiência. Exatamente. Então você tem que fazer ajustes e o que que é real e o que que é realidade na prática de uma técnica? Principalmente falando de autodefesa, porque no esporte qualquer um pode fazer qualquer coisa, porque aquele é recreativo, não tem outra finalidade, é só recreação.
Existe regras ali também, então as regras as favorecem ao esporte, né? que a as regras é que fazem ou deformam o esporte. Eu considero que a boa parte das regras são deformadoras de esporte. Deform o mestre não concorda com jgit competitivo. Então, em em qualquer da maneira é da maneira como as regras são impostas. Eu acho que o buj competitivo é bom porque é recreativo e é uma forma de de divulgar e uma forma de satisfazer eh o desejo das pessoas de sabe de se de competir se testar. Exatamente. Para não brigar na rua, eles vão lá num campeonato. Isso é bom. Agora o que acontece é o seguinte, a regra ela é de uma certa forma indutora de deformações técnicas, porque a essência do do da arte examente porque se prevalece a pontuação, a pessoa esquece o principal de toda a arte marcial, que é a finalização. Ora, se não há finalização, não há não há fim. Não tem agora não tem quem ganhou, né?
Não tem quem ganhou. Eu vi até o Roger fala isso num num num podcast que ele fala que ele sempre queria finalizar porque só finalizando que ele prova que ele é superior, empatando, ganhando por ponto. Não, né? Quer dizer, o Roger, por exemplo, é um exemplo, ele sempre buscou a finalização. Se ele ganhou por ponto alguma vez, foi na busca da finalização. Ele foi acumulando pontuação. Agora o objetivo dele é finalizar. Finalizar. Agora, quando você tem como objetivo principal marcar ponto e ficar olhando para fora para para placar para ver se você tá com pontuação suficiente para segurar a luta, foi ali ganhou uma vantagem e não quer mais fazer nada. Já teve campeão com vantagem, né? Muitos, né? Hoje Hoje que mais acontece é esse tipo de situação, né? A medalha de ouro com vantagem é é crítico, né? Mas o o que que o mestre acha sobre e essa expansão que tá tendo? Porque a gente tá tendo uma expansão massa por causa da competição, tá? das competições. Eu acredito que tá mestre, acha que isso é bom ou é ruim?
Não é bom. Isso é saudável. Porque tipo que tipo, eu frequento bastante campeonatos de jugits e o número de crianças que de campeonatos que a gente vai hoje, por exemplo, assim, ah, tem 1000 competidores, 600, 700 são crianças, então isso quer dizer que vai crescer muito mais e tá crescendo, é, é visível que tá crescendo, tá vindo da base, estão vindo as crianças, mas lá na competição e a gente vê a defesa pessoal cada vez sumindo mais. Mas vez que o pessoal depende de competência de quem ensina, que a capacidade de fazer correto e fazer aquilo que seja consistente em relação à realidade do do momento. Quando quando não é isso, esqueça porque é fantasia. Então as pessoas para ver fantasia precisam fazer. Porque se você ensinar, você pega na internet o que tá sendo apresentado aí, o que ocorre é o seguinte, vai testar isso, vai se expor e você vai tomar um uma uma vai ter um prejuízo pessoal, certo?
Mas mas assim, no geral, então o mestre acha bom esse crescimento desse jeito ou acha que isso pode acabar com com com arte? Não, não, não vai acabar. vai expandir a arte, assim como expandiu o judô, o karatê, taquendo que viraram esportes de competição, não são mais artes marciais. Então, o mestre acha que o jits pode seguir esse caminho, não ser mais uma arte muito não, mas ela já não é mais, não é mais, já não é mais, não é mais. As escolas que ensinam a chamada da defesa pessoal estão absolutamente deformadas e sem competência para transmitir o conhecimento necessário, porque a maioria das técnicas são falhas, são falsas, elas não vão induzir a pessoa. É só um professor para fazer um espetáculo. Assim como o o judô tem o Duo System, que é uma é uma grande demonstração, é um espetáculo, é uma grande demonstração que utiliza técnicas de de de autodefesa e um negócio espetáculo, mas é tudo ensaiado, OK?
Aquilo tem realismo? Não. Aquele atleta é até possível que se for necessário utilizar aquilo, ele fal: "Mas ele é um atleta, mas ele é um atleta de alta performance. Agora, uma pessoa normal não fará aquilo. Então, o que acontece é é válido aquilo como espetáculo, é válido. Agora, assim como o juiz voltado pro esporte, eu acho fantástico, sempre foi, inclusive uma parte recreativa altamente e eh vamos dizer de higiene mental. Isso é muito muito bom. Mas o que ocorre é que eu tô vendo também um um processo de deformação do comportamento de crianças a partir da do que estão ensinando. É do não é nem o que ensinam, é da maneira como querem que a minha criança tenha performance. Eu já vi criança ao ti uma criança na internet com orelha de sabe aquela orelha de ciflor.
os meninos de 14 anos de já estão todos assim, né? Pois é. Então isso aí já é uma deformação. Que que busca é essa, mestre? Tá com quantos quantos anos de urgit? Mestre 88. Tem alguma coisa? Tem alguma coisa na orelha? Mestre? Tem nada. Não precisa. Como diz o Rion Gresso, eu eu sei o suficiente para ninguém amassar a orelha, né? Então eu sei o que eu tô fazendo, né? Eu sei o que eu tô fazendo. Eu não preciso, sabe? A a obviamente existem pessoas que têm prazer nisso e até fazem jeito dando martelada no ouvido, na orelha para para ficar o que o que na realidade é o seguinte, aquilo não, vamos dizer seu ponto de vista de, vamos dizer de como é que a pessoa se apresenta, pode ser pode ser interpretada como diversas maneiras. Ah, pô, esse cara deve ser perigoso porque ele tem orelha, né? de lutador com esse camarada é um, sabe, é um trogodita.
Então você começa a a tirar vários, a colocar a pessoa com vários rótulos, mas a grande realidade é o seguinte, aquilo, o que que é a orelha? A orelha iniciada é quando você treina excessivamente, em que você tem muito, roça muita orelha e não precisa de guimo, não é no chão mesmo. No chão mesmo. Então você vê que o pessoal de wrestling usa sempre um protetor de orelha. Aquilo para rebentar a orelha é fácil. uma cartilagem muito frágil e arrebenta. A minha já rebentou várias vezes. É, depende, depende da orelha, né, mestre? Vai, vai também. É. E então a a questão de ver uma criança feito isso, é uma criança que chega num campeonato que parece copiando um atleta adulto, sabe, com com atitudes e comportamentos, aquilo não é o caminho. Então, isso não é o caminho de educação. Não estão pregando a verdadeira filosofia. Então, porque aí o que vai acontecer é o seguinte, ele passa a ser dentro da academia uma uma meta também e um objetivo de outras crianças que nunca vão alcançar aquela aquele aquele aquele patamar.
Mas o mestre acha que a gente tem como reverter isso? Não, reverter nunca mais. Não tem mais como. Então o mestre acha, a opinião do mestre que cada vez vai ficar pior. Isso é a consequência será sempre mais voltada para essa parte esportiva e as consequências da parte esportiva, as regras que mudam, as regras que são adequadas e inadequadas, esses fatores todos é que fazem com que, vejam, vamos dar um exemplo. No caso do Gilgitos, tem vários exemplos, mas vou dar um exemplo do judô, uma que é uma arte que tem para para você fazer exame de graduação na faixa preta, você tem que fazer o Qatar, tem que ter tem tem ter e tem que fazer lá na conferação que tem alguém avaliando, né, que é uma bancada isso, né, mas no Qatar faz parte uma técnica que é proibida em competição. Vi coisa mais absurda que essa? Quer dizer, então no jit o caminho é exatamente o mesmo. Você tem técnicas que você forçosamente tem que ensinar pro aluno para que ele seja completo e que na na prática ele não pode fazer. O faixa branca não pode fazer isso, mas ele tá na academia para fazer o quê? Ele tá na academia para se desenvolver uma pessoa no sentido de ter capacitação pessoal, de poder eh se garantir emocional, física e mentalmente.
Então, a solução pra gente chegar mais perto era as regras eh eh se adequarem a mais à realidade em a realidade. É, e isso naturalmente aí aí foge alguns interesses pessoais, interesses da de academia, sabe? É como é um grande business. E o que que são as federações e as confederações senão empresas de montagem de evento? Não tem outra finalidade. É porque uma uma fiscalização não tem, né? Mas não tem nada, nada, nada. Eu propus isso lá nos primórdios. Eu propus que todo faixa, todo candidato à faixa preta fosse examinado na na federação por uma banca examinadora. Ah, mas isso como business não funciona. Conseguiram chegou a propor isso. Cheguei a propor isso e tanto que eu faço na minha na minha no meu grupo. Nenhuma pessoa é gradu preta. Só pelo professor. Ele tem o mestre tem que dar o aval para ele receber a faixa preta.
Nem nem sou eu. Eu formo uma banca examinadora de faixa pretos qualificados cujos faixa pretos fazem passam e o cujo o candidato passa para um exame. Mestre. E ele não é só avaliado na parte técnica, ele é a parte na parte pedagógica e psicológica e e como pessoa na rua também se é uma boa pessoa. Com certeza. Tanto que ele vem ele vem com histórico pessoal. Ele tem que saber a história dos jugitos, não a história de historiador, mas uma história de fundamentos. A história que a história, a história básica, né? OK, porque o Mola não pode perguntar e ele tem que saber responder. E por outro lado, ele tem que ter capacidade de ensino, portanto é a sua capacidade pedagógica que está em foco. Porque a técnica você aprende, a técnica você ajusta, mas você fazer, saber transmitir essa técnica de acordo com e adequando aquela técnica a capacitação de cada indivíduo, aí ele qualifica. Então eu fico sempre, eu tô presente nos exames, mas eu não opino e não dou meu parecer. É a banca examinadora que vai. banca examinadora é essa que eu seleciono.
São sempre três faixa preta qualificados que fazem o exame. Se o candidato ao apresentar-se não apresenta condições, eu vou julgar o professor que o apresentou como candidato, sem ter condições de tá lá, né? Exatamente. E se porventura essa pessoa que não qualifica for aprovada pela banca e a banca examinadora que vai ter que conversar comigo. Ô mestre, o mestre entrou nessa situação história. Eu tava conversando com o Robert agora durante esses dias que eu fiquei com ele, ele falou que provavelmente disse, provavelmente não, ele disse que não aconteceu, que o a primeira academia Grace não aconteceu em 1925, mas 1931, pelo que tem fontes históricas das pesquisas que ele fez como historiador, né? Aham. O o que que o mestre acha disso? Olha, eu acho que pode que pode ter acontecido, pode ter acontecido, pode ter sido uma um erro de data deles.
É, existe existem, porque veja bem, é o seguinte, me parece, pelo que eu sei, em 25 foi quando eles vieram para pro Rio, né? Quando chegaram pro Rio, Rio. Eu tenho impressão de que essa esse é o fato. Ora, quando chegaram ao Rio eles tinham que fazer alguma coisa e provavelmente davam aula. Se era academia ou não era academia, não importa. Não importa. O importante foi chegar isso que eu também tentei eh conversar com ele, que ele falou porque o prazo que ele falou de de 1925 para 1931 é muito pequeno, porque então aí ah, não tem nada que comprova que 1925, mas também não tem o que não comprova que foi. Então pode pode ter acontecido nisso. Aí, veja bem, eu eu acho que toda essa história tem um fator, enfatizo sempre, a, vamos dizer, a genialidade dos dos irmãos é de tal nível que não, isso não que não existe nada que possa ser crítico, nada que possa ser criticado, que vai descrebilizar, né? Porque na verdade e tá aqui para todo mundo ver, né? Se chegou nesse patamar que chegou foi por causa dele, né? Exatamente.
Pode ah, pode não ter sido como foi contado, mas se chegou desse jeito, exatamente. E veja bem, o o Vitor Maeda, famoso só existe por causa dos dois, por causa dos grev divulgação, se não houvesse a expansão do do não sabia quem ele era. Era mais um japonês teria chegado ao Brasil. Isso Robert também falou aqui, ó, e que mitsumeda é alguém por causa de car não seria ninguém. a generalidade dos dois de conseguir realizar na década de 50 montar uma academia, uma academia padrão, era foi uma coisa fantástica, não só sobre o ponto de vista de business, como sobre ponto de vista de ensino, metodologia, você criou-se um padrão na academia que ninguém ninguém naquela época poderia imaginar que fizesse. As aulas, você tem uma ideia, todas as aulas eram padronizadas em todos os professores.
Todos os professores davam a mesma aula. Porque havia havia um, inclusive eu tenho o privilégio de de estar na fotografia com Hélio, que era um era um álbum que tinha todas as fotografias de cada técnica, OK? foi feito esse essa fotografia foram feita pelo meu pai a pedido do Hélio e isso faz parte inclusive do museu do R, museu do do Pedro Valentes lá no Mian.
