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Raiz VS Comercial: A Verdade Que Ninguém Fala nas Academias
O Jiu-Jitsu mudou? Neste vídeo do Jiu Jitsu Brasil Oficial, debatemos a grande polêmica que divide atletas, professores e praticantes: Jiu-Jitsu raiz vs Jiu-Jitsu comercial. Será que as academias estão evoluindo… ou se afastando da essência do esporte?
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Bom dia a todos. É um prazer estar aqui no Parque Ibirapuera com duas grandes lendas do jiu-jitsu. À minha direita temos Robert, campeão do ADCC e campeão mundial e um dos maiores nomes da arte suave. E a minha esquerda, Leon, também bicampeão mundial, uma referência no jiu-jitsu paulista. E hoje aqui a gente vai debater um assunto meio polêmico, treino raiz versus treino comercial. Leão, por favor, fala um pouquinho da metodologia de treino da sua academia. Sempre treinei, eu treinei com o Paulinho, com o Tererê e com o Leozinho. Então assim, são três caras, mano, raízes para caramba. Então não tem como eu sair muito muito disso, sabe? Meu treino lá, é óbvio que hoje em dia não tem não tem mais espaço para aquele negócio do quimono sujo, da bagunça, do atraso de horário, que era uma coisa muito do treino de jiu-jitsu, né? Então isso eu concordo 100% de ter mudado, você começar o treino no horário, é separar o branca ali do mais graduado, eu acho muito legal também para não ter mais machucado e tal, mas meu aluno conhece o verdadeiro jiu-jitsu. Ele vai rolar, ele vai fazer, ele vai fazer tudo, ele não vai ficar dando cambalhotinha ali fazendo drill e porque não é assim que você aprende o jiu-jitsu, né, cara? Na minha visão, claro,
cara, eu tive a mesma experiência, cara. Só tive academia raiz, experiência raiz. Eu tenho dificuldade de me adaptar, cara. Eu, se eu fosse um cara mais inteligente, eu ia mudar para esse modelo comercial, porque pelo menos no fim de tudo, tu ganha dinheiro. Tu fica nessa de querer treinar treino raiz, fazer atleta, campeão, cara, tu se desgasta e não ganha nada. Ah, é, cara. É, você se mata pelos caras e tipo, não tem valor nenhum pra galera, entendeu? Tipo, se o cara vem obrigado aí, tipo, assim, mas pros meus valores acaba, sabe? Porque assim, o jiu-jitsu mudou tanto minha vida, ele fez tanta coisa boa. Você vê, a gente tava falando das viagens que você passa pereng e tal. E é isso que faz o, é, o empresário chegar lá e apanhar de um de um competidor de 15, 16 anos. Cara, mas se você apertar demais, o cara espana, velho. O cara não, o cara não quer sofrer, ele quer se sentir bem. Mas olha só, a culpa disso, eu vou falar o que eu acho é dessas academias que fizeram isso, porque o cara pode falar que ele é um faixa roxa de jiu-jitsu e o cara ter rolado 10 vezes, 20 vezes na vida dele, entendeu? Isso, você vai encontrar isso. O cara chega lá, bate uma foto no tatame, treino pago e já era. Porque assim, o jiu-jitsu ele ele ele dá um status, a gente pode falar isso. Então, o cara que é empresário e tal, o cara vai lá na academia, não, eu
sou faixa roxa de jiu-jitsu e tal, o cara não rola, o cara não, o cara não sabe o que é jiu-jitsu de verdade. Então, acabou criando também uma geração fraca do jiu-jitsu, entendeu? Então, mas aí tu acha que é certo chegar esses caras que vão lá, treinam pro hobby, por por por por tá praticando meter a porrada neles e os caras não voltarem mais isso não, cara, de forma alguma. Primeiro que assim, esse negócio de meter a porrada, eu acho que o seu não, sim, eu entendi, mas os seus alunos, você tem que ser, você é um educador físico também. Então, assim, eu, eu na nos meus alunos faixa preta de 100 kg, eles rolam com uma mulher de 60 kg e não vai machucar a mulher. É a forma que é a forma que você passa o jiu-jitsu pros seus alunos também, entendeu? Eu não vou eh eu já tive casos do cara, o cara ser empresário, faixa azul ou roxa e treinar com um competidor meu faixa preta, molecão de 19 anos, e acabar o rola, ele vim falar para mim: "Leon, eu não esperava diferente, mano.
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Eu eu fui a hora que você me colocou com seu aluno, eu achei que ele ia arrancar minha cabeça fora, porque é um moleque competidor, tudo. E ele rolou comigo, ele foi um gentleman. Então o para mim o jiu-jitsu é isso, é isso que eu quero ensinar paraos meus alunos também, entendeu? Igual os caras falam, não, aí o competidor quer arrancar a cabeça do outro cara fora. Pô, depende a educação do seu tatame, né, cara? Meu tatame é educado de de forma diferente. É porque lá na tua academia vocês não separam, é treinam todo mundo junto. É isso? Não, eu separo os brancas, os iniciantes, só os iniciantes. Depois eu já eu já misturo. Tem o treino competitivo, mas se o cara que é o empresário quiser ir no, lógico, cara. A galera participa, participa. Pô, demais. É porque tem cara que tem cara de tanto empresário quanto médico. Médico faixa preta tá meio que será que disputa desculpa lá também. O cara gosta de treino duro. Pode falar, pode falar. tava treinando com cara médico também que o cara metia sair na mão. Lógico, que a disputa, cara, é um lado, se você aumentar o volume pra comercialização, tu vai abrir, tu vai ganhar mais, vai ter mais aluno. Quanto mais você facilitar, mais alunos você vai ter, porque você vai atingir todos os públicos, mas menos qualidade, menos valor vai ter a arte marcial. Quanto mais tu aperta pro outro lado, menor o teu público, mas maior o valor
da arte marcial. Então a disputa, nós queremos o quê? Nós queremos valor ou nós queremos comercialização? Essa que é a Eu acho que tem que contar o equilíbrio, cara, porque eu acho que mais a tendência, sabe qual o problema? Claro, todo mundo concorda, tem que ter um equilíbrio, beleza? Você tem que viver também, cara. Não dá para você ter 15 espartanos e passar fome, tá ligado? Que que adianta? Mas assim, eu acho que a gente tá totalmente desequilibrado. Eu concordo. Eu acho que acho negócio desequilibrou. O fato dos caras do Daguestão virem para São Paulo, meu irmão, o cara não tá indo para uma cidade aí, não sei, meu irmão, o cara tá vindo para cá, cidade mais populosa do Brasil. O cara vem para lá, os caras vieram para cá, reclamaram que não encontram treino em São Paulo. Mano, isso é vergonhoso. Mas olha só, as maiores equipes elas tão elas estão com você vê que os maiores exemplos de comércio são essas equipes grandes, entendeu? Eh, eu não vou entrar aqui dentro, mas é assim, eu recebo na minha academia gente que tá treinando em outra equipe, equipe grande, tipo 8, 9 meses, que não sabe rolar, que nunca rolou na vida, cara. Então assim, mas a tendência é essa, você quer comercializar, a tendência é você dar faixa pro cara com Então tomar cuidado.
Eu acho que, cara, a gente não pode crescer, cara. Eu tava falando uma vez com com com os caras da confederação, os caras falou que uma coisa que eu quero que eu apoio os cara, eu sempre falo isso, os caras são inteligentes. Falou, Robber, a gente tem capacidade de fazer o dobro de campeonato. Não é falta de público, não é falta de dinheiro, não é falta de oportunidade. A gente não tem o assim o o o a logística, o STF para crescer de maneira desenfriada. Seria burrice você querer dobrar a tua capacidade porque você pode ir perdendo a qualidade. Ou seja, o crescimento desenfreado não é uma estratégia boa. O crescimento a qualquer custo não é uma estratégia boa. O crescimento tem que ser o quê? Mantendo a qualidade do produto. E você diminuir a qualidade do produto para tingir um público menor é dar tiro no pé a longo prazo. E é isso que eu fico falando, cara. Eu acho que a gente tá totalmente desequilibrado pro outro lado, né? Se você tinha que abraçar todo mundo, cara, tu tem que apertar um pouco mais, entendeu? Tu tem que apertar um pouco mais. Não dá para crescer de maneira desenfreada, não é assim.
Eu acho que o o equilíbrio é a melhor forma. É o que eu tava falando, você ter um você fazer um negócio legal, você fazer sua academia trabalhar diferente, entendeu? Que eu falei, não só isso, né, que eu dei exemplo de Kimono, Sul, que antigamente tinha muito isso, palavrão no treino e tal. Eu, o que eu acho muito legal agora também é um programa de aula, você ter um programa de aula para você não chegar lá e passar qualquer, é uma metodologia, você não passar qualquer posição e tal. você seguir um negócio certinho que você vê que isso dá resultado, mas mostrar o jit você ficar ali eh protegendo, não, meu aluno não pode, eu não posso perder esse aluno, ele não pode rolar porque se eu não posso perder esse aluno. Mas, pô, cara, cadê os valores do jiu-jitsu? Entendeu? O cara tá ali. Aí o que que acontece? Você precisa manter esse aluno preso ali na sua academia. Porque se o cara vai em uma outra academia, ele vê o que que é jiu-jitsu mesmo, os caras rolando, mas com respeito, tal, você perdeu, cara. Entendeu? Você perdeu, o cara vai falar: "Ué, man, eu sou faixa azul. Olha o que que o outro azul fez comigo aqui. O cara me fez de, pô, eu não, eu não, eu não, não faço gilito. E você veio acontecer isso. Eu vou, eu vou falar aqui. Já teve na academia do cara falou: "Cara, isso aqui que é jitsu? O cara tá equipe grande." Falei: "Cara, é isso aqui." Isso me lembra uma história, cara, ó como as coisas mudam, né? Que engraçado. Tá falando com o Sol para esse livro novo, n? Eu entrevistei o
Solo, bate um bate-papo com o Solso, né? Aí ele tá falando assim: "Pô, cara, antigamente trava jiu-jitsu para aprender sair na porrada, né? Jo, era o intermediário entre o é pro vale tudo, né? Era o primeiro passo pro vale tudo. A gente pensava assim, a minha geração pensava assim, a ele sou dos que dão treino lá cada academia dele com taparia, né, cara? Tipo clinchar, tapa, botar para baixo, igual uma luta, cara. Um cara com luva de box, o outro tentando botar para baixo para ensinar os caras a clinchar e derrubar. Ele deu um treino desse lá no Equador. Aí veio o aluno dele, fal assim: "Mas professor, isso não é Gil Gitson. Aí que o solo fal, caraca, o negócio mudou porque na na nossa geração isso é que é, entendeu? É, hoje faz uma postagem um vídeo desse das antigas caras dando tapando soc falam que não é jits nunca viu, nunca viu jiu-jitsu da socotapa. Não, cara, os caras não têm. Mas tipo, para acabar com essa banalização, então não seria ideal a federização quando o professor se o professor desce a faixa azul pro cara, o cara tem que fazer um teste com alguém para ver se ele tá apto realmente para receber a faixa azul. Tu acha que isso não resolveria? Então, se você deixar na mão do professor da das equipes, eu acho porque o ganhar dinheiro, cara, eu acho que cabe a liderança do jurício de de tanto de federações quanto de professores,
líderes de equipe, cara, a gente entrar num consenso e criar algo certo, os patamares a serem atingidos, que sejam mais globais. Por exemplo, existia um do tempo da faixa, que eu achei uma medida fantástica, inclusive aquele cara nos Estados Unidos lá que graduaram com 3 anos lá ou esqueci o nome do cara, cara, todo mundo pirando, né, velho? O cara que você faixa preta em três anos nunca fez um, nunca deu um rola, cara. Só rola particular. Cara, mas se vocês removem os o o as barreiras da federação, vocês vão criticando a federação. Cara, é isso que acontece. Vai ter que faixa preta de 12 anos, vai ter cara faixa preta em seis meses, cara faixa online. Tem tem uma federação. Agora esse rigor é bom, nós precisamos de mais rigores. Esse é uma medida. Vamos pensar outras medidas para você não diminuir a qualidade do produto, que é o próximo. A comercialização, ela tem essa característica, cara. O cara para de se preocupar com qualidade, ele se preocupa só com o quê? Com renda.
Tudo bem, entendeu? E essa mentalidade, então a liderança de jita, enquanto a gente não se organizar para encontrar medidas para diminuir essa comercialização desenfreada, cara, vai acontecer com o jiu-jitsu isso acontecer com o caratê, com taô daí prtí como que fariam pessoas com mais velhas, por exemplo, com um cara que começa a treinar 60 anos, tem como tu querer exigir a mesma performance dele de um outro? Mas tem que ter, mas tem que ter uma certa exigência. O cara tem que ter o mínimo de aparecer na academia, por exemplo, entendeu? Tipo assim, tem que assim, a gente pode pensar maneiras de exigir do cara o máximo que ele pode dar para ter valor, porque senão o velhinho, o cara pega um cara de 70 anos, tá? O cara tá treinando, aí tu dá faixa azul pro cara, fácil assim, o cara não teve que sofrer nem um pouco. Aí tu fala assim: "Pô, o cara vai chegar em casa, não mudou a vida dele, a faixa azul não teve símbolo." Agora quando o cara pega a faixa azul, de repente ele toma umas fachada no final do treino lá, ninguém, ninguém morreu por causa de fachada até hoje. Para, bicho, pô. Vai, deixa o cara se passar uma perranguezinha, alguma coisa. O cara sa, cara, a gente faz exame de faixa na academia, a gente faz criança de 4 anos rolar uma hora. 4 anos, 5 anos, rola uma hora sem água. A cada 2 minutos vem um uma uma um parceiro novo, parceira nova. Dois são 30 rolas de 2 minutos sem água, sem descanso. Criança de 4 anos faz. Já vi, já tive mulher de 60 e poucos anos fazendo, gente, não abre mão, cara. Vai
ter que fazer. Agora a galera rola como com eles? Lógico. Vai, ninguém f o joelho na barriga. Lógico. Ninguém idiota. Eu fico olhando também. Eu não rolo, cara. Eu fico olhando para ninguém se machucar. Aí o que acontece cara, você precisa ver quando acabo rola, como é que as velinhas ficam, como é que a criança fica assim, ó. Uma superação. Cara, na cabeça dos caras, mas na cabeça dos caras os caras viraram Nav. Os cara viraram sou espartano, eu tô pronto pra guerra. O cara fica feliz para m que foi difícil. Se você d aqui, ó, tá faixa na tua mão. Tu treinou duas vezes por semana, deu um rola de 5 minutos, nem sei. O cara olha pra faixa, fala assim, ó. Obrigado. Aquele sorrisinho amarelo. Obrigado. Ele joga na tipo, você vai perder esse cara do cara. Não mudou exatamente se não tiver um nível de dificuldade assim. Agora o nível de dificuldade fica a critério de cada professor. E eu acho que isso é um problema, cara. Porque o professor porque o ser humano é muito corrompível. Acho que a liderança tem que estabelecer o quê? Rigores. Em todo lugar tem que ter rigores. O cara tem que chegar aqui, não tem que facilitar. Tem que chegar aqui, ah, mas vai perder 20% do público do jito. Cara, eu acho que é um preço pequeno a se pagar para manter a qualidade do produto a longo prazo.
É, é complicado, não é verdade? É complicado, cara. Porque a característica, meu irmão, a característica é hoje em dia tem hoje em dia tem academia que só vende o comercial. Eu vou te falar uma coisa. É só comercial de dinheiro, velho. Comercial, mas hoje todo todo mundo, Diegão, é, todo mundo tem informação. É o que eu tento falar assim, a informação tá ali, cara. A gente, todo mundo tem celular, todo mundo tem internet, todo mundo começa, consegue ver. Então, assim, o que que vai acontecer? A galera vai começar a procurar, vai, vai muito o que o cara quer. O cara quer ficar ali na zona de conforto dele, não rolar. Vai lá e anota lá na prancheta dele que ele foi, ele vai pegar a faixa, ele vai falar para, ele vai saber qual que é a verdade. Já tem outro que pode começar nesse lugar e falar: "Opa, pera aí, eu quero ir num lugar que eu quero aprender os realmente os reais valores, entendeu?" É igual é igual, por exemplo, tem academias que estão virando praticamente e jiu-jitsu ginástica.
É, cara, é, não tem um texto que o texto a a citação de abertura no meu segundo livro. que é um texto do uma citação do Rousseau que faz uma o rei da França faz uma competição tal que é a melhor redação da França e o Rô ganha inclusive a redação que o lança a fama, ele vence essa competição, tal, ele fica meio famoso na França num período ali e tal e ele faz discurso das artes das ciências. Ele faz uma crítica das artes das das ciências, artes entretenimento, ciência é o que nós chamamos hoje de tecnologia, né? Ele acha assim, tem coisa mais importante na vida. E eu acho que a comercial, fazendo uma crítica a comercializa a corrupção dos das pessoas e dos políticos, nessa fascinação de querer entretenimento e e e treinamento e tecnologia, no caso, assim, assim, a novidade das coisas assim, pô, tem uma coisa que é mais importante que chama virtude e e moral. Aí ele começa, ele contrasta, cara, isso tem tudo a ver o que tá acontecendo com o Jitos. Encontraste a cidade de Sibares. Sibares era Las Vegas da Grécia antiga. Era bacanária, meu irmão, droga, prostituição, jogatina.
Era Las Vegas da Grécia antiga, mas era onde estava o dinheiro. Ele contrasta Sibar com Esparta, que era o oposto, né, que era a cidade, meu irmão. Os caras cresciam para ser soldados. Tudo era disciplina, era uma sociedade extremamente regimentada, tal. Aí no final do texto assim da da dessa dessa passagem, né, ele fala assim: "E deixe esses escritores me dizerem, portanto, quais das duas repúblicas, Sibares ou Esparta, foi derrubada por um punhado de camponeses e qual fez a Ásia tremer?" cara. Nós fizemos a Ásia tremendo no momento. Nós fizemos, a galera da zona sul, zona sul do Rio de Janeiro, fez o mundo das artes marciais tremer na base. Você tá entendendo o que esses caras fizeram? Os caras sentaram na Termópil ali, irmão, somos 300, seguraram o regrada. Foi isso porrada, entendeu? A coisa só mudou quando quando começou com quando Esparta começou a virar siares, entendeu? Então, eh, eu acho que o que esses caras fizeram, a gente não pode esquecer o que foi que fez o Jitus, a arte marcial mais proeminente do mundo, da história, talvez respeitada para Todo mundo quer aprender. Nunca acho que teve um estilo assim que as pessoas quiseram tanto aprender tão rápido.
Em 30 anos a dominou o mundo, cara. E sem e sem ajuda, cara. Uma coisa os caras comparam muito judô, quando a galera do judô não entende, velho. Cara, o judô teve ajuda do governo governamental. Ainda tem, ainda tem na iniciativa privada. O jiu-jitsu Brasil não teve ajuda de ninguém, meu irmão. Foi na raça, foi na unha. Os caras sa na porrada, sabe? Os caras conheceram chamando os caras pra porrada. Foi assim, tá entendendo? Então assim, cara, eu acho um crime você esquecer o que foi que fez o valor, o que foi que fez o jito, a arte que ela mar que ela é hoje, em nome de um projeto que beneficia quem? Uma geração. Porque quando você perder o valor, a próxima geração não vai ter isso. Já perdeu o valor, ninguém vai querer treinar. Você tá com dorada. Não tá acontecendo. Você vê já algum alguma galera da nova geração com um comportamento totalmente diferente do que é. Você fala: "Cara, que que tá acontecendo?" Entendeu? Você vê que é uma que uma tem uma rapaziada que não tem respeito nenhum. Eu lembro assim, a gente sabe nem quem são os fundadores, não. A gente nos campeonatos e e vê o Saulo Ribeiro, você vê o cara como um falava: "Nossa, olha o Saulo, você vai falar com essa nova geração, mas não sabe quem é, cara". E tipo, e se tu fala ainda, fala: "Foda-se".
pergunta assim do, eu falo do roleta. Ô, e o roleta, cara, eu não sei quem é. Como você não sabe, cara? Como que você não sabe o quem é o roleta? O Dela Riva, você não sei, cara. Você faz uma arte que tem uma uma raspagem que tem um nome, você sabe que é o nome de uma pessoa e você não quer saber quem é. Na nossa época não tinha isso, cara. A gente queria saber. Eu ia lá ver luta do roleta, eu conseguia o vídeocassete do o vídeo cassete dos mundiais antigos. Vem do Valid de lutar, Fábio Gurgel e tal. Era isso que a gente ia buscar, cara. Entendeu? E era uma era uma outra forma, era um outro respeito. Você via no entanto que você vê ainda a galera mais velha tem esse respeito pelos caras mais velhos. A molecada de hoje em dia não tem. Eles acham que eles são fodão, mas não, não são vocês, são esses caras que vieram, que fizeram o jit chegar onde tá. Eu continuo sendo grato por esses caras, tá ligado? Tem uma tem uma entrevista do Ryan Hall, a gente conversou sobre isso, né? Que os car garotada que chegou ontem acha que graças a eles, né?
É. É. Aí eles esquecem que eles estão sobre ombros de gigantes. Aí ele falou uma coisa que eu achei engraçado, fal o cara tá no ombro do gigante, ele acha que o gigante é baixinho porque ele tá um pouco mais alto. Tu não tá entendendo, esqueceu que ele tá no ombro do gigante. Contar a história desses caras do Orlando Saraiva, que para mim é um exemplo que eu sempre uso quando essa conversa aparece, porque lá nos Estados Unidos tem uns caras que chegaram ontem e que se desaparecesse sem amanhã não ia fazer a menor diferença, ninguém ia se importar, que dizem que graças a eles que o jito é popular, cara. Não sei se isso é burrice ou megalomania ou desonestidade ou tudo, porque assim, é um caso grave assim de de de falta de percepção, né? Aí o o Orlando Saraiva, ele chega em São Paulo ali me da década de 70, ele organiza campeonatos com 30 e poucos atletas, o primeiro paulista ali que ele fez, tipo, ele arbitrou, organizou, lutou e ficou de coach no mesmo campeonato, 34 atletas, tá? Tinha dinheiro, ele fez por amor a coisa, cara, para fazer a coisa crescer.
Não tem dinheiro com 34 atletas, por favor. Go, prejuízo. Prejuízo. Prejuízo. Isso durante anos ficou assim. O negócio foi crescendo com o tempo. Tá beleza. Aí tu fala das ligas que o Orlando ajudou a criar. Fala os caras que saíram dessas ligas competitivas. Quer a lista, irmão. Buchecha, Leandro Olou, os irmãos Mendes, André Galvão, os irmãos Mia, eu, Michele, Marcelo Garcia, Dêmia, Michelang, Cob. Meu irmão, a lista você, a lista é gigantesca meão. Os caras que sai do interior de São Paulo, a lista é gigantesca. Bruno todos eles. Então o que acontece? Quem que criou o ambiente para esses caras poderem crescer? O Orlando Saraiva foi um deles, não foi o único, mas é uma figura cara que tá no embrião ali da coisa de de fazer o juiz paulista crescer. E esse cara na década de 70 não tinha nada para ganhar, fez de coração. Aí vem os banana que chegaram ontem, onde tem tudo a ganhar, nada a perder. Falam tudo graças a mim. O povo aplaudindo. Cara, eu fico puto com esses caras porque os caras não falam nada. Irmão, vocês são uns frouxos. Você sabe que o cara tá mentindo. Você sabe que esse cara tá o quê? Eles não falam nada. Sabe por quê, Leão? Porque não querem perder a boquinha, não querem, não querem.
esse lógico ficar de boa com o cara. Não quero ter um network com o cara. Eu não posso sacrificar o meu network com o cara, entendeu? Sabe que o cara tá mentindo, sabe que o cara tá prejudicando o jito, sabe que o cara tá, cara, ele tá dando, ele tá cagando para matou duas gerações, três gerações de jitos e todo mundo aplaudindo que não quer perder o network com o cara e não quer se queimar online. Tá tudo preocupado com a com a politicática, com a reputação. É isso que eu falo, o cara é preta. Tatan, mas na vida é um frouxo, entendeu? Isso aí, cara, é uma medida que todo mundo diz tinha que falar, meu irmão, você tem que começar por conhecer sua história para vocês pararem de falar abobrinha. Começa que você falou, cara, tem que, cara, você não sabe quem é roleta, meu irmão. Começa por aí, não sabe quem é João Alberto B, começa por aí, começa entendendo a tua história para depois a gente vai falar onde que a gente tá no presente para depois a gente falando que a gente vai estar no futuro. Mas tu tem que começar lá atrás, cara. O cara não conhece a história mesmo, tu não sabe nem onde tu tá. Ô, o Saulo, uma vez eu tava falando também é com com a molecada tudo preta e aí eu falei, você vai lembrar cabeça que o o Saulo uma vez lutou o ADCC com a parte de cima do Kimono.
Eu lembro, mano. Os Custanik Cuta, se eu não me engano, lutou, cara. Os caras não sabiam disso. Os caras não sabem disso. E tipo assim, cara, isso é uma coisa história, ainda mais essa molecada que luta sem quimono. Você vê que um cara do jiu-jitsu se colocou dessa forma, mano. Ele ficou em terceiro ainda. Como que o cara não sabe Leão, assim, eu acho que difícil você exigir de um jovem que ele se importe com a história, cara, porque de repente naadeiro também não me importar, ele não vê o valor. Mas eu acho que cabe a nós que vemos a importância dessas coisas falarem assim, falamos assim cara, é importante você manter certos valores, você não perder, cara. Não é questão de vaidade, não é nada disso não, cara. É assim, algumas coisas que não podem ser perdidas. E, e, e acho que cabe a liderança, preciso tem ter hierarquia, porque quando o jovem fala assim, eu não entendo, então não é importante a liderança vem, é importante, nós estamos porque quem manda, que quem dá ordem, quem dá ruma ao esporte é a liderança. O problema da internet é que ela dissolve toda a hierarquia.
Na hierarquia, o voto do Branca tem o mesmo peso do voto do Flávio Bering. É o mesmo peso, cara. Não tem diferença. Então, não existe mais hierarquia de opinião. É um problema, cara. Então o que acontece é é o o assim a a a hierarquização de valores já não existe. Quem os valores são criados pelo telefone, entendeu? Que não é medida de nada. Então fica um ambiente caótico. É o que a gente tá vivendo. A gente tá vivendo um mundo de caos, cara. É o caos que reina. Não tem ordem, não tem hierarquia, não tem hierarquia de valores, né? deade. O Branca, teve um Branca que discordou de mim outro dia na academia, mostrei a posição, pô, acho legal, mas eu gosto de fazer desse jeito. Eu falei: "Meu mano, eu nem fiquei bravo." Eu falei: "Meu mão, o mundo pirou, cara". Não é? É, o mundo pirou. Tem uma faixa azul, tinha um faixa, tinha uma faixa azul mina que tinha criado um logo outro dia um faixa cinza meu, uma faixa azul criou logo. Mas uma menina faixa azul criou um logo, cara. Não tinha uma faixa cinza meio que já tinha o logo dele quando ele fosse já. Tipo, ele não usa porque ele tem, mas ele já criou o logo. Ele já tem, é, ele já tem o logo dele, tá ligado?
Eu nem falo mais nada, mano. Esse mundo pirou, né? Mas o que que tu acha agora, mudando um pouquinho o assunto, o que que tu acha dessas crianças de alta performance? Como que elas estão vivendo assim sobre cara? O problema das crianças são as crianças, são os pais, né? Pais 100% os pais que não, pô, não entend para entender esse sujeito. Saudável, cara, até certo ponto. Sim, eu não sou contra a criança treinar, pô. A criança quer tá com vontade. Primeira coisa é eu acho, eu acho bom para a criança treinar duro assim, pô, tem pai que pega pesado a criança também, tem que deixar ela ser criança também. Então, equilibra essas coisas, até porque autoperformance não vem na infância, pô. Autoperformance vem na vida adulta, entendeu? Entre os 18 e os 30 ali. É auterformance. Depois disso aí, entendeu? Tem uns pais que já vê o filho como cofrinho, o porquinho ali. Mas mas o problema, cara, um que o pai não entende de luta, o pai que não treina, na minha opinião, não tinha que dar palpite, não. Nunca treinou. Então, meu irmão, não abre a boca. Porque o cara, e pode ver, cara, o pai que dá problema é sempre o pai que não treina.
Os pais que treinam, já treinaram, os car os pais mais tranquilos. É fácil de lidar com o cara porque o cara acha que sabe mais que você. Eu tenho um problema nos Estados Unidos lá que o cara acha que o filho ou filha dele é o centro do universo. Ele não entende por que você não vê o filho dele como ele vê. Porque para ele a criança dele é a criança mais especial do mundo. Mas você como coach, tu tem 30 no tatam. Eu tenho que me dividir igualmente. Eles pagam necessariamente na cabeça desses cara. Mas a minha filha é especial. Como que você, como que você não consegue ver que a minha filha é especial? Você não tá dando atenção para minha filha. Eles querem atenção especial. Então, se a menina tiver um treino fraco, ele fica puto. Ele não vê, ela quer que a filha dele vá com os caras mais pesado, maduro. Só que o cara maduro não quer danar a filha dele, é o mesmo problema, entendeu? Então assim, quando você tá fazendo e eh eh parcerias no treino, tu tem que ser democrático, tu tem que tentar. E tem gente que não entende isso, acha que quer discutir eh qual campeonato a filha dele vai com eu deixo qual competir o que quiser, mas eu não vou estar em todos os campeonatos.
Já falei, eu não vou ficar todo final de semana de con os caras não me paga para fazer isso, cara. Então eu escolho tipo cinco. Exatamente. Final de semana são meus. Eu não dou mais final de semana para ninguém, não sei que eu queira, entendeu? Tem uns cinco, seis campeonatos por ano aí que eu fico de coach. O resto, irmão, não vou. Se quiser ir pode ir, mas vai ficar você no código. Imagina todo final de semana você ficar indo em campeonato longe da sua família. que acontece muito, caras, eu vou te falar outro qual o problema. Os caras não aceitam filho e a filha perderem. Eu falei, criança tem que perder para cara. Criança tem que, para cada uma que ela ganha, tem que perder uma ou duas. É melhor que perca mais agora, porque quando ela perde, ela aprende, cara. É, cara. Ela aprende muito mais. A hora de formação é agora. A criança não tem que ficar ganhando muito não. Inclusive, se tiver uma criança, d um toque pros pais aí, cara. tiver um filho muito duro, um moleque que tá ganhando muito, muda de categoria, põe com os mais pesados, com os mais graduados, muda de faixa, não deixa ganhar. Faz mal ficar ganhando muito na infância, cara. Deixa perder. Vitória é pra carreira quando for adulto, não é? Então, as lições têm que ser aonde? Porque se ele não pede agora, meu irmão, sabe o que vai acontecer? Ele vai perder na vida adulta. Aí já estraga a carreira do car.
Pô, eu tenho certeza, cara. Se você cavocar a carreira do cabibe no Sambô, no judô, no wrestling, perdeu várias vezes. Eu tenho certeza, cara. Pô, não tem como, cara. O cara tem que, o cara tem que aprender, entendeu? Sim. E eu acho que os caras começa erro mesmo, cara. O cara não quer que o filho perca, meu irmão. Tá errado, cara. Mas se as minhas filhas eu colocava com os meninos, cara, coitadas, nem querem mais competir e tanto que perderam. E a maioria das histórias que tu ouve de dos grandes atletas que chegaram ao topo do quanto tu também falou várias vezes aí no final de semana, pô, nas faixa colorida perdi para Foi difícil, bochecha. Eu eu tive eu presenciei o Robert acho que desde a cara eu também. Pergunta pro Robert, eu perdi, cara. Eu eu falei, eu não sei quem perguntou, falou: "Manda uma frase, eu acho que assim, cara, você nunca desistir no jitsu". É por isso que a gente tá falando de tudo isso, de deixar as coisas mais fas. Acho que foi uma das maiores lições de vida que eu tive. E assim, eu, cara, eu não eh eu não fui um cara talentoso, nada. Eu fui um cara que treinei pra caramba. Eu saía da escola e ia direto pra academia. Eu aprendi com esses caras. Eu lembro do Robert, tipo, falar muito de treino, que precisava de treino pesado, dessas coisas pesado.
Então assim, eh, cara, a gente perdia, mas na segunda-feira tava na academia correndo atrás de segunda o cara tirava um dia de folga, meu amor. Descansava no domingo, segunda, quando lutava no domingo, entendeu? E e às vezes de época academia na segunda, cara, você não tando machucado, tá na academia. Foram poucos caras que começaram a a carreira com sempre com vitórias, entendeu? Até foi um dia que me despertou lá, cara, que eu pum, ganhei um campeonato e aí eu entrei numa sequência, mas muito muito muito boa. E eu vi isso com muitos caras, cara, muitos campeões. Às vezes tinha um cara que o o cara tinha um cara que o cara sempre perdia e tal. E eu acho que é isso que vai mudando. Eu passo isso paraos meus atletas às vezes pro cara, galera, assim é difícil, cara. Não é fácil. Até isso a internet os caras vê o Mica Galvão, Mica Galvão ganhar tudo. A molecada acha que eles têm que ser o Mica Galvão, essa molecadinha eles têm o Mica Galvão ali como exemplo e tal. E cara, é como referência são um e quantos?
Mas assim, eu eu acho bom ter referências altas, entendeu? Isso não é o o o problema que um que o o pai dificulta muito a vida do professor quando ele não ele não ele ele fica dando, ele não deixa o professor trabalhar, ele não entende de luta. Eu você pode ter a referência alta, mas você não achar que a vida no jit aqui. O cara tem que entender que ele não tem, não tem caminho curto, cara. O pai tem que aprender a acalmar e deixa a criança ser feliz no tatamb. Se você ficar pressionando muito, ficar muito em cima, cara, criança espana. Cansei de ver isso, moleque fenômeno. 8 9 10 11 12 13 anos no 14, 15, ele já não quer mais treinar. Cansou? O cara não ele tá com o saco cheio do pai dele, cara. É o pai dele que tá incomodando ele, a mãe dele. Os caras fica em cima, cara. Nos Estados Unidos tem a expressão pai helicóptero. Sabe que é o pai helicóptero? Ele fica rondando em cima assim da criança o tempo todo. Esses pais são mais atrapalham do que ajudam, entendeu? E os caras não sabem de ser pai. Tem que deixar a criança mesmo, cara. Deixa a criança no tatam e vai embora, meu. Vai tomar um café. Não ficar assistindo o trio. Deixa a criança lá treinar. Esquece. Deixa o professor ensinar, entendeu? E e aí vai. Se o moleque for ser campeão, meu irmão, ele não precisa de você em cima dele, não.
Mas esse moleque começar a despontar assim, como tem alguns que despontam, não perde, então tudo bem. Mas mas tu acha que deve deve e ter esse negócio de preparação, um treino três vezes por dia? Tu acha que não? Eu acho pegar pesado. Eu acho errado você querer transformar criança em crianças de auto perform que não tá ganhando nada, né? Não é carreira, né? Só gasto. É, mas tem um custo que já ganham hoje em dia. Ah, quantos? Três, quatro, tipo. E não, não ganha. Cara, eu acho errado você querer exigir alta performance de uma criança. Agora, por exemplo, nas Olimpíadas é diferente. Ginástica, olimpíadas começa muito cedo. Por quê? Porque é quando a o pico da performance é na adolescência. É na adolesc. eu não sou da ginástica porque eu não conheço no Gilgits. O pico não é 13, 14. A gente sabe disso. É, vai ser 18, né? Não, o pico para mim tá entre os 18 e os 30. Entre 18 tem 17. Tá muito novo. 21 aos 26 é o pron. Tá, então vamos chegar em cima 21 a 26. Beleza. Então que tem que começar, eu acho que ela pode estar com começar com quatro, mas começar a acelerar mesmo, cara. 13 14 porque quando ela tá pronta para aprender mesmo de se ela vai querer mesmo, hein?
Se ela quer exatamente com 13 14 porque ela tá lá, porque ela quer, tá com vontade. É diferente. Aí tu vai acelerar dos 14 até os 20, ela vai est, meu irmão, voando baixo. Vai, pode, pode matar, pode acelerar. acelera com 20 anos o moleque tá com vontade, tá explodindo, tá no pico. Agora os próximos 6, 7, 8 anos, meu irmão, é só correr para abraço. Vão ser 6, 7, 8 anos de vitórias, entendeu? Mas se tiver saúde, vai 30 e poucos, entendeu? Mas assim, ali tu pode, porque ali tá no pico, você tem que você tem dar o time da coisa. Que nem eu falei, Mayer, cara, esses caras não chegam num recorde de 50, porque o pai é idiota, cara. O pai é inteligente. Meu irmão, tem uma maneira de fazer isso. O cara, o cara segura, ele segura quando ele dá o time do pico do cara, entendeu? Quando o cara tá pronto para agora, tu tá vai est no seu na tua ápice de performance. Agora tu acelera. Agora tu acelera aqui com 8 anos de idade, cara. Para quê? Tá chegando aonde com 8 anos? Fora que o juiz desgaste também físal, velho. Mental não é só física, mental. O cara cansa, pode gostar o quanto for. O cara chega uma hora que o cara tá com saco cheio de treinar, cara. Isso acontece com todo mundo, sensação.
Cara, eu tive uma época, eu comecei com 12 para 13. Eu eu me entreguei tanto uma época que depois eu quis desacelerar, cara. Teve uma época que eu quis, tipo, eu tava cansado, a gente competia todo final de semana, mano, e tal. E na nossa época não tinha ainda isso de não tinha esse reconhecimento que a molecada tem. Era você ia porque você ia, você era conhecido nos campeonatos ali, entendeu? Não tinha esse esse feedback de Instagram, essas coisas que a molecada tem, moleque seguindo, pô, moleque de 8, 9 anos, famoso. Era assim, você vinha no campeonato, falava: "Puta, esse moleque vai ser duro, esse moleque vai ser duro." Moleque não tem. Você vê os moleques com peso para ir lutar, porque o moleque tem 20.000 seguidores. Então o moleque vai com peso. Eu não tinha isso, ia só os amigos no na competição. Às vezes os pais iam, mas a maioria era os amigos não tinha esse peso, até porque você via a galera perdendo ali ao seu lado, então você não tinha esse tipo, ah, eu não posso perder por causa dos meus falos, dos meus seguidores, mano. Você é louco, cara.
Não, o cara que pensa assim já não tem futuro. O cara tá, a gente tá falando o que da arte lá dentro que o artista o quê? Ele tá tá preocupado com o quê? Com a arte. Com ele mesmo, com a arte dele, não com o que os outros vão pensar. Já estragou. Não é mais tua arte. A arte é dos outros. O cara que tá competindo, pensando no que os outros estão pensando, já tá no caminho errado, que ele para de se corrir. Ele, cara, ele para de internalizar tudo acontecendo na vida dele e falar, eu preciso melhorar X, Y, Z. Ele começa a pensar no quê? A energia de acabou. O cara que tá pensando assim já não tem nada pior do que isso. Você viver para agradar o outro. Tem muitas crianças que eu vejo que estão nos digits hoje que elas estão entrando pro jama. É, mas é isso cara. Cara, a motivação errada. Mas lógico, mas a motivação é errada. Mas essa motivação, ela tem um fôlego curto, é curto, é, é curto. O cara vai cansar porque quando ele não conseguir tudo que ele quer rápido, ele vai ver outra oportunidade de ser mais famoso em outro lugar, porque amanhã moda essa aqui.
Aí ele muda, cara. Por quê? Porque eu vou ficar mais famoso aqui. Porque o que ele tá pensando não é o amor à arte que o guia, que o move. É o quê? é o potencial da fama da glória. Então esse cara ele vai trocar, ele muda de arte assim, ó. Isso mesmo. Faz porque ele tá com a motivação errada, entendeu? Então quando eu vejo o cara muito e eh narcisista assim, tá muito poderoso, né, nas palavras do cara, senão fal esse cara não tem futuro, cara. Tu vê que o cara não vai, ele é burro, talentoso, treina direitinho, mas o cara não vai longe. Por quê? Ele pensa errado. Os caras que vão longe, lógico, o cara tem que gostar da arte acima de tudo, entendeu? Ele tem gostado do que ele faz em cima de tudo. O resto é consequência. Dinheiro, fama, glória, tudo isso é consequência. Legal, cara. Eu não sou contra essas coisas. Eu também, pô. Mudou minha vida, cara. O DCC mudou minha vida. O campeonato mundial mudou minha vida. Essas coisas mudaram minha vida. Então eu não sou ingrato, não sou idiota. Eu tenho perspectiva para reconhecer que essas coisas são sim importantes na vida do atleta. Mas quando eu tinha 16 anos, cara, eu pegava minha bike na chuva para ir até quatro tempos treinar. Cara, eu era branco, era um moleque para treinar, tomar massa dos caras que eu não sabia nenhuma.
Você acha que me motivava era fama, velho? Pô, não existia, velho. Puto, não tinha como você ganhar dinheiro, não tinha perspectiva nenhuma se ganhar dinheiro com essa merda, cara. Eu ia porque gostava o jacaré, os caras nessa época, os caras saíam dali e ninguém sabia quem era. Hoje em dia a visibilidade é diferente, mas cara, era assim, ó, que mistura. Eu tinha o cara da categoria, pelo menos alguns, sim, eu queria ganhar daquele cara, era o era o fulano, falava: "Mano, eu preciso ganhar do fulano, tem que ser, ele era o melhor da nós íamos para isso, para você provar que seu jiu-jitsu tava muito bom, entendeu? Isso era sempre foi uma, nunca foi fama, nunca foi dinheiro, tipo os caras ganhavam bicicleta. Eu lembro do Robert, acho que ganhou uma bicicleta uma vez no absoluto, lembra disso no Orlando Sarai? Pô, mas tipo uma cale. Ganhou uma caló e foi maior comemoração. Ele tinha, colocou lá em cima e tal. marrom roxo e uma calói velho o meu. O dia que eu fiquei mais feliz foi o dia que eu ganhei um regional lá veio o Vicente da Rupestre, lembra? Tem quimono para o mundial? Eu falei: "Não, me deu um quimono a dois três, não sei o que que foi." Foi um quimono, cara. era patrocinado agora que feliz para Não tinha perspectiva. Então assim, quem tava ali porque queria mesmo.
Hoje misturou tudo, né? Então não tá. Mas eu vou te falar, quem conhece conhece. Eu eu cara, eu bato o olho no, eu converso com o cara 5 minutos. Eu fiz isso para um aluno meu outro dia, cara, ele ficou de cara comigo, mas eu chamei ele na na xincha aqui. Eu falei assim: "Cara, se você pudesse ser campeão do ADCC, mas você não ia ganhar nenhuma, ninguém ia te conhecer, tu ia morrer em obscuridade, mas campeão da DCC, ou tu não vai ganhar nenhuma, mas vai ser rico para vai ter bilhões na tua conta, qual que tu prefere?" Ele: "Pô, prefiro ser rico." Eu falei, "Imão, tu nunca vai ser campeão". Falei assim na lata. Ele ficou assim para mim. Tu não, enquanto você não mudar como tu pensa, tu nunca vai se Porque enquanto uma coisa não for mais importante que a outra para você, você jamais vai ser campeão de nenhuma. Quando você entender que é só o que importa isso aqui e o resto é consequência, tu não vai ser campeão. E os caras ficam olhando para mim como se eu fosse o louco. Meu irmão, cara, o que eu tô falando, cara. Esquece com a de Instagram, esquece tudo isso. Foca no treino, meu irmão. Foca na missão. O resto é consequência. Agora olha esse exemplo. Eu não vou falar quem é, mas esse cara era faixa marrom. Hoje ele é várias vezes campeão mundial na faixa preta, cara. E uma lenda. E eu vou te falar essa história. Não, a é verdade. A gente foi lutar um campeonato, você foi
no de Salvador na Copa do Mundo de Salvador? tava lá. Então, a gente foi lutar esse campeonato lá em Salvador, era do Luizinho lá da outra federação. Aí, cara, esse cara tinha perdido, eu acho, tinha ficado em terceiro, alguma coisa assim, ou era faixa roxa. A gente tava saindo do ginásio, acho que você vai lembrar, Robert, a gente tinha que atravessar uma pontezinha e corria um riozinho, mas aqueles rio rio de bosta. Cara, lembra, eu lembro, eu lembro de uma conversa l, passava um rio de bosta e aí eu peguei e fal rio de bosta mesmo, cara, tipo de água de esgoto. Aí eu virei para ele e falei assim, a gente tava muito, eu tinha perdido também a semifinal, então a gente tava meio mexido, né, cara? Era, pô, era o mundial, tava pensando ali no que tinha acontecido no campeonato. Eu virei para ele e falei assim: "Cara, deixa eu te falar uma coisa. Se falasse que para você ser campeão mundial, você tinha que pular nesse riozinho aí de merda, você pularia?" Ele não pensou nem um segundo para responder que pularia.
Falando de um riozinho de bosta, cara. Você entendeu? É assim, já é o oposto daquilo que você tava falando. Você tá entendendo, velho? Eu vou te falar que esse cara, eu lembro disso sempre eu, eu eu sempre eu já encontrei com ele. A gente não tem muito contato, mas eu já encontrei, já falei isso com ele. E é exatamente o oposto do que você falou. A gente tá falando de dinheiro, de que é o glamor e essas coisas e você pular num rio de bosta, entendeu? Pô, não pensa duas vezes, cara. E eu tô falando numa época que é quantos quilômetros eu tenho que nadar? Me conta. E ele não tava falando isso por fama, porque eu tô falando de uma época isso em 2000, acho que 2003, 2004, cara, era quem comprava Grace Magazine. Ali sua fama durasse durava um mês. Um mês. É, porque se você perdesse outro campeonato você já não tava na revista. Então, então, cara, é uma coisa assim, é diferente. Eu lembro como era pra gente estar lutando ali. Eu acho uma pena. É, é isso que eu tento passar. Eu, eu criei uma, eu falo agora, eu tô, tô falando isso, eu criei uma metodologia que na minha academia tem o True Brasilian jitsu, que o que eu quero passar é o o verdadeiro jiu-jitsu pra galera, tá ligado? É isso, é essa essência, tipo, é cara, é isso, é é essa a arma que o jiu-jitsu que que é o jitsu, entendeu? Jits é para para isso, para
formar ser humanos, cara. Não fotinha de Instagram. É muita coisa. Olha a gente aqui 25 anos depois. Tu acabou de escrever a minha briga. Os meus livros são todos sobre isso. É, cara, na real, se você ler com atenção, é sobre, não é sobre isso, é muito mais muito, cara. A história é o é o cosmético, cara. É sobre isso aqui que você tá falando, entendeu? O que que o que que o que que existe de o que que deveria ser aprendido? O que que o que que deve ser qual a função, né, desse esforço todo? É, aí agora embranjangando tudo, eu acho que no no fundo todas as partes são importantes. Por isso que eu sempre falo do equilíbrio. Eu acho que uma necessita da outra, o comercial vai. Mas lembrando quem tá no volante, quem tá no volante, quem é passageiro. Mas isso é importante. Mas Robert, eu acho que a gente se se exclui uma parte, outra vai fazer falta. Você consegir controlar posso esquecer quem tá no volante. Quem tá, quem tá no volante é o professor, pô. E vai lá na academia dele que ele vai ter que ensinar o que?
Mas você vê campeões aí, cara, de você vê líderes de grandes equipes. É assim, o cara só fala de dinheiro. O cara, tipo, eu falo que o que aconteceu, o que tá acontecendo é a prostituição, cara. É muito, o cara só não que se por dinheiro, que ah, se fazer o Pix, ah, que se não sei o quê. E cara, não é isso. Eu vou falar para você que assim, você consegue ganhar dinheiro sem fazer essa prostituição. O que o que a gente tá falando vai cair na mesma coisa se você fazer o fizer o equilíbrio. Claro que antes era uma zona, era o cara chegando atrasado. Eu concordo que isso não pode vir acontecer. Um pagava, o outro não pagava. Era palavrão. O faixa marrom amassando a cabeça do faixa branca, entendeu? Aí o branca não voltava. Pô, eu concordo que isso não pode mais acontecer, cara. Eu gostava, é Mas tipo, é, aí ficava muito só os loucos e às vezes os loucos também.
Não pago ainda. É. E oitos não pagam. É com equilíbrio. O jiu-jitsu é para todos. É o que a gente falou. Com equilíbrio é para todos. Você fazer uma educação dentro do tatame também. É isso que é ser um líder. Você perguntou na outra entrevista eh o ser chamado de mestre, que a galera seja, cara, eu vou te falar que você passar valores. O jit é verdadeiros valores, cara. Entendeu? É tipo, é o respeito. É, é você respeitar, é você ver um cara que ganha milhões também. Respeitar um cara que mora no tatã, que dorme no tatã. Se você, se você pegar os cara mais eles são assim,
