5:43Não convoco nem campeão mundial se rachar o timeCanal · Histórias e entrevistas
Da borracharia para o topo do jiu-jItsu: a incrível história de Leynha Silva
Ela deixou o Amazonas em busca de uma vida melhor e encontrou no Paraná muito mais do que uma nova casa: encontrou um propósito.
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Leinha aí é uma atleta natural do Amazonas, mas já mora aqui em Curitiba aí há mais de 15 anos. Ela treina lá na academia do Méxic Gorgel, o fundador da equipe Arena e ela é aluna dele lá. Ela treina lá com ele, ela divide as atividades de atleta com uma borracharia da família que ela e o esposo dela tm e trabalham lá. Atleta peso pena aí, campeonato brasileiro peso e absoluto. É, ganhou todas as etapas do parana, ganhou agora o último final de semana uma JP. Pouco a gente fala lá da borracharia lá com a leninha. Estamos chegando aqui no lugar onde que a leinha trabalha. É, o nome do lugar do bairro aqui é bairro alto. Ó aí, ó. Vamos fazer balanceamento.
Vamos, vamos. Uma leninha aí. Quatro balanceamento. Bem certo que tem tá invicta agora esse ano, então, Laer. Eh, sim. A única que eu perdi foi o brasileiro, a semifinal do brasileiro por empate, decisão do juiz. Ah, que tu ficou que tu ficou em terceiro do Né terceiro na minha categoria. Ah, foi na categoria? Na categoria porque deu empate eu e ela. Ela não conseguiu fazer ponto, nem eu, nem ela que conseguiu dar, nem eu. Aí por decisão ela levou, aí eu fiquei em terceiro. E já lutaste bastante campeonato esse ano, né? Já. bastante tá virando uma máquina de ganhar. Aí difícil lá é tirar o pneu aí ou pegar as costas do Guilherme como pegasse ontem lá.
Não sei. Eu acho que eu acho que é mais fácil tirar o pneu que no nacharia eu sou quase preta já. Ah, é? Aham. Aqui tu é quase não é ainda? Ah, é 10 anos. Ah, então já já tá mais então, né? É. Sozinho ainda. É não. Aqui, aqui tu já é mestra. Aqui quem manda é tu, né, Léo? explica para nós aqui, Leia, também como é que funciona aqui o balanceamento. É, então o balanceamento ele é como se fosse, pra gente explicar melhor, como se fosse uma balança antiga, lembra que o peso tinha que colocar um peso para equilibrar. Sim. E mais ou menos no balançamento. Então aqui a gente tem que colocar um peso para equilibrar o peso, para ele não ficar trepidando. Quando você pega, tipo, a partir de 80 por hora e dá uma tripidadinha no volante.
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Aham. Então a gente equilibra o peso na roda para quando chegar essa velocidade ela não ficavidando no volante. Então quando você sente aquela pipadinha no volante precisa de balançamento. Mas aí como é que tu faz para ver se tá certo aqui? Aqui eh essa máquina é um pouco mais moderna, então ela tem essa paradinha aqui que você coloca aqui. Daí ela dá o tamanho da roda que era o 15, né? Aham. Aí tipo, tu tem que colocar chumbo de um lado e do outro. Aí funciona assim ainda ou não? Sim. Aí a máquina vai mostrar onde eu devo colocar ch, se é do lado de fora ou do lado de dentro, porque ela, aí eu vou baixar, ela vai dar uma velocidade equivalente ao carro pega. Aham. E aqui vai mostrar colocar chumbo por fora, por dentro. Ah, vamos lá, então. Aqui mostrou que precisa só por dentro.
25 de chum. Isso quer dizer que não tava muito ruim, então não, não tava tão ruim. Tem uns que pede 80 cada lado aí. Tá, tá bem ruim. Qual que é o trabalho mais difícil aqui, Lé? Que tu acha? Eh, o trabalho mais difícil é montar perfil baixo quando o carro tipo Ah, de roda grande, isso não, perfil baixo. É que cada roda tem um perfil. Esse perfil aqui ele de altura deixar aqui ele é 60, mas tem uns pneus, por exemplo, do 17 que é perfil baixo para carro rebaixado, né?
Aham. E é mais difícil eu achar isso. É para desmontar ele. Desmontar e montar. Ah, é. Agora já zerou aqui, daí significa que tá bom. Ah, balanceado. Ô Lé, como que é a história da borracharia? Vocês sempre foram dono da borracharia ou chegou ou você primeiro começou a trabalhar de empregado aqui? Não, na verdade era do outro lado da rua, né? Aham. E a gente arrendava. Mas aí quando desde tu já tinha trabalha experiência em borracharia algum algum lugar? Não. É, não. Eu trabalhava para fora e meu meu marido trabalhava de arrendamento. E daí quando o filho fez quatro meses, ele pegou uma bronquolite muito forte, sabe? Tinha que sair do emprego para para poder ficar em casa cuidando dele.
Foi aí que vendo ele fazendo, eu falei: "Ah, eu também sou capaz de aprender isso aí, né? A gente mete a mão em tudo que for capaz, tudo que trabalho digno, a gente é capaz de fazer. Então eu comecei a enfiar a cara para fazer e vi que que conseguia fazer e comecei a ajudar ele. E foi crescendo, crescendo o movimento e Deus abençoou para que a gente pudesse comprar nossas próprias máquinas e abrir nosso próprio negócio. Legal. A gente abriu aqui dentro. Tu não é Manaus, né? Tu é outra cidade, né? Apui, Apui, né? É perto, né? É, é um pouco longe, na verdade. É tipo interior, sabe? Cadeia pequena.
Só de barco também. Vai por terra, mas dá um dia de viagem, um dia e uma noite. Aham. Só que daí tem que atravessar aquelas balsas, sabe? Aham. Um aquelas balsas que atravessa o carro pro outro lado do Aham. Tu tem sangue indígeno, então, né? Tem. É. Uhum. Por parte da minha avó, por parte da minha mãe, né? Aham. Quantos títulos são ao total já esse ano, Leinha? Eu não contei direito, mas eu acho que é 16. 16es. Aham. 16. Ah, é. E todas de primeiro. Não, é todas. É só o brasileiro que é do terceiro. Ah, que foi aquela decisão. Teiros. Tá fraca a menina do mestre Burgel. Aí, ó. Daí no sem pano, né? Aham. Eh, eu tenho uma de prata também que eu eu tava lutando a final com a menina e tava acabando já o tempo e eu fui tentar uma finalização de botinha, acabei cruzando e daí fui desclassificada.
Ah, é. É. Não foi derrota, foi de classificação. Isso. Mas faz parte também, né? Até perdendo a gente aprende, né? É, acho que quando a gente prende, a gente aprende um pouco mais, né? Que a gente para para pensar, analisar melhor o vídeo também, né? Aham. E é onde a gente errou pra gente poder corrigir, né? Que que tu prefere? É com kimono ou sem kimono, Leia? Eh, eu gosto mono por conta das minhas quedas, né? Então é mais fácil descilhar das pegadas. Aham. Então prefiro sem mono por conta disso. Tu tá treinando judô agora também? Tô. Eu faço algumas aulas também, mas ficha branca de judô ainda. Tá gostando? Eu gosto. Aham. É. Mas além do jits, tu já treinou outra arte marcial também que tu é boa de queda ou tu aprendeu tudo no com Gilits? A cada aprendi tudo com Gil, mas eu fiz maitai por um tempo, menos de um mês, na verdade. Só fiz por um tempoi, mas não dei continuidade, né?
Um prazer, uma honra estar aqui contigo de novo, Len. Obrigado por estar me recebendo aqui pra gente conversar novamente. Leia, como que aconteceu, veio parar aqui em Curitiba, primeiramente, que a gente sabe que tu não é daqui, que tu veio do Amazonas para cá, como é que foi essa transição de lá para cá? Então, na verdade, eu vim com 15 anos para morar com a minha irmã. Ela já morava aqui em Curitiba. Vem atrás de oportunidades, como todos nós que vem de fora, vem atrás de oportunidades, né? Vim para estudar e também para trabalhar, porque lá na minha cidade, a gente que é do interior, a gente sempre começa cedo a trabalhar. Então já é uma realidade isso. E eu vim para cá com esse objetivo para morar com ela. Aham. Aí tu chegou aqui e tipo começou o trabalho, tudo isso. E o jiu-jitsu apareceu quando aí na na e como? Por quê? É, demorou a aparecer o jits na minha vida.
Eh, eu fui conhecer o Jits já, eu já tinha 28 anos já. Aham. E começou pelo meu filho, que começou a treinar primeiro. Eh, eu treinava musculação e ele treinava na mesma academia fazendo musculação. Aí ele, eu deixava ele lá treinando, ia fazer musculação na mesma academia. Aham. Aí eu coloquei ele em uma outra escola que não era na academia onde fazia musculação e daí comecei a acompanhar mais o treino dele, porque quando eu tava lá na academia eu não acompanhava tanto porque eu ia treinar e deixava ele lá treinando, né? Aham. E quando eu mudei ele de academia, eu comecei a acompanhar mais o treino dele. Então eu comecei a observar ele, ver o que que ele fazia. E eu comecei a gostar daquilo vendo. Eu comecei a gostar. Eu falei: "Nossa, isso é muito legal, né? A gente que olha de fora parece fácil fazer, né? Mas quando você chega para fazer é totalmente diferente, né?
Aham. E daí eu comecei ver ele e vendo ele eu aprendia, sabe? Eu sou muito de aprender vendo assim. Exato. E daí eu vendo eu comecei a aprender a fazer também. Foi quando a professora de lá me chamou para mim fazer um experimental e eu acabei gostando. E tu algum dia tu já tu imaginava isso? Não, que tu poderia ser tipo, digamos, hoje tu é uma atleta lutadora, tu tu imaginava isso? Tu algum dia tu pensou nisso? Não, não, nunca perto do que tu já pensava. Nunca nunca pensei nisso. Na verdade, eu sempre gostei do esporte. Aham. Gostei muito. Eu gosto muito do esporte. Então, tu já fez algum outro esporte assim que tu, digamos, chegou a competir? Eh, já fiz, já competi no futebol. Futebol? Aham. Futebol feminino. Aham. Tu jogava futebol de campo? Sim. Ah, legal. Uhum. Já competi na minha cidade lá. Eu competi lá, né?
Aham. Aí tu chegou aqui, a professora te convidou e tu foi treinar e gostou e se encantou. É. Aí não parei mais. Daí depois disso, né? Você começa. Mas é logo logo que tu começou a treinar, tu já começou ir pra competição ou tu demorou um pouco? Assim, quando eu entrei, eu já a minha mentalidade já era para competir, sabe? sempre foi competitiva. Sempre fui competitiva. Então, quando eu entrei, eu já pensava em competir. Então, um mês depois já tinha aquela sede de competir. Um mês depois que tu entrou, tu já foi competir? Não, já tinha vontade de competir já. Só que eh assim, quando eu entrei, eu acabei me lesionando e daí fiquei quase dois meses parada, sabe assim? um mês totalmente parada e o segundo mês eu ia tipo uma vez por semana e daí eu mesmo assim eu não desistia, eu continuei. Aí eu melhorei, eu voltei firme.
Aí três meses depois que eu tava eu fui fui pra minha primeira competição. A tua competição foi três meses depois que tu tava treinando. E como é que tu foi nessa primeira competição? Iso. Ah, foi um desastre. Ganhou. Ganhei não, não ganhei de primeira não. Tu fez a primeira luta e perdeu. Fiz. É, fiz a primeira. Que campeonato que foi? L foi o paranaense. Foi no parana. Eu cheguei lá e com maior sede de competir. Essa época ainda tu tava na Grich Barra. Sim. E daí eu tomei um, nossa, eu tomei uma a mesma queda três vezes assim de primeira, sabe? A menina chegou e me meteu a queda, a mesma queda três vezes seguida. Eu falei: "Meu Deus, ah, logo te meteu queda, aí". Aí tu começou a ficar esperta pra queda, então porque hoje em dia, hoje para todo mundo, né? Falei: "Exí falei: "Cara, isso é muito massa, tem que aprender isso, né?" Começou a treinar mesmo.
Sim, legal. Aí eu tipo, fiquei fascinada. Acho que foi essa queda que ela me deu, que abriu a mente para isso, sabe? Aham. Aí depois tu voltou, aí tu voltou para paranaense de novo. Não, olha que loucura. No dia seguinte já tinha uma outra competição marcada, já tava escrita. Aham. Era uma competição bem Aham. Eh, lute como uma garoto. O nome, não sei se tem essa federação mais ainda, mas era uma federação bem pequena assim. E daí no dia seguinte já fui pra segunda competição já. Aham. E aí como é que foi? Então daí eu fui melhor nessa, né? Tinha as meninas que tava na mesma competição do Paranaense também, tava lá e ganhei a primeira luta, mas tinha mais de uma luta, ganhei a primeira luta, na segunda luta eu fui lutar e eu tive uma crise de ansiedade. Antes eu tinha bastante crise de ansiedade, sabe? E daí tive uma crise de ansiedade, passei bem mal, mas mesmo assim eu encarei a luta e acabei perdendo por pontuação. Daí perdeu por pontos aí.
Uhum. Aí e e tipo assim, aí aí próximo campeonato, quando que tu começou a ganhar aí? Quant quantas competições assim para ti? Aí depois esse aí aí foi tudo bem, graças a Deus. Aí comecei a ganhar. Mas aí quando tu perdeu a primeira, perdeu a segunda, então chegou a pensar: "Ah, não quero mais isso ou não?" Isso te incentivava mais ainda. Como é como é que tu se sente em relação a isso? Derrota. Então, as as primeiras vezes que eu fui competir, quando eu perdi, eu sentia mais vontade ainda de competir, falar: "Não, tinha vontade de ir para ganhar". Exatamente. Fala, não tem que melhorar isso. E daí eu estudava meus vídeos. No começo eu não queria nem ver assim porque eu ficava afastada, né? Todo mundo fica. Mas daí eu falava: "Não, tem que ganhar". Daí eu estudava, vi o que eu tinha errado para não cometer mais esse mesmo erro, né? E melhorar. E daí, graças a Deus começou a dar certo.
Começou a dar certo e comecei a ganhar daí. Olé, e hoje qual que é a tua rotina de treino? Assim, quantos treinos tu faz? diários, preparação física, tu faz também, como que é a tua tua rotina? Tu tem eh tu faz acompanhamento com psicólogo também de esporte, alguma coisa assim? Como é que é tua rotina de treino? Então daí em questão a ansiedade, eu nunca mais, graças a Deus tal não tive mais nenhuma crise de ansiedade. E graças a Deus eu tenho um psicológico muito bom hoje em dia pra competição, sabe? Aham. Eu sempre vou com a mente muito focada naquilo que eu vou fazer e eu já chego, a minha mente já chega preparada para aquilo, já sabe no que eu tenho que fazer no campeonato, isso aquilo não dá certo, eh o que que eu devo fazer depois. Então eu preparo bem minha mente para isso, sabe? Eh, eu faço preparação física também.
Eh, um cliente, eu ia pagar um preparador físico, mas um cliente ele é preparador físico, um vizinho que mora aqui perto, ele fez toda a minha preparação física. Então eu sigo esse essa preparação que ele fez. Isso. Aham. Exato. Aí eu faço, antes eu fazia musculação, mas agora tem uns três meses mais ou menos que eu comecei a fazer a preparação física. Mas aí, como que é a rotina assim? Quantas vezes por semana tu treina Jits? Quantas tu treina Judô? que vi tu tava treinando também. Quanto de preparação física, como que é a tua rotina assim? Então, a preparação física é três vezes na semana daí. E daí o jit eu treino todos os dias. Eh, eu tô tentando ainda aí, tipo, duas vezes no dia ainda, mas ainda não engatilhei esse aí porque é uma rotina bem puxada, sabe? E e o judô eu também não engatilhei ainda, tipo, eu vou uma vez ou outra só, então não engatilhei.
Exato. Olé, e e como que é assim, é muito cansativo conciliar o treino com com um trabalho aqui ou é tranquilo assim? Isso não te incomoda muito? É cansativo, mas agora como a gente tá com mais um funcionário, daí isso tem ajudado bastante, sabe? a poder conciliar. É, mas chegou tipo agora que você, tipo, no começo provavelmente era mais difícil ainda, que vocês estavam começando, não tinha trabalho, tinha que trabal não tinha do funcionário, tinha que trabalhar mais ainda, porque a gente sabe como é difícil de o começo de um negócio, né? Então, e tipo, teve vez que tu deixou de treinar porque tu tava muito cansado ou não? Já aconteceu isso contigo ou não? É, então eu sempre preparei bem meu psicológico para isso. Então o Reinaldo ele sempre brigou comigo por conta disso, porque eu poderia estar muito cansada, mas mesmo assim eu ia treinar.
Tu ia de qualquer jeito, de qualquer forma. É. Ele falava até que é noia de jits, né? Viciada no jits, que mulher acaba se cuidando mais em relação de beleza e tal. E digamos trabalhar numa borracheira oficina, isso acaba sendo um pouco mais difícil, acho que para cuidar. E também o jiu-jitsu também a gente sabe que mulher que treina não pode ter unha comprida, tem que como é que tipo para ti tudo mais difícil na verdade, né? Sim. Então é nessa questão eu sempre nunca gostei assim de pintar unha, essas coisas, então eu não tinha essa vaidade em questão da unha assim. Então sempre mantive ela curtinha, até por causa da que eh às vezes eu uso luva, mas às vezes a gente tira porque a válvula é pequenininha e daí não dá para pôr com a luva, sabe? Eu nunca acho luva do meu tamanho, né? sempre luva maiores, então isso incomoda um pouquinho. Às vezes vou tirar, entra a sujeira embaixo da unha, então nunca deu para ter unha comprida mesmo de qualquer forma.
E o cabelo é o que mais sofre tanto no jits como aqui por causa da poeira. Então tento eu tento fazer dobrado. Ô Leia, e quais foram todas as tuas conquistas já esse ano aí? ganhou bastante título importante, bastante título de de de renomes internacionais até. E o que que tu qual que é o mais queridinho para ti desse ano? Eu acho que o mais queridinho é o brasileiro Nogi, que eu ganhei categoria absoluto, é o mais queridinho. É. E como é que como é que foi ganhar isso assim? Como é que foi a emoção de ganhar esse título assim? Nossa, eu nem acreditei assim. Na verdade, eu tive que me beliscar, na verdade. Fez muitas lutas, Léo? Deixa eu ver. Três na categoria e no absoluto também três. Ah, é? E e tipo assim, qual que foi a luta mais difícil para ti?
Pera aí. Dois na categoria. Pera. Hum. Dois na categoria e três no absoluto. E qual que foi a luta mais difícil para ti? A luta mais difícil foi a final do absoluto, eu acho. Final do absoluto. Aham. A gente sabe que a gente sabe que absoluto é categoria aberta de peso e tu pegou um adversário muito grande. Não, não, não foi por conta disso. Foi por conta que eu já tava muito cansada também. Eh, entre o abs entre a categoria e o absoluto demora um pouquinho, sabe? E eu já tava bem cansada já também, sabe? Lá, eu tô acostumada a lutar bastante absoluto assim. Qual foi o adversário maior assim que tu já que tu já lutou? Foi, eu acho que eu peguei uma menina de 130 kg que se assusta assim quando tu vê o tamanho.
Nossa, foi essa foi a que mais me assustou na verdade assim, sabe? Tu chega a pensar assim: "Meu Deus, o que que eu tô fazendo aqui?" Ou não. Exato. Chega a pensar, mas daí eu falo: "Ah, eu não vou arregar aqui não, né? Né? Eu já tô aqui, já tô na hora de aquecimento." Ficaria feio, né? Então a minha amiga falando: "Nossa, você é doida". Ela ela não gosta muito que eu luto absoluta. Minha amiga, né? A Sara, ela não gosta muito que eu luto absoluto, porque ela tem muito medo que eu me machuque, né? O risco de se machucar no absoluto é muito alto. A gente sabe disso, né? Então ela fica muito com medo disso. Ela fala: "Ah, você já fez o teu, você já ganha na outra categoria, para que fazer essa loucura, né?" E tu vai pra Eu vou. Aham. É que assim, eu luto absoluto muito mais assim, com coração leve. Por quê? Porque eu já fiz o meu e, tipo, ali, eu vou ali, o que der deu.
Quem tem que lutar é elas. Eu geralmente a nossa categoria de peso é a categoria mais baixa que tem, porque geralmente uma a menos que nós quase não tem, meninas. Aham. Então, geralmente no absoluto a categoria mais baixo de peso é a minha categoria, entendeu? As menorzinha. E quais os outros títulos lá que você conquistou durante esse ano aqui? Eu posso colocar uma por uma Vamos pegando. A primeira medalha que eu ganhei desse ano foi categoria absoluto. Esse foi o Open Curitiba que eu ganhei kimono categoria absoluto e no Nogi ganhei na categoria fiquei em segundo lugar por uma desclassificação. Cruzei a botinha e fui desclassificada e no absoluto ganhei ouro. Fui pro brasileiro e fiquei em terceiro lugar. Na semifinal eu fui barrada
porque eu empatei com a menina e foi por decisão do juiz e ela acabou levando. Paranaense categoria absoluto. Paranaense do mestre Burgel DFJPR. Eh, o próximo foi Open Floripa. Ganhei categoria absoluto no Nogi. Categoria absoluto no Gui. Brasileiro sem queimo. Categoria absoluta também. E o último grandã que lá não tem absoluto, então daí eu não consegui lutar absoluto, só tem categoria mesmo.
Qual desse título, dessas medalhas foi a mais difícil de conquistar? É mais difícil. Eu acho que foi o brasileiro de Nogi do do brasileiro com quimono. E quais que tem o sabor mais especial? É o brasileiro sem quimon. Tu ganhou peso e absoluto. Exato. E quais desses campeonatos que tem a luta que tu mais gostou da tua performance? Que gostei mais da minha performance foi o Grand Slan. Como é que foram os resultados lá? Por que que tu gostou mais da pessoa passar? Eu gostei mais porque eu consegui impor bem meu jogo, não tomei nenhuma pontuação e finalizei nas duas lutas. Certo. Le agora deixa um agradecimento aí que queira deixar para alguém e uma mensagem final aí. O agradecimento vai a toda a minha equipe, eh, ao meu mestre Gugel, meu professor André e o meu professor Carlinhos, a toda a equipe, porque lá tem bastante faixa preta, então todos eles estão envolvidos, todos têm eh um pouquinho aqui dessas medalhas. Eh, ninguém se ganha sozinho, uma coisa, então todos estão envolvidos, meus
companheiros de treino, eh, a minha família também que tem me ajudado e a conseguir porque às vezes eu tô competindo e eles estão aqui trabalhando e às vezes a gente não entende o motivo de uma coisa, mas se você faz a coisa certa e se você acredita em Deus, pode ter certeza que tudo aquilo que acontece eh tá tá destinada a você e Deus sabe o que faz, porque lá na frente a gente vai conseguir enxergar o porquê daquilo. E é isso. Muito obrigada a todos. Parabéns, obrigado pela atenção.
