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Quando ele chegou, não existia jiu-jitsu no Paraná
No vídeo de hoje, trazemos uma entrevista exclusiva com o Mestre Gurgel, um dos pioneiros do Jiu-Jitsu no Paraná e fundador da Federação Paranaense de Jiu-Jitsu (FPJJ). Ele relembra a criação da federação, os desafios iniciais e as primeiras competições de Jiu-Jitsu no estado, que ajudaram a estruturar e fortalecer o esporte na região.
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Tô aqui com o mestre Grel, fundador da Federação Paranaense de Gitsu. Mestre, há quanto tempo já foi fundada a federação? Como foram os primeiros campeonatos para hoje a gente chegar num campeonato mais de 3.000 atletas, tendo que dividir em dois dias? Eu queria que nós falasse um pouquinho do do início lá da federação, como foi implantar isso, como foi chegar no nível que tá agora. Então, há muitos anos atrás, quando o jits tava engateando, porque quando eu cheguei aqui o jits não existia. E aí eu comecei a ensinar o Gilgit de maneira e que o Jilgit está crescendo no Brasil e no mundo por conta também do do espetáculo do UFC que o Jit se provava uma luta muito mais efetiva, porque antigamente eram lutas contra lutas, um GP e isso foi dando credibilidade e foco pro jitos. Nesse meio tempo, eu comecei a fazer os alunos treinarem jits e outras artes marciais se interessarem também.
por conhecerem essa luta tão diferenciada por também ser muito eficaz no chão. E isso o que aconteceu, o mestre Carlos Grace Carlind, ele tava no Rio de Janeiro naquela época já fundando a confederação brasileira. Não existia a Internacional ainda não existia. Não existia, era só a Confederação Brasileira. E o Carlinho, só um pouquinho antes, é que ano que foi fundada a Federação Paranaense? Eu acho que foi 96, 96 ou 98. Tô com essa dúvida. Tá. Final visão de 90 falando. Entendi. Então aí ele tava aí. Aí o o professor Carlinho pediu pro mestre de que era lá da COA, vi pro Paraná, especificamente aqui para Curitiba para montar uma federação do estado, tá? E me convidar para ser vice-presidente e ele seria o presidente, tá? E nós estaríamos eh alinhados com a confederação do carrinho lá no Rio de Janeiro.
Paraná, uma federação que apoiaria essa confederação. Nesse meio tempo, eu tava trabalhando no Banco do Brasil aquela época e eu era a pessoa mais indicada para o primeiro professor de jits aqui no Paraná. Mas isso aqui isso aconteceu depois de quanto tempo mestre já tava aqui dando aula. Eu acho que eu tava ali já uns 3 anos. Três anos já, 3, 4 anos, homens. Eu não tenho na minha memória, eu posso buscar esses dados. Mas aí o Júlio, ele só quis que que a gente abrisse a papelada, um cartório e tal, e foi essa federação, ficou na água morna. Alguns anos depois o Carlinho Grace, mas Carlinho, mandou o sonequinha da Grace Barra para cá. Abriu uma Grace Barra. que já pegou a antiga Hill Glaz que funcionava ali na ONG antigamente aqui no na B capital ali, né?
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Mas isso só para esclarecer, quando ele veio para cá, o mestre já estava aqui. Quem? Sim, eles me vieram me convidar para ser o vice-presidente. Ah, tá, entendi. E aí eu tinha o meu trabalho e eu tava dando aula, aquilo esfriou. E aí, como ele viu que tava mal parado, ele mandou alguns anos depois, uns dois, tr anos, que viesse o Sonequinha. E o Sonequinha veio, eu fui até pegar ele no aeroporto, falou: "Mestre, vamos fazer a federação da da frente, vamos fazer isso, fazer aquilo". E o Squinha ficou aqui dois anos e a gente foi fazendo as coisas acontecerem. Fiz um campeonato na PUC, o primeiro Open em Curitiba. Eu que fiz no não era o open da CBJ. Eu inventei esse open porque o Hill Grace ia trazer gente do Rio de Janeiro. Vinha o Tonito Bambu lá de Santa Catraquarina, o Walter Max e o o o o Mario Read de de Rio do Sul, o Genário, Sterren. Então cada um via porque não existia campeonato aquela época nem no Brasil não existia direito. tá começando a fazer lá no e nós aqui no sul tínhamos que ir nos unir e a gente fez uma, eu ia pro Rio Grande do Sul, para Santa
Catarina, eles viam para cá e as coisas foram assim, tinham muitos, muito poucos participantes pra gente montar um campeonato grande. Então eram coisas locais assim, uma área, duas áreas, eram coisas. O primeiro campeonato foi aonde, mestre? O primeiro campeonato, o primeiro, digamos assim, vamos falar da Federação Paranaense, o primeiro campeonato da Federação Paranaense chancelado pela Federação. A Federação, quando o Sonequinha tava já aqui, nós começamos a fazer os campeonatos lá no clube curitibano. E o mestre, se recorda desse primeiro campeonato? Me lembro, eu me lembro desse campeonato. Teve no Curitibano, teve na PUC e o primeiro campeonato, quantos atletas conseguiram colocar assim? Só pra gente ter uma Era, você ter uma ideia, eram três áreas. três áreas de luta, só três horas de luta. Então eram cento e poucos, 200 atletas ou uma uma coisa assim. E isso depois e a gente foi nessa água morna há um tempo, sabe? E eu por conta da minha vida particular e dos meus negócios, eu acabei ficando porque aí o Sanequinha também foi embora. Aí o Renatinho Sampaio assumiu essa presidência também. Eu também com ele fizemos no Curitibano, fizemos os campeonatos. Ele foi embora para trabalhar na TT lá em Miami e eu acabei assumindo de vice-presidente a
presidência interina e nela eu fiquei durante anos, anos e anos fazendo uns campeonatos assim, três, quatro eh quatro áreas. E aí daqui a pouco, quando eu resolvi de fato investir com força de tecnologia e tudo mais, foi a a coisa de 10 anos para cá. É porque a gente mudou um pouco essa coisa de de deixar muita bagunça, de teve que que fazer a coisa se profissionalizar. E de 5 anos para cá, é, antes um pouco da academia, antes um pouco da pandemia, a gente já vinha numa crescente, já fazendo campeonato com seis áreas. A gente tem como como referência uma área para 100 150 atletas aí para trabalhar direito, né? E aí a gente querendo crescer, aí veio a a martelada da da pandemia. Aí dois anos dando aquele break e depois no ano subsequente ali a gente começou a refazer engatinhar de novo. E isso foi a gente fazendo começa tudo praticamente do começo de aí 300 e poucos atletas, 400 e poucos cada etapa foi
aumentando. a gente fazendo reuniões semanais, isso é muito importante frisar, porque a gente tem que se reunir, tem que fazer brainstorm de ideias, tem que fazer ter e isso buscando nova tecnologia, buscando novo, novos insumos para em termos de área, de tatitos e tudo mais. E o que que a gente fez? A gente começou a crescer e os estádios que a gente os ginásios que a gente estava ocupando começaram a ficar pequenos. E o grande bu foi quando a gente conseguiu data aqui pro ginásio do Taruman, foi a no final de 2023 nós começamos a fazer aqui. Aí de 800 atletas a gente começou a fazer 1000 e a gente começou a a limitar as inscrições já desde o ano passado. É porque a gente tinha prazo para terminar.
tava aqui. Tava aqui, é, começa às 8 da manhã, nosso, o prazo fatal é 8 da noite e olhe lá. Então, a gente veio nessa, nessa crescente e agora, como você falou, a gente conseguiu duas datas, né? Então, a partir do ano que vem, todas as datas, nós temos cinco datas agendadas aqui pro nosso circuito e como nós temos uma alimentação de espaço, nós temos até 16 áreas possíveis de colocar, diminuindo um pouco a área. E aí vamos esperar a demanda do ano que vem. Estamos trabalhando aí com 1500 atletas, podendo ser 2000 de acordo com o que vier. Isso é um presente que eu recebo como presidente do fruto que a gente já vem colhendo hoje, que já plantou a árvore lá atrás, enquanto a gente fazia com três, quatro áreas ali pensando que o negócio ia crescer. E hoje a gente tem tatames de primeira linha, reinvestindo o dinheiro que entra, eh, que sobra em projetos sociais, nos tatames, no pagamento de todo esto. A gente trabalha com praticamente 200 pessoas aqui ajudando a a essa coisa virar sozinho.
Quer dizer, sozinha não, dessa maneira, porque sozinho eu não trabalho, ninguém trabalha. uma colmeia em que todas as abelhas trabalham em prol de um todo, que é o sucesso do evento. Ô, mestre, agora me diz uma coisa, eh, como o mestre se sente vê que isso aqui é uma empresa, um evento, começou lá com três áreas e agora a gente tá aqui com 12 áreas, tudo táameio olímpico, mais de 10.000 pessoas passaram ontem e hoje no ginásio. Qual que é o sentimento que o mestre tem em relação a isso? sentimento é um sentimento não só de gratidão, como eu já falei, mas é assim de sentir que é o dever cumprido que a gente trabalhou, a gente planejou muito, a gente faz reuniões todas as terças-feiras, tenha campeonato próximo ou não, toda terça-feira a gente se reúne, a gente manda diretor para fora para saber o que que tá acontecendo de melhor nos Estados Unidos, na Europa.
O que que tem de sistema melhor? Não, sistema dos melhores do planeta. Isso posso te afirmar. A gente já não trabalha com papel desde o ano passado. A gente tem um sistema muito avançado. Isso porque a gente tá pensando num atleta que, como você falou, que é uma empresa. O nosso atleta é o nosso cliente. O professor é o nosso cliente. Ele volta porque ele tá se sentindo acolhido. Ele volta porque ele tá se sentindo eh eh me faltou a palavra agora, mas respeitado ele. a gente faz um cronograma que a gente cumpre na pinta, ele sabe que ele vai lutar naquela área, naquele horário e pronto. Não, eu eu eu inclusive passei, conversei com várias pessoas que estão aqui no ginásio, tanto ontem como hoje, com um professor, com um atleta, visitei outras academias, eh, tudo que as pessoas só falam, até agora não teve ninguém que eu ouvi falando mal ou reclamando de alguma coisa. Claro que erros sempre acontecem, mas a o a opinião do público é majoritária, apoiando e agradecendo e parabenizando pelo evento que estão acontecendo aqui.
Como como sou presidente, eu sou uma pessoa muito conhecida, evidentemente, mas quando eu faço tu pelas arquibancadas e pelo e pelo até dentro aqui da área, eu encontro elogios um atrás do outro. Então, quer dizer, o povo tá sendo verdadeiro, porque quando você geralmente recebe um um serviço, OK? Você às vezes nem elogia, você volta, mas você também quando você é mal atendido, você replica isso, porque você tá chateado, você não volta, você não compra mais, você fala mal pros outros, mas elogiar, você tem que estar muito acima. O teu sarrafo tem que estar muito alto para poder receber tantos e tantos elogios desde ontem. O ano inteiro. O ano inteiro. É, eu sempre falo, eu sempre falo que desde a primeira vez que eu vim aqui, eu já vi qual que era a diferença. E eu falei: "A diferença é o mestre". Uma das grandes diferenças que tem lá é o mestre Gorgiel. Porque o mestre Gorgel, as pessoas estão lá na cerca, ele tá atendendo todo mundo ali na cerca. pode aparecer 50 durante o dia lá que ele vai atender todo mundo, vai conversar todo mundo com educação e sempre atendendo as pessoas e respondendo as pessoas. Então eu também
queria parabenizar o mestre pelo pelo pelo obrigado pela grande organização, não só o mestre, mas toda a equipe e parabéns mesmo. E obrigado tem muito mais sucesso essa coisa de de de eu me sentir muito bem em ser líder de uma equipe de jits, evidentemente, mas eu tenho um um papel que permeia entre todos os líderes de equipe. Todo mundo sem exceção, me recebe super bem. Eu tenho um acolhimento. Isso é trabalho do de uma empatia que a gente criou ao longo dess desses anos todos. Não tem essa coisa. Ninguém é melhor do que ninguém. Eu trato a pessoa que limpa o meu tatame, que varre esse chão como o dono de qualquer academia, como o presidente de qualquer outra federação. Todo mundo é ser humano. Isso aqui não é uma coisa de discurso vazio. Isso é a maneira que eu vejo. Deus fez todo mundo igual, todos iguais. E nós somos perante a Deus iguais. É isso aí, sem erro. Tá certo.
Então, mestre, parabéns e obrigado de novo por confiar no meu trabalho, por estar aqui quase dois anos já trabalhando junto aí. Você, você é planta na casa, você faz parte disso tudo. Estamos junto. Valeu então.
