12:52Não existe defesa: o método do 11x campeão mundial (Braga Neto)Canal · Treinos e seminários completos
Pense como um campeão: o jiu-jitsu do Braga Neto (seminário completo)
Seminário do Antônio Braga Neto, 11 vezes campeão mundial de jiu-jitsu e ex-atleta do UFC, na academia Boss. "Não quero que vocês façam como eu faço. Quero que pensem como eu penso." A diferença entre o jiu-jitsu japonês e o brasileiro, a passagem de guarda como uma conversa, controle sem força, a montada, a espalhada e por que não existe nada 100% certo no jiu-jitsu.
Curso do Braga NetoA Base do Campeão: o método completo do 11x campeão mundial.Capítulos
Mais em Treinos e seminários completos
Ver no canal
12:52Não existe defesa: o método do 11x campeão mundial (Braga Neto)
8:06Não suba, desça: treino completo com o Braga Neto (11x campeão mundial)
3:03Controle de montada - Antônio Braga Neto e Pedro Arrigoni
3:16Passagem de Guarda justaTranscrição
Transcrição automática do vídeo, pode ter erros. Toque no tempo para assistir a partir daquele trecho.
posição. Não quero que vocês façam como eu faço, mas eu quero que a partir de hoje vocês pensem como eu penso, beleza? Eu falei pro pro amigo ali, não é imposição, é antecipação. Eu tenho que antecipar o meu do meu oponente, porque impor não impor nada. Aquele garotinho ali, ó. Eu nas minhas nas minhas primeiras lembranças, eu lembro dos caras me abafando e eu batendo, desesperando, chorando às vezes passeirem de cima de mim. Eh, que eu conheço a grande maioria de vocês. Eu e Jacó, a gente tem uma uma história junto desde 2011, 2012, que a gente não tem nada de novo que eu vou ensinar hoje para vocês. Não tem nada de diferente, não tem nada mágico. Não tem uma fórmula mágica que eu eu chegue aqui, solte um um pó e faça vocês ficarem bons jeitos. Não é assim. É hora, é dedicação, é disciplina. É você dias tá tentando executar a técnica, tá?
Não adianta treinar 50 técnicas diferentes. A gente tem que estar praticando sempre as técnicas básicas. Não sabe não qual é a diferença do jiu-jitsu tradicional que foi aprendido através dos japoneses por jiu-jitsu que nós brasileiros ensinamos? alavanca não. Alavanca já é do tradicional. O que que os graces, o que que o Hélio Grace começou a desenvolver a maior parte das alavancas no chão, tá? no chão, ele começou a entender, começou a ver que a desproporção de tamanho e força quando tão no chão se tornam mais equivalente. Então eu e Jacô aqui, ó, a gente tem uma grande eh distância de tamanho. Se nós dois deitarmos no chão, essa distância de essa diferença se torna mais equivalente. Então, foi assim que Hélio Grace começou a desenvolver o jiu-jitsu brasileiro ou o jiu-jitsu gre através das alavancas do jiu-jitsu tradicional, mas dedicando a maior parte do tempo no chão. Então galera, a primeiro conceito que eu vou ensinar para vocês hoje é um conceito de passagem de guarda, tá? A forma como eu faço a guarda não éando,
não é esgrimando, não tem muita, não tem muita, tipo assim, não tem uma forma exata de passar um jeito, tá? A forma que eu penso é em controlar os pés, joelho, quadril e cabeça. Não adianta nada eu sair dos pés aqui e querer abraçar a cabeça do meu oponente direto. Esse esse é o controle que a gente não quer buscar. A gente quer buscar um controle negativo. Pé próximo, controle, joelho. Do joelho eu não posso para cabeça, eu tenho pro quadril. Estão entendendo isso? Eu quero que vocês comecem a ter a concepção de que a passagem de guarda é tipo uma conversa que você não quer brigar muito, você quer sempre impor as melhores, eh, eu diria assim, as melhores coisas para você chegar a um objetivo. Só que qual que é a ideia? Eu tô usando a minha situação de controle como vantagem. Eu não quero chegar aqui, ó, e fazer assim, ó, para passar.
Ler a transcrição completa
Eu não quero passar. Eu quero que ele ceda a passagem para mim. Como assim, Neto? Eu vou jogar o peo em cima dele. Eu vou apertar ele no chão, fazendo força com meu peso para baixo até que ele seja a passagem para mim. Porque se eu chegar do lado querendo passar, quando eu chegar aqui, ele vai brigar comigo, vai empurrar, vai sair o quadril, vai recuar a guarda e eu vou continuar tendo que fazer força para estabilizar. Se eu usar meu peso e a minha situação de vantagem por cima, quando eu chegar do lado, não tem mais briga. Ele tá vendido, que a gente chama, ele tá cansado, ele tá exposto. Vocês viram que eu comecei a fazer pro lado do cá? Esse é meu lado esquerdo, meu lado de maior dificuldade. Consequentemente, quando eu fizer agora pro lado direito, eu vou ter uma maior facilidade, porque eu comecei pelo meu lado mais difícil, tá? Então quando vocês for fazer tudo, começa pelo lado de dificuldade, consequentemente o lado de maior facilidade. Vai que o que é de atribú, o contente tradicional que é o máximo de controle muito da força, é muito equivalente a os controles que ganhamos no campeonato, que é, tá certo? Então, quando meu adversário sair o quadril lá pro lado tentar repor,
vou andar soldadinho. Não, não. Quadril, quadril. Eu vou dar um salgadinho só abrir. Só abrir. Entendendo vocêando saudadinho próximo a ele. Agora como eu já desgastei ele segurando ele, tentando sair, como eu notei que ele já tá mais cansado, consequentemente ele vai ficar mais vulnerável. Então agora é a hora da gente ir pro 100 kg. Ele de várias formas, tá? Deu para entender essa diferença aí? Tá, professor. E agora montada. Vou montar, ó, um conceito importante de montada.
Nunca passar a perna por cima, tá? Nunca a gente quer chegar aqui e fazer isso aqui, ó. Isso é errado. O que eu vou fazer? Eu vou cruzar meu joelho até encostar no chão sobre a barriga dele. Então, tô aqui, ó. Vou lá, ó. joelho, encostou no chão. Eu vou bater e vou descer com 100 kg defensivos. Tenta defender aí, tenta fazer alguma coisa. Eu vou sempre controlar ele. Porque essa mão embaixo da cabeça daqui que vem a força. Faz o ver. Tem força. Up. U. Tem força. Agora calma. Tá. Agora eu vou lá, ó. Tira a cabeça dele do chão. Tá lupo. Não tem mais força. Aquele garotinho ali, ó. Eu na minhas nas minhas primeiras lembranças, eu lembro dos caras me abafando e eu batendo, desesperando, chorando a vez para ser em cima de mim. E agora para eles contar, tá? Então, consegui exercer posição. É, muito bem, não só nos três, mas nos campeonatos também.
Vou dividir um pouco com vocês, tá? Mas é aquilo, tem que fazer um pouco de cautela para não machucar o aí que tá por baixo, tá? Então vamos sempre entender que o que a gente faz é arte suave, pois o significado de jit suave. Então, toda vez que a gente tiver fazendo, principalmente os mais fortes aqui, ó, eu peguei uma equipe boa hoje, só cara grande. A gente tem que entender que o 100% de força atrapalha o nosso desenvolvimento da técnica de justiça. A gente tá atrás de alavancas, a gente tá atrás de controle sem uso de força. Então, quando você tem a força e resolve na força, para que que você vai desenvolver a técnica? Então vamos lembrar sempre que a força é degrativa. A gente vai 20, 30, 40, talvez até 50% de força. E daí se não tiver conseguindo executar a posição, a gente tem que pensar o que que tá fazendo de errado.
Não necessitamos de mais de 50% de força para finalizar ninguém, seja estrangulamento, chave de braço, o que for, tá? Não precisamos de força total, tá? Muita gente faz essa posição para buscar a finalização de outra forma, mas eu comecei a fazer ela e buscar a finalização dela, tá? A posição é chamada espalhar, espalha o frango. Acredito que todo mundo sabe o que que é espalhar o frango. Aqui a gente tá nas costas, a gente espalha o frango e a maioria das pessoas busca finalizar a partir daquele momento. Eu não, eu busquei uma maneira de finalizar espai o frango. O que que eu faço? O princípio é manter a mão embaixo do préxo aqui do cara, embaixo do peito, embaixo do, não peito em cima, mas embaixo da boca do estômago aqui no cara. Então na hora que o cara vier aqui, ó, que ele começar, que ele empurrar, isso pode empurrar. Eu tô vendo que ele tá indo pr aquele lado lá, então eu vou olhar tudo para lá, ó.
Ele não quer para lá. Vai, vai. Aí, ó, tô travando a mão. Vai, vai. Ó, a mão ficou. Pode ir, man. Pode ir aí. A mão ficou. A mão, ajustou agora embaixo do peito dele. Tá onde eu quero. Agora eu vou dar os prol. Ó, o juiz nem entendeu quando o cara bateu no último campeonato. Ele não tava nem vendo, tá? Porque é uma posição atípica. Mas o que que a gente tem que fazer, que eu falei pro pro amigo ali, não é imposição, é antecipação. Eu tenho que antecipar o meu do meu oponente, porque impor não impor nada. Noa, eu volto a derrubar. Tão no jits na luta, nem a gente fazendo tudo certo, é certeza de dar certo, porque do outro lado tem um oponente, do outro lado tem um adversário fazendo coisas também. Então, a gente tem sempre que ter essa concepção que às vezes não é porque a gente não conseguiu fazer que tá errado, tá? Então não existe nada errado, é tudo uma ciência, é tudo adaptado, tá certo?
Então, eh, não só você, outra pessoa tinha me perguntado, ah, a forma da mão, isso é uma coisa que eu diria assim que é meio que não é irrelevante, porque a mão tem que tá lá, o braço tem que tá por baixo da axila, tem que dar a pressão aqui, mas a forma que vai tá a mão é indiferente. No caso, eu tava até deixando a mão aberta, entendeu? Para tentar fazer de uma forma mais soft, mais tranquila, pra gente ver a posição legal. Mas eu tô querendo que vocês entendam que não existe nada 100% certo e nem nada 100% errado. เฮ
